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Mundo na palma da mão

Por: Rianna Carvalho Especial para o JC
13 Abr 2018, 19h55

Crédito:Divulgação
A tecnologia tem se tornado cada vez mais presente na vida das pessoas. A internet e os dispositivos móveis como smartphones e tablets têm modificado não só a vida social, mas também a profissional e as formas de consumo da população mundial.

Hoje em dia, é possível acessar e controlar a conta bancária e até fazer investimentos pelo celular, e comprar todo tipo de produtos, de sapatos a frutas.

A facilidade e comodidade que o ambiente digital traz é o que chama atenção de Daniel Goettnawer, Coordenador da FabriQ Aceleradora. "Principalmente ter a liberdade de escolha e poder economizar tempo e dinheiro. Hoje podemos fazer compras da China e receber na comodidade de nossa casa, isso é incrível!" relata Daniel.

Para o Diretor de Criação da Forbrand, Dalvino Araújo, conveniência é uma palavra que resume muito bem esse novo mercado. "O mercado digital trouxe conveniência para nossa vida. Podemos pedir nosso jantar enquanto estamos nos deslocando para nossas casas. Podemos fazer compras em supermercados pelo celular, enquanto aguardamos uma consulta médica. O digital tornou o mundo mais próximo para todos."

Dados do Webshoppers indicam que o comércio eletrônico brasileiro teve alta de 3,9% no volume de pedidos no primeiro semestre de 2017, comparado com os dois anos anteriores. Um número um tanto quanto tímido se comparado ao crescimento do setor no país. Porém mostra que o e-commerce possui grande espaço de desenvolvimento no Brasil.

Dalvino parece não ter dúvidas que esse novo modelo só tende a se expandir. "Com as evoluções tecnológicas, barateamento dos devices que efetuam transações comerciais e uma penetração destes dispositivos em várias camadas sociais, vão tornar esse modelo ainda mais sólido. É óbvio que ainda precisa amadurecer um pouco mais, mas isso faz parte de todo processo evolutivo" afirma ele.

Para o economista e CEO do Parque de Ideias, Durval Braga, a empresa ou o empreendedor que não se adaptar a esse novo modelo de negócio, com certeza estará fora do mercado. "Hoje é possível comprar tudo pela internet, carros, obras de arte, aulas de inglês, tudo! Então, não consigo ver nenhum segmento que esteja fora desse meio de consumo."

E quando falamos em digital temos um leque importante, que vai desde compras e vendas, até o relacionamento com o cliente. Hoje, você pode até não possuir uma operação de e-commerce, mas é totalmente possível você persuadir seu cliente a comprar seu produto no ambiente off-line através, por exemplo, das redes sociais.

Estar no meio digital, além de fundamental na relação empresa - cliente, também pode gerar vendas. "Vale ressaltar que uma pesquisa divulgada em 2015 pelo SPC Brasil e pelo portal de educação financeira, Meu Bolso Feliz, afirma que 9 em cada 10 brasileiros consultam a internet antes de fazer uma compra off-line. É mais um forte motivo para estarmos no ambiente digital mesmo sem ter um e-commerce" afirma Dalvino Araújo.

Uma nova aposta

Não há dúvidas de que o mercado digital criou uma série de oportunidades de inovação para empresas de todo tipo. E não importa se o negócio é grande ou pequeno, o acesso à informação e a soluções simples de usar e manter esse negócio tornou todos esses obstáculos coisa do passado. Hoje em dia todos podem se dar bem no ambiente virtual, desde que se prepare bem.

Praticidade que favorece o consumidor

A amazonense Tainá Lima também acredita nesse desenvolvimento, tanto que apostou nessa nova proposta de mercado e criou a ÉCLAT Class. "Acredito que o e-commerce é o futuro. Em uma realidade muito próxima, todos nós iremos preferir comprar online do que in loco." afirma a empreendedora.

A praticidade oferecida ao público consumidor aliado ao poder de crescimento em escala é o que mais chama atenção da jovem empreendedora nesse novo mercado. "Com base em dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce no Brasil ambiciona crescer 15% em relação aos 12% que obteve em 2017. Nossa missão é contribuir para que esse dado aumente ainda mais através do nosso trabalho na ÉCLAT Class."

Mesmo com toda a praticidade apresentada nesse novo modelo de negócio, Tainá afirma que alguns desafios ainda cruzam o seu caminho. "Todo dia há algo novo para lidar e aprender, tem sido uma realização não só de cunho profissional, como pessoal: poder comprar roupas com qualidade sem sair de casa." relata a jovem.

No Brasil, 25,5 milhões de consumidores fizeram pelo menos uma compra virtual no primeiro semestre de 2017, representando assim um aumento de 10,3% se comparado com 2016. O tíquete médio foi de R$418, alta de 3,5%, e o faturamento foi de R$21 bilhões, alta de 7,5%. (Dados Webshoppers 2017)
O acesso à internet e a mobilidade transformou a forma de consumo da população. Com a internet, os negócios não têm mais fronteiras, você pode vender o mesmo produto para milhões de pessoas ao mesmo tempo.

116 milhões de usuários de internet

Pode soar estranho porque já é muito comum para a maioria de nós, mas a internet móvel é um dos motores que impulsionam o mercado digital.

O Brasil já tem 116 milhões de usuários de internet. Os números são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em 2017. Os dados confirmam tendências mundiais, como a onipresença dos celulares como dispositivo preferido para acesso à rede, sendo citado por 94,6% dos entrevistados.

Segundo a Telebrasil, o país conta com 205 milhões de acessos à internet pela rede móvel. De acordo com a associação, a rede de 4G apresentou crescimento de 127% em 12 meses, passando a operar em 3.861 municípios no país. O balanço mostra ainda que a cobertura de 3G atingiu 5.151 dos 5.570 municípios brasileiros.

Sem a melhora na qualidade de conexão móvel, o acesso mais amplo a planos de internet e aparelhos de melhor qualidade no mercado dificilmente teriam um ecossistema digital tão vivo e cheio de transações ocorrendo a cada minuto.











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