Manaus, 22 de Setembro de 2018
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Apagão freia economia local

Por: Antonio Parente - aparente@jcam.com.br
21 Mar 2018, 19h51

Crédito:Walter Mendes
O apagão que causou interrupção de energia elétrica ontem (21), na cidade de Manaus, causou transtorno em várias atividades produtivas do Estado. Donos de lojas e supermercados de vários pontos da cidade, reclamam que a rápida queda no fornecimento prejudicou as vendas e ocasionou riscos de perda de equipamentos e produtos.

Segundo o presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Ataliba David Antônio Filho, o comércio na cidade de Manaus não tem boa estrutura para suportar um apagão por mais de uma hora, e explica que as quedas de energia além de acarretar prejuízos nas vendas, podem levar a outros problemas como a questão da segurança aos clientes.
"Muitas lojas são informatizadas e com isso essa queda de energia acarreta paralisação. O comércio hoje fica vulnerável com esse tipo de situação. Conseguimos segurar até em um período de uma hora, depois disso o movimento cai e ocorre até preocupação com o bem-estar de lojistas e clientes", ressaltou.

O gerente dos Supermercados C.O, no Japiim, Carlos Cesar, conta que o período de uma hora sem energia elétrica prejudicaram as vendas e o fluxo dos caixas, causando transtorno e demora no atendimento aos clientes.
"Por questões de segurança, tivemos que fechar a loja para manter a segurança dos clientes e evitar o risco de assaltos. O gerador não conseguiu suportar o abastecimento dos caixas. Com isso ficamos impossibilitados de registrar vários produtos e deixamos de vender muitos produtos", disse.

Além das vendas prejudicadas, César afirma que várias máquinas e equipamentos de refrigeração da loja, correram o risco de ter o seu funcionamento comprometido, o que poderia causar um prejuízo maior e mais perdas financeiras. "Temos muitos equipamentos caros que mantêm a conservação dos produtos que dependem de refrigeração. Se esses equipamentos queimam além de perdermos os maquinários poderíamos perder muitos produtos alimentícios", ressaltou.

O dono de uma loja de calçados no Centro, Maurício Trindade, teve dois computadores e notebooks queimados por conta de um curto circuito causado pelo apagão. Isso prejudicou na hora de registrar produtos no caixa, e com isso as vendas das lojas ficaram impossibilitadas de serem realizadas.

"Temos um sistema que é conectado às maquinetas de cartões de créditos que nos possibilita registrar os produtos. A maioria dos clientes que estavam na loja usavam cartão de débito e crédito. E não foi possível gerar o pagamento devido a isso", disse.

Indústria
Para o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, o acontecimento gerou uma série de desconforto em todos os setores produtivos, principalmente para as empresas do PIM (Polo Industrial de Manaus) que levam bastante tempo para ter as máquinas reaquecidas.

"Infelizmente para uma máquina de uma indústria reaquecer e voltar para um ritmo normal de produção leva tempo. E tempo na produção é precioso, e com isso o processo fica comprometido. Infelizmente o Estado precisa criar uma estrutura melhor para estar preparado para esses acontecimentos", disse.

De acordo com o encarregado de uma empresa de transportes de cargas aéreas, no Distrito, Manoel José Pereira, sua empresa teve 70% das suas atividades comprometidas por conta do apagão. Responsável em entregar e coletar materiais de algumas empresas do PIM (Polo Industrial de Manaus), ele explica que muitas empresas que dependem de energia elétrica, para registrar e repassar os materiais, não possuíam gerador e com isso cancelaram suas atividades.

"Por conta disso nosso limite de coleta nas empresas que é de 50 toneladas por dia, reduziu. Isso prejudica e muito o nosso cronograma, porque devido a isso os trabalhos se acumulam para o dia seguinte. Amanhã teremos que redobrar o trabalho para dobrar nossa coleta diária", conta.

Funcionários de algumas empresas do Distrito afirmaram, que muitas companhias tiveram suas atividades paralisadas no período da tarde. "Muitas empresas possuem gerador, mas a maioria deles não são suficientes para cobrir toda a fábrica. E com isso alguns setores tiveram suas atividades paralisadas", disse o industriário Jardel Becker.

Eletrobras Amazonas Energia

Em nota, a Eletrobras Amazonas Energia informou que a parada no fornecimento aconteceu devido a um problema no circuito do linhão de Tucuruí, na região do Xingu. A ONS (Operador Nacional do Sistema) divulgou que a perda de carga no sistema ocasionou o apagão

Além do Amazonas, o apagão afetou mais 11 Estados da região Norte e Nordeste do país: Alagoas, Sergipe, Ceará, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Amapá, Rio Grande do Norte, Pará, Maranhão, Bahia e Tocantis.

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