Manaus, 12 de Novembro de 2018
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Aporte aproxima o AM da indústria 4.0

Por: Jefter Guerra - jguerra@jcam.com.br
15 Mar 2018, 20h01

Crédito:Divulgação
Empresas do PIM (Polo Industrial de Manaus) precisam se tornar mais competitivas, não somente no mercado interno, precisando fortalecer a participação no exterior. A afirmação foi do presidente do Banco da Amazônia, Marivaldo Melo, na manhã de ontem (15), durante a assinatura do Protocolo de Intenções para união de esforços e atuação compartilhada para o desenvolvimento sustentável do Estado.

Este ano, a instituição está disponibilizando para a região Amazônica mais de R$ 8,3 bilhões, sendo que, para o Amazonas, há mais de R$ 1 bilhão: R$ 910 milhões do FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte) e R$ 185,7 milhões da Carteira de Crédito Comercial.

O governador agradeceu a atenção dispensada ao Estado, que segundo Amazonino está "desejoso em retornar o desenvolvimento do setor primário". "Os recursos disponíveis nessa cooperação são voltados para a tentativa que a gente quer fazer de modernização, a busca do famoso 4.0, a tecnologia do Distrito Industrial. Então, é um momento auspicioso, início de uma programação que vai se estender aos demais anos na busca incessante que o povo do Amazonas tem de ter para se tornar autossuficiente economicamente. E isso que a gente procura. É isso que a gente quer", afirmou Amazonino.

Segundo Marivaldo Melo, as empresas do polo industrial têm no atual aporte um facilitador para esse novo olhar. "A crise trouxe à Indústria 4.0 uma outra realidade, o que obrigou a indústria a não ficar somente voltada para o mercado interno, buscar também maior participação nas exportações. Então esse protocolo vai servir para que essas empresas possam ter acesso a esse crédito e se modernizem, se tornando competitivas no mercado externo", salientou.

Para 2018, o banco traz novas linhas voltadas para financiamento estudantil (Programa Estudantil-Fies) e para Energia Solar (Fotovoltaica). Melo explica que, para o repasse da verba, o Banco criou um plano de aplicação que foi definido em agosto de 2017 e que o recurso já está disponibilizado nas agência do Banco da Amazônia para os empreendedores interessados. "O programa conta com a parceria do Mdic (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços) para que haja uma modernização dessas empresas para se tornarem mais competitivas e que possam gerar mais receita para o Estado do Amazonas", disse.

A assinatura é uma aplicação de recursos do FNO para diversos setores, como o primário e para a Indústria, principalmente comércio, serviço, turismo, pequenas produções agroindustrial e todos os setores da economia do Estado. De forma cooperada, o Protocolo de Intenções prevê a mobilização e a integração das classes produtoras e demais parceiros institucionais para a aplicação dos recursos de fomento, em apoio ao desenvolvimento dos setores produtivos do Estado, em bases mais sustentáveis.

Os recursos estão disponíveis a empreendedores individuais ou empresários do setor primário que tenham projetos de geração de energia solar ou da agricultura familiar. "Para o empreendedor individual temos ainda o programa de microcrédito orientado 'Amazônia Florescer', em que já foram investidos cerca R$ 470 milhões, com uma taxa de inadimplência muito pequena. A novidade é que estamos digitalizando esse programa para chegar a mais municípios do Estado, não só em Manaus", disse.

A assinatura contou com a participação do presidente da instituição, do diretor Comercial e de Distribuição, Luiz Cláudio Sampaio, do superintendente regional do banco no Amazonas, Nélio Gusmão e do governador Amazonino Mendes.

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