Manaus, 17 de Novembro de 2018
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Contratação na indústria cresce 6,4%

Por: Antonio Parente - aparente@jcam.com.br
17 Mai 2018, 19h42

Crédito:Walter Mendes
No Amazonas, número de contratações com carteira assinada na indústria cresceu 6,4%, no primeiro trimestre do ano. Para representantes do setor, apesar do crescimento positivo e a boa perspectiva para o segundo semestre, o período ainda é de cautela. Os dados são resultados obtidos com base na Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) para população de 14 anos ou mais de idade.

Segundo o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas) Nelson Azevedo, a lenta recuperação da economia, ainda não tem refletido em empregos no PIM (Polo Industrial de Manaus), da forma que se espera, principalmente com o dinamismo do mercado e a interminável crise política que influenciam de forma direta, gerando incertezas para o investidor.

"Os reflexos e os impactos positivos são significativos, mas ainda pequenos. A alta nas contratações é positiva, mas precisamos ser prudentes e cautelosos e não devemos alardear que a crise acabou. O cenário é bom, mas a crise ainda está presente a nível nacional e isso influencia os investidores, gerando incerteza e instabilidade", disse.

Em contrapartida, Azevedo explica que alguns setores como o de eletroeletrônico e duas rodas tem mostrado um desempenho bom, ainda que de forma tímida, e têm contribuído para o aumento nas contratações. Principalmente com a recente mudança do sistema de televisão analógico para o digital e os jogos da Copa do Mundo que estimulam a produção e, consequentemente, as contratações.
"Com a leve estabilidade e o otimismo as empresas contratam e a produção está aumentando ap
esar do pouco investimento. Eventos como a Copa do Mundo e um bom desempenho do setor de duas rodas, tem estimulado a produtividade e as contratações. O setor de duas rodas está dando uma resposta positiva, mas só o fato de ter uma boa expectativa de produção esse ano já torna possível mais contratações, apesar de alguns poucos setores terem segurado seus colaboradores e aumentado o turno", ressaltou.

Comércio

No setor do comércio, de acordo com a Pnad Contínua, o aumento de contratações com carteira assinada foi de 3,6% em relação ao mesmo período do ano passado, uma diferença de 7 mil empregos a mais. Segundo o presidente da ACA (Associação do Comércio do Amazonas), Ataliba David Antônio Filho, esse pequeno crescimento deve-se a algumas atividades do setor que devido a datas alusivas do período como o início das aulas e o dia das mães, que contribuíram para o aumento nas vendas no mercado.
"Tudo é uma cadeia produtiva. Se a indústria vai bem, o comércio também vai. Os segmentos de papelaria e livraria contribuíram muito com as vendas de material escolar. Tivemos o mês das mães com o segmento de calçados, perfumarias e vestuários, que devido as vendas levaram as lojas a contratar. Porém, esse aumento não representa o comércio como o todo e sim alguns segmentos pontuais", explicou.

Serviços

Já o setor de serviços mostrou um crescimento de 3% neste primeiro trimestre, com 34 mil contratações a mais em relação ao mesmo período do ano passado, que registrou 73 mil postos de trabalho, principalmente nos setores de alojamento e restaurantes.

De acordo com o economista da Fecomércio-AM (Federação do Comércio do Amazonas) José Fernando, o setor tem características próprias por se tratar de uma área muito dinâmica, que depende da realização de muitos eventos, para manter a economia em movimento.

Taxa de desocupação

A taxa de desocupação do Amazonas no primeiro trimestre de 2018 ficou em 13,9%. A variação em relação ao trimestre anterior foi de 0,4 pontos percentuais. Já na comparação com igual trimestre do ano anterior, a diferença foi de -3,8 ponto percentual. A pequena variação no trimestre, colocou o Estado na décima segunda posição no ranking da taxa de desocupação entre as unidades da federação com maiores taxas.

Em Manaus, a taxa de desocupação no mesmo trimestre foi de 17,5% com variação em relação ao trimestre anterior de -0,1 pontos. A diferença em relação ao mesmo trimestre do ano anterior foi de -2,8%.

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