Manaus, 23 de Setembro de 2018
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Bens duráveis sustentaram o varejo

Por: Antonio Parente - aparente@jcam.com.br
09 Fev 2018, 20h23

Crédito:Walter Mendes
O índice de vendas do comércio varejista no Amazonas, fechou 2017 com uma alta de 7%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os números superam a média nacional de 2%, e segundo economistas e representantes do setor, com a retomada da economia, a tendência é que os índices cresçam de forma progressiva. Itens como eletrodomésticos, tecidos, vestuários e calçados foram os destaques nas vendas do período.

A elevação no volume de vendas foi motivada por meses comemorativos como o Dia das Crianças, a temporada de compras do Black Friday e nas promoções de final de ano, explica o economista da Fecomércio-Am (Federação do Comércio do Estado do Amazonas), José Fernando Pereira. Além disso, ele destacou que a venda de bens duráveis teve uma participação significativa para o setor.

"Esses meses comemorativos foram muito importantes para o crescimento das vendas. Viemos de um período de queda, e esses picos tem ajudado a dar uma arrancada. A retomada da economia tem levado o consumidor a investir na compra de bens duráveis como eletrodomésticos, calçados e roupas", disse.

Pereira conta, que as taxas de juros baixos, a inflação abaixo da meta do governo e a ampliação do crédito ao consumidor, também foram fatores que contribuíram para o índice positivo e destacou, que é necessário que o empresário esteja antenado em novas estratégias para atrair o cliente, nesse período em que as pessoas estão mais dispostas em investir, comportamento que, segundo ele, reflete a confiança do consumidor na recuperação da economia.

"No auge da crise, bens como eletrodomésticos, calçados e roupas não estavam na lista de prioridades do consumidor, as pessoas estavam preocupadas em economizar e agora, se elas enxergarem benefícios, vão investir. As promoções dentro do mercado podem atrair o consumidor a comprar de forma mais direta", explicou.

Apesar do bom índice de 2017, o presidente da assembleia geral da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Ismael Bicharra Filho, afirmou que ainda existem muito pontos a serem observados, e explica, que os números positivos nas vendas ainda são reflexos da injeção de recursos do governo na renda do consumidor brasileiro. Para ele, ainda não há um crescimento sólido que permita um estágio mais prolongado no setor.

"Tivemos um 2017 completamente atípico de qualquer ano. É preciso que se entenda que houve entrada de dinheiro novo como FGTS e PIS, com isso houve um crescimento nas vendas. Tivemos um final do ano um pouco melhor. O crescimento só é sólido se for por meio de produção e emprego. Os números de desemprego ainda continuam muito altos", disse.

Em contrapartida, três segmentos mostraram números negativos em 2017: combustíveis e lubrificantes (-3,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-4,2%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-3,1%). Para José Fernando, tudo está relacionado à época do produto.

"Tudo depende da sazonalidade do produto e da atividade econômica. Isso faz parte do mercado Vamos tirar como exemplo o ramo de floricultura. Não se vende muitas flores todos os meses do ano, mas, em época do dia dos finados, mês das mães, dia dos namorados o número de vendas aumenta consideravelmente", explicou.

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