Manaus, 20 de Setembro de 2018
Siga o JCAM:

Retomada movimenta canteiros de obras

Por: Antonio Parente - aparente@jcam.com.br
02 Mar 2018, 14h44

Crédito:Walter Mendes
O nível da capacidade de operação da indústria da construção, subiu 60% em janeiro, segundo registros da CNI (Confederação Nacional da Indústria). As operações correspondem uma alta de 2% em relação a dezembro, onde houve um registro de 58%. Esses números representam um recuo da ociosidade das atividades do setor, efeito também sentido no Amazonas. Segundo representantes da construção civil, o otimismo dos empresários em investir e a retomada da economia tem influenciado nos resultados.
Segundo a CNI o índice de confiança dos empresários da construção ficou em 57 pontos em fevereiro, 0,9 ponto abaixo de janeiro, acima da média histórica de 52,8 pontos. Mas para o presidente do Sinduscon-AM (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Amazonas), Frank Souza, apesar desses números, no Amazonas o empresariado tem se mostrado bastante otimista, levando-os a investir principalmente em bairros como Tarumã e regiões próximas que disponibilizam terrenos maiores e mais baratos para construir.

"Além da estabilidade econômica do país, a procura de imóveis mais baratos tem reduzido estoques e motivado o empresariado a investir movimentando mais o setor. Esses locais possuem terrenos maiores e mais baratos que possibilitam um volume maior na construção, gerando oferta de moradias residenciais com preços mais acessíveis ao consumidor. Isso mostra uma mudança de comportamento", disse.

Mercado imobiliário em janeiro

O índice do mercado imobiliário, encomendado pela Ademi-AM (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas), e o Sinduscon-AM, registrou em janeiro, um movimento de R$ 67,6 milhões no VGV (Valor Geral das Vendas) com 241 unidades vendidas. Destes empreendimentos, só no bairro do Tarumã foram comercializadas 102 unidades, valor que representa 42% do total de unidades verticais residenciais. Segundo os dados, o padrão econômico continua sendo o produto mais procurado, com 142 unidades vendidas, seguido pelo padrão médio com 26.

De acordo com o presidente da Ademi-AM, Romero Reis, o panorama para o mercado está em mudança desde o final de 2017, e para este ano a aposta é de um crescimento mais sólido. Reis ressaltou também, que se a Caixa tivesse reduzido os valores da taxa e flexibilizado as negociações com os clientes, os financiamentos teriam mais facilidade para serem concretizados.

"A redução das taxas dos bancos privados que vêm acompanhando a queda da taxa Selic ajudaram nas vendas. Mas, a Caixa que tem o percentual maior nos valores do financiamento não reduziram ainda os valores. E além de seu critérios de financiamento que dificultam o financiamento, existe muita burocracia na hora de negociar", explicou.

Em janeiro, a análise nas vendas da Ademi-AM registrou que imóveis de dois dormitórios foram os mais procurados, com 149 unidades vendidas, em relação aos empreendimentos horizontais que tiveram 42 unidades com negociações concretizadas. Já os condomínios de casas iniciaram com uma oferta de 131 unidades e encerraram o mês com 128 unidades. Para os empreendimentos em construção, o mês de janeiro registrou 180 unidades vendidas. Das unidades na planta, 61 imóveis residenciais foram comercializados.

Comentários (0)

Deixe seu Comentário