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Duelo de Gigantes

Por: Rianna Carvalho Especial para o JC
20 Abr 2018, 19h40

Crédito:Divulgação
A revolução digital está mudando a forma de consumir notícias e entretenimento, obrigando a televisão, mídia mais poderosa do planeta, a se reinventar. As TVs por assinatura e os conteúdos on demand (sob demanda), como Netflix e Youtube, podem ser complementares ou substitutos à programação dos canais abertos.

Em uma pesquisa recente conduzida pelo ConsumerLab, segmento da Erickson dedicado a análise do comportamento do usuário, foi comprovado que 62% das pessoas preferem escolher o que assistir em detrimento da TV tradicional. O que também é confirmado por outro dado que mostra uma expansão de 33% na quantidade de horas semanais dedicadas a assistir TV e vídeo através de dispositivos mobile. Impactante, não?

"O consumo ficou mais difícil porque o consumidor assumiu um maior poder. Não se espera mais que o ele engula o que se põe na mesa por decisão do veículo de comunicação" declara Arnoldo Santos, Especialista em Telejornalismo.

A facilidade com que se assiste conteúdo atualmente deixa de lado a necessidade de ter uma TV sintonizada na programação aberta, e dúvidas como: Globo ou Netflix; Youtube ou SBT, acabam surgindo na cabeça do consumidor que apenas quer otimizar o seu tempo, sendo seletivo pelo que lhe interessa mais.

"Ele tem não só maior variedade como a possibilidade de escolher o que vê, o quanto vê, podendo desistir a qualquer clique de um botão de controle remoto. Isso que dizer que a produção de conteúdo tem de ser mais adequada ao gosto do consumidor" afirma Arnoldo.

A pura e simples evolução acabou invadindo o sinal dos televisores. A TV antiga substituiu o rádio da sala, e agora a TV Smart vai substituir a TV analógica, aquela com antena de bombril pendurado que só pegava os canais abertos, com conteúdos que as empresas decidiam oferecer.

Agregando Valor

A internet vem quebrando barreiras e deu poder as pessoas. Hoje, o consumidor aprecia iniciativas espontâneas que agreguem valor em sua experiência na obtenção de conhecimento.

"O consumidor seleciona aquilo que ele irá consumir por questão de empatia, gosto ou porque determinado conteúdo irá agregar valor a sua vida de alguma forma. Acredito que os produtores de conteúdo precisam entender o que o público quer ver, ele conseguindo identificar o seu nicho atingirá mais consumidores" afirma Renan Pessoa, Palestrante e Especialista em Vendas.

Entender o que o público quer, é peça do quebra-cabeça que todo empreendedor precisa ter. Renan não tem dúvidas que o que favorece a TV online é justamente o conteúdo segmentado. "Quanto mais nichado o seu negócio, mais resultado você terá!" afirma ele.

O mundo online é o futuro, mas acredite não basta apenas produzir um determinado conteúdo e jogar na rede, além de conhecer bem o seu público e produzir conteúdo, é essencial que você conheça as ferramentas de propagação.

"Acredito que o desafio desse meio, é o tráfego. Se você não dominar bem as ferramentas de propagação como Facebook Adds, Google Adwoords e outros, você não terá êxito. A internet tem uma gama de conteúdo disponível e acessível ao público, são inúmeros concorrentes, então você precisa conhecer essas ferramentas para se destacar no mundo online" conclui Renan.

On Demand

Conteúdo on demand ou sob demanda, é aquele em que você consome de acordo com a sua necessidade. Ou seja, você assiste o que quer e na hora que quer, sem ficar sujeito à programação da TV, seja ela aberta ou fechada.

A pesquisa "A Nova Pesquisa sobre Viewers de Vídeos Online na América Latina" mostra que o latino-americano gasta um total de 13,2 horas por semana assistindo a vídeos digitais. No caso específico do Brasil, foi detectado que os espectadores assistem a mais video on demand (82% dos entrevistados) que a TV Aberta (73%).

Em dezembro de 2016, o Netflix contava com 6 milhões de usuários e um faturamento de quase R$ 1,3 bilhão. Em 2015, eram cerca de 3,21 milhões de usuários cadastrados. Já o Youtube, no final de 2016, tinha cerca de 82 milhões de brasileiros assistindo aos seus conteúdos, de acordo com o Instituto de Pesquisa Provokers. Em 2016, o tempo de visualização do Youtube cresceu 70% no Brasil.

Autonomia ou Variedade

Entre uma TV com antena digital aberta, uma TV com canais a cabo e uma TV Smart com acesso ilimitado na internet, você escolheria qual alternativa? Estamos na era da versatilidade! A produção de conteúdo deve ser responsivo, ou seja, adaptável as diversas plataformas de exibição. A programação tem de caber na tela da televisão e ao mesmo tempo na do celular, tablet e computador.

"Hoje em dia consumo mais conteúdo on demand e quando assito televisão é porque meu pai me obriga! Mas eu encaro isso como uma forma de ficarmos um tempinho juntos, em família" comenta a Maquiadora, Vitória de Liz que conclui dizendo que antigamente o Jornal Nacional era o que fazia a família se reunir na sala para ver televisão, hoje no máximo é o Fantástico que prende a atenção deles.
Já o Advogado Eduardo Rezende, diz que a paixão pelo futebol ainda prende sua família à televisão, e todos assistem juntos e vibram pelo Vasco, time do coração da família. "Por ser uma paixão nacional que passa de geração pra geração, as famílias brasileiras ainda cultivam esse hábito."

O avanço da tecnologia e os inúmeros acervos disponíveis online acabam impedindo o antigo hábito de reunir a família para assistir a uma programação em TV aberta. Esse é o exemplo claro do novo consumidor, o homem conectado que consome toneladas de informação pelo celular, 24 horas por dia.

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