Manaus, 24 de Setembro de 2018
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Lojas buscam alternativas de mercado

Por: Antonio Parente - aparente@jcam.com.br
08 Mar 2018, 19h19

Crédito:Walter Mendes
Diversos setores ainda sofrem com os resquícios da grande crise que afetou a estrutura econômica do país, afirmam alguns economistas. Um deles é a venda no setor de material de construção que segundo índices da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) registrou uma queda de 9% em todo país. No Amazonas, donos de materiais de construção, buscam alternativas para manter o volume de vendas e se adequar à realidade do mercado.

Segundo a gerente financeira da JLN Materiais de construção, a queda no número de vendas nesse período é bastante comum devido aos feriados de carnaval e a quantidade de dias do mês. E explicou que apesar das dificuldades que a crise econômica tem apresentado para todas as áreas de atuação, a empresa tem criado alternativas para driblar as dificuldades do setor.

"Temos nos adequado à realidade que essa crise tem trazido para as vendas. Com isso criamos facilidades de compra para o cliente, com bons descontos à vista e parcelamentos a longo prazo de forma que caiba no bolso do consumidor. Apesar disso, esse período é comum a redução do movimento. É um período onde as pessoas focam nas festas de Carnaval e em aproveitar o feriado", disse.

O gerente de vendas Marcos Silva do Beny Materiais de Construção, destacou que o setor de vendas da empresa, tem identificado uma leve queda na comercialização dos produtos nos últimos dois meses. Segundo ele, a crise econômica nos últimos anos tem se mostrado bastante evidente no dia a dia dos negócios.

"É evidente que o desemprego e a queda na renda dos trabalhadores, afetaram diretamente na comercialização de nossos produtos. As pessoas têm feito apenas pequenos reparos e ajustes em seu lar e quando necessário. Não temos notado grandes reformas e grandes investimentos", disse.

O gerente frisou que apesar da redução na saída dos produtos nos últimos dois meses, janeiro e fevereiro demonstraram uma melhora de 2% em relação ao mesmo período do ano passado, e mostrou-se bastante otimista para 2018.

"A expectativa é de melhora. Procuramos investir em propaganda e facilidades para os nossos clientes. Esse período está sendo melhor do que ano passado. Percebemos que com o término das festas de fim de ano, as pessoas querem retomar a vida e tem buscado fazer reformas na casa", explicou.

Análise econômica

Segundo o consultor de empresas e conselheiro do Corecon-AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Osíris Silva, a recessão econômica enfrentada pelo Brasil nos últimos três anos, atingiu de forma rígida todos os setores de negócio do mercado nacional. E destacou, que o segmento de material de construção é apenas uma das inúmeras áreas que ainda sofrem danos pelo mal gerenciamento econômico do país.

"A queda no volume de negócios não afetou apenas o material de construção. Afetou também outros setores como o de automóveis que apresentou uma queda de 7,33% em relação a janeiro. O Brasil passou pela sua pior recessão econômica nos últimos 3 anos. Os danos causados foram enormes para a economia e para a sociedade brasileira e isso refletiu no setor de materiais de construção", explicou.

Silva enfatizou que o deficit das contas públicas, alinhados à queda de receita do governo e da produção industrial, foram fatores que debilitaram a economia e gerou a redução no volume de negócios de todos os segmentos. Ele enfatizou, que todos os problemas surgiram como uma cadeia que afetou todas as áreas.

"Esses fatores ajudaram estagnar as venda de prédios e apartamentos. Isso fez a construção civil parar gerando desemprego e consequentemente houve a queda na compra de materiais de construção e consequentemente desemprego. É uma cadeia onde tudo está interligado", explicou.

O consultor explicou, que a situação de baixa nas vendas é uma consequência da forma como a economia vinha sendo gerida na última administração, e pelos interesses eleitoreiros de diferentes linhas políticas que não se preocupam com a melhoria econômica do país. E afirmou que as reformas são ferramentas importantes para se alcançar o equilíbrio dos setores. Ele destacou também, que esses entraves influenciaram diretamente no volume de vendas no setor.
"A condução da economia vem sendo feita de forma competente. O governo vem promovendo ajustes que são importantes. Teria uma força maior se não fossem os políticos que só olham os próprios interesses. Deixamos passar a reforma da Previdência, essa reforma vai proporcionar ao país o estímulo de consolidar mudanças", ressaltou.

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