Manaus, 20 de Setembro de 2018
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Comodidade do e-commerce atrai mais

Por: Antonio Parente - aparente@jcam.com.br
09 Mar 2018, 19h04

Crédito:Walter Mendes
O comércio eletrônico é uma das transações financeiras que mais cresce no mundo, e vem tornando-se uma das alternativas do consumidor amazonense na hora de investir em um determinado produto. A praticidade, a tranquilidade e a possibilidade de economizar e escolher o menor preço em apenas um click, são fatores que motivam as negociações.

Segundo projeções do relatório Webshoppers 37, divulgados pela Ebit, empresa que analisa pontos positivos e negativos de cada comércio eletrônico, o e-commerce brasileiro continuará em um crescimento acelerado de 12% em 2018, com um faturamento de R$ 53,5 bilhões. Em relação ao volume de pedidos, a evolução deverá ser 7,7% maior em 2018 com 119,7 milhões de encomendas. Em 2017 os pedidos de compras virtuais chegaram a 111,2 milhões.
Segundo uma pesquisa realizada pelo analista de sistemas web Diogo Rafael da Silva, a estimativa de compras online no Amazonas para este ano será de aproximadamente 20%, com a venda de mais ou menos 1 milhão de itens. Ele explica que esses números são motivados pelo surgimento de novos empreendedores e a atuação de grandes empresas nacionais dentro do segmento.

"No Amazonas acredito que será um pouco além, pois este ano o mercado tem ganhado forças, onde muitos microempresários têm investido ao montar o seu próprio negócio alavancando suas vendas. Além de grandes empresas como as Lojas Americanas onde pode-se encontrar produtos que não seja necessário pagar o frete, a Saraiva onde o cliente não paga o frete se for pegar o produto na loja e muitas outras", explicou.

Para Silva, os avanços da tecnologia e o fácil acesso às mídias digitais por parte do brasileiro foram um dos principais fatores para o segmento crescer no país. "O avanço da tecnologia tem mudado os hábitos sociais das pessoas. Com o fácil acesso a internet, as pessoas buscam cada vez mais praticidade. Elas não querem ter o trabalho de ir a uma loja física gastar tempo. Na sociedade atual o tempo das pessoas é muito precioso, e esses fatores motivam elas recorrerem à internet", disse.

Acostumado a comprar passagens aéreas, tênis, camisas de times e eletrônicos pela internet, o engenheiro civil Josimar Oliveira vê na plataforma digital a solução dos seus problemas. "Eu gosto porque existem sites que fazem comparação de produtos e podemos pesquisar em qual lugar se vende mais barato. Minha última experiência foi uma cadeira de bebê para auto. Na época, aqui em Manaus, custava R$ 750 e consegui comprar por aproximadamente R$ 550 no meio eletrônico", disse

Apesar de ser um consumidor virtual declarado, Josimar compartilhou algumas barreiras que o tem deixado mais cauteloso na hora de efetuar compras pela internet. Uma delas é o alto custo no valor dos fretes para o Amazonas e a possibilidade de cair no golpe das propagandas enganosas.

"O frete tem sido o grande vilão que muitas das vezes faz aquela boa oportunidade de negócio ir embora. Na hora de comprar sempre verifico a confiança do site e a reputação dos vendedores. Uma vez tive um problema em uma compra. Na foto do site mostrava um produto e quando recebi em casa era totalmente diferente. Isso me deixou bastante chateado, ainda bem que não era uma produto de muito valor", ressaltou.

Com a agenda corrida e bastante movimentada, não sobra tempo para o colaborador do PIM (Polo Industrial de Manaus) Roberto Lopes Oliveira Júnior sair às lojas do comércio da cidade para realizar compras. Com um membro a mais na família, o engenheiro industrial divide seu gosto por eletroeletrônico e materiais básicos para casa.
"Gosto muito de comprar acessórios para casa, eletrônicos e roupas. Pelo fato de não disponibilizar de tempo, a compra online vira uma grande alternativa. Então, pra compras online, geralmente uso aplicativos de busca de preços para garantir que compro o mais barato. Compro sempre produtos de baixo custo, dificilmente compro algo de grande valor agregado, a não ser que não exista no mercado", disse.

Roberto explica que uma das grandes desvantagens da compra online é a demora na entrega dos produtos, além dos preços nos fretes, que segundo ele estão cada vez mais caros, esses fatores o tem desmotivado a investir mais nas compras digitais.

"Existe vantagens em poder buscar preços mais em conta que nas lojas locais. Mas sempre levando em consideração o frete, que por sinal está muito caro. A desvantagem é o tempo de entrega, não posso comprar nada que preciso urgente. Estou deixando um pouco mais de comprar online pois nosso sistema de transporte correios está deixando muito a desejar", afirmou.

A empresa Ebit divulgou o ranking do volume de vendas no comércio digital em 2017, de acordo com as categorias. Moda e acessórios foram responsáveis por 14,2% das vendas no período, seguido por saúde, cosméticos e perfumarias (12%), eletrodomésticos (10,8%); casa e decoração (10,5%), telefonia e celulares (9,2%), livros, assinaturas e apostilas (8,3%), esporte e lazer (6,4%), informática (4,5%), alimentos e bebidas (4%) e eletrônicos (3,6%).

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