Manaus, 17 de Novembro de 2018
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Amor é dar a vida

Por: Antonio Parente - aparente@jcam.com.br
11 Mai 2018, 19h54

Crédito:Divulgação
Abdicar da profissão para se dedicar à maternidade pode parecer uma missão difícil, mas, para estas mães, todo sacrifício por amor à essas pequenas vidas foi uma decisão que valeu a pena. Entre os muitos desafios encontrados por essas guerreiras, deixar o mercado de trabalho nos primeiros anos de vida de seus filhos, não foi uma decisão fácil, mas, uma atitude que segundo elas, tem rendido bons frutos.

Mãe do pequeno Mateus de 2 anos e 7 meses, a professora formada em letras língua portuguesa, Sheyla Machado, 29, explica que a decisão de deixar o mercado de trabalho para se dedicar na criação do seu filho, foi tomada em conjunto com o seu esposo médico, que provê o sustento da família enquanto ela cuida da família. Ela conta que tem aprendido, que nos primeiros anos de vida da infância, o acompanhamento e a presença da mãe na vida da criança são fundamentais para formar e moldar o caráter delas de acordo com aquilo que eles querem.

"Nesses primeiros anos da infância à criança é apresentada ao mundo e começa a conhecê-lo. É aquela fase em que há o 'boom' de experiências, sejam elas sensoriais, cognitivas e comportamentais. Justamente por ser esse período de descoberta que é importante a mãe estar próxima. Meu marido deu total apoio para eu cuidar do Mateus. Acompanhando cada fase, observando e apresentando cada novidade e descoberta. Além disso, é nesse momento em que o caráter da criança está sendo formado e formatado", disse.

Sheyla explica que apesar de sentir falta do ramo profissional e de exercer suas atividades pelo qual estudou a vida toda, ela não se arrepende de ter escolhido a maternidade para se dedicar assiduamente, e conta que se tivesse que voltar ao tempo tomaria a mesma decisão. "Sinto falta de fazer algo e saber que faço bem no ramo profissional. De galgar outros rumos. Mas não se torna um dilema na minha vida, pq eu encaro a maternidade como minha função principal. Como meu amor maior. Amo ser mãe. Amo poder me dedicar exclusivamente a isso. Sou e serei eternamente grata a Deus por ter essa oportunidade", ressaltou.

A professora acredita que o papel da mãe nos primeiros anos é fundamental, por ela ser uma ferramenta que exerce a função de uma peneira que filtra aquilo, que ela considera importante e descartar o que considera nocivo. "A mãe tem o papel de espelho para a criança, sendo o reflexo do que o mundo representa. Por isso, é fundamental que a mãe esteja perto para passar os valores que ela considera importantes para o crescimento, e ter um futuro adulto saudável, tanto na parte física quanto espiritual e psicológico", afirmou.

Mães que se ajudam

Como toda mãe de primeira viagem, Machado enfrentou desafios e dificuldades, e com o objetivo de conhecer o mundo materno, decidiu reunir-se com suas amigas, Gisele Park e Juliana Bandeira que também são mães, para compartilhar as experiências e os desafios da maternidade, com o objetivo de cumprir juntas a missão de educar bem os filhos.

"Nos reunimos uma vez por mês para compartilhar o que temos feito, o que tem funcionado com o filho dela e hoje o WhatsApp facilita muito e praticamente nos falamos todos os dias, trocamos vídeos dos nossos filhos fazemos atividades educativas e bíblicas que precisamos ensiná-los. Quando ela lê um livro faz o resumo pra mim, e quando leio outro livro, faço o resumo pra ela e assim vamos nos ajudando", disse a fisioterapeuta Gisele Park, 30, que há 6 anos abriu mão de seguir a profissão, para cuidar dos seus dois filhos, Davi e Lucas Park, de 5 e 3 anos respectivamente.

Estudo e preparo

A fisioterapeuta explica que quando descobriu que estava grávida do primeiro filho, decidiu também junto com o seu esposo, que aquele momento era de se dedicar a profissão de ser mãe. E decidiu aproveitar os 9 meses de gestação para se preparar, estudar e fazer curso, priorizando sua nova função. "Ser mãe também é uma profissão, pois como todo profissional eu cumpro carga horária, eu tenho que estar em constante busca de me atualizar. Afinal ser mãe hoje é muito diferente da época dos nossos pais, diariamente eu preciso colocar o meu conhecimento na prática para resolver desafios em que preciso usar estratégias inteligentes. É um desafio diário mais gostoso de se cumprir, quando coloco meus filhos na cama e vejo eles dormindo, só agradeço a Deus pois por mais um dia, pois é Ele que me ajuda nesta profissão atual", disse.

Preparando pessoas para o futuro

Gisele compartilha, que o grande aprendizado da maternidade é que Deus fez a criança de forma única, com talentos e habilidades específicas para ser o que Ele planejou para ser. Segundo ela, essas lições a motivam a se dedicar cada vez mais na formação de seus filhos. "O mais importante é focar em ensinar e treinar as qualidades de caráter, virtudes que quero que minha criança tenha quando adulto para que se torne um adulto consciente, do que é viver uma vida correta diante de Deus e da sociedade. Isso me alegra e me motiva a continuar desempenhando esse papel", ressalta.

Park destacou, que quando a mãe abre mão de sua vida profissional, ela está desempenhando um importante papel para o futuro do seu filho. Defensora da família como base para a formação de um adulto responsável e de caráter, a fisioterapeuta conta que a melhor decisão que ela tomou foi o de abrir mão dos seus sonhos e planos em detrimento do cuidado de seus filhos.

"Eu acredito que a atual situação do nosso país é reflexo de uma falha na criação de uma geração que não aprendeu escolher pelo que é correto, a resistir à pressão e não fazer coisas erradas, talvez porque as mães não estavam criando seus filhos conscientes que eram o futuro", disse.

Para a professora de inglês Juliana Bandeira, 29, além do acompanhamento diário, a mãe tem o papel importante para aplicar ensinos que ela julga bom para o seu filho, e acredita que o ensino de princípios bíblicos são importantes para ajudar a formatar um caráter compassivo às necessidades das outras pessoas.

"Na maioria das vezes, é com a mãe que a criança passa maior parte do tempo, então é conosco que a maioria das oportunidades de ensinar aparecerão. Aprendi na minha trajetória como mãe que além de ler histórias da Bíblia ou falar dos personagens bíblicos, preciso ajudar meu filho a aplicar isso na vida dele o mais cedo possível. Se a Bíblia diz que devemos amar uns aos outros, preciso dizer como ele pode fazer isso na prática, como ao emprestar um brinquedo a um amiguinho, por exemplo", disse.

Juliana ressalta, que muitas das vezes a sociedade foca tanto na abdicação das mães em abrir mão da parte financeira e da profissão para ficar em casa cuidando dos filhos, e esquecem que o caráter e a vida espiritual da criança também são importantes, para que elas cresçam de forma sadia, e explica que nada substitui o papel da mãe. E explica que apesar de ter que se dedicar no trabalho, não abre mão do tempo de estar com o pequeno Davi de 2 anos. "Ensinar a palavra de Deus aos filhos é papel que Ele deu aos pais. São os pais que vão ensinar aos filhos a aplicação dos princípios bíblicos em todas as circunstâncias, sempre, quando e onde nós estivermos", disse.

Mães midiáticas

Amigas há 13 anos, as três mães criaram um perfil nas redes sociais, para ensinar, aprender e compartilhar experiências com outras mulheres na educação dos filhos. Com isso, criou o perfil no instagram, @brincareaprendermanaus, o objetivo é compartilhar atividades lúdicas criativas e de fácil acesso que unem diversão e aprendizado.

"A ideia surgiu quando vimos que muitas mães tinham vontade de criar um perfil, mas nem sempre tinham a ideia. E ao perceber também o quão benéfico era para os nossos filhos criamos. Entendemos que são crianças pequenas, e por isso não precisam estar sentadas numa cadeira para aprender, mas nessa fase, a cognição está a mil, então por que desperdiçar esse tempo se elas podem brincar e aprender com coisas que temos em casa mesmo?", disse Sheyla Machado.

Guerreiras em dose dupla

Relatos apontam que não existe nem um cargo de mãe que seja mais difícil que o outro, todos encaram os mesmos desafios, os mesmos conflitos, e consequentemente caminham na mesma direção: o bem estar e o desenvolvimento dos filhos. A trajetória da jornalista e 2ª tenente do exército, Karla Marinho, foi regado de desafios, renúncias, aprendizados e retomadas, tudo para conciliar trabalho e criação de suas duas filhas.

"Quando eu tive a minha segunda filha Júlia após dois anos que eu tive a minha primeira, eu estava ciente que minha carreira de telejornal como editora chefe estaria comprometida. Eu tinha que dá atenção e eu me cobrava nisso na primeira filha. Na segunda eu me vi em um dilema que eu precisava avaliar algumas coisas e verificar como eu conseguiria ser mãe de duas e conciliar o trabalho. Com a primeira filha eu havia conseguido me comprometer, mas com duas não consegui e tive que abrir mão de outras oportunidades", disse.

Com a responsabilidade de criar as duas filhas, a jornalista abriu mão nos primeiro anos de seguir a sua profissão de jornalista, e decidiu aprender a ser mãe, dona de casa e cuidadora do lar. E após um grande período longe de suas atividades e participando da do crescimento e desenvolvimento das duas filhas, conseguiu um cargo de primeira tenente no exército brasileiro.

"Nesse momento que larguei tudo foi importante e crucial eu ter vivenciado os dois lados, era o momento que elas eram pequenas e eu pude estar junto e acompanhar e se fazer presente. Eu aproveitei bastante em cuidar da casa, da minha família e delas. E agora no exercito tenho aproveitado esse momento que gera admiração por parte delas, quando faço reportagens em vídeo e elas ficam muito animadas e orgulhosas quando me veem de farda. E isso tem sido prazeroso", disse.

Comentários (1)

  • REGINA MARIA BRITO MOREIRA12/05/2018

    PARABENS QUE.DEUS CONTINUI ABENÇOANDO VOÇES. EU CREIO QUE QUE SEUS FILHOS. SERÃO. FILHOS. TERÃO. MUITO AMOR AO PROXIMO. DEDICADOS. E DE UM CARATER. ABENÇOADO. Que pena que nem todas tem esse previlegio e outras não. Pensão. Assim. Beijos. Maes abençiadas por DEUS

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