Manaus, 19 de Setembro de 2018
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IPCA impacta viajar e comer fora, diz IBGE

Por: Antonio Parente - aparente@jcam.com.br
09 Fev 2018, 14h53

Crédito:Walter Mendes
Em decorrência da queda do índice geral da inflação, setor de serviços foi afetado em 0,16% em janeiro. Vendas de passagens aéreas e alimentação fora de casa foram impactados com mais intensidade, informaram dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgados ontem (8), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Para economistas, a insegurança frente ao futuro do cenário econômico e fatores como desemprego, influenciam no comportamento do consumidor na hora de gastar.

Segundo o presidente do Corecon-Am (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Francisco Mourão Júnior, um fator importante a se observar no preço das passagens aéreas, é a cobrança extra nas bagagens, que teve como resultado a queda nas vendas e consequentemente a baixa no valor das tarifas.

"Isso faz o consumidor recuar no quesito viajar e o torna mais prudente. Com isso ele começa a analisar o comportamento da economia e estuda as possibilidades para investir em uma futura viagem. Devido a isso, as empresas de aviação aérea reduzem os preços das passagens e consequentemente ocorre esse resultado de queda", disse.

Mourão explica ainda, que a queda deveria ter ocasionado uma força de competição no mercado, com oferta e demanda. Mas, ao invés disso, teve um efeito contrário com retrações e baixas. E afirmou, que o setor ainda sofre as questões que envolvem a instabilidade econômica do país, e conta que apesar dos juros baixos, as empresas ainda têm dificuldades em se adequar aos novos preços.

"O setor brasileiro é um mercado fechado e ainda não foi aberto para empresas internacionais. Se tivesse mais empresas concorrendo haveria mais oferta e demanda dentro do segmento. Apesar da queda no valor das passagens o consumidor não se sente confiante em gastar, até por não haver outras opções", explicou.

As mudanças no cenário econômico e a expectativa quanto às novas políticas de governo dos presidenciáveis, são outros fatores importantes a serem analisados. Se o presidente eleito tiver boas propostas e estas se concretizarem, haverá o aumento do consumo tanto das passagens aéreas como o de alimentos. "A tendência é que a partir do momento em que o consumidor se sentir confortável e que o cenário lhe dê certeza de que vai continuar empregado, isso aumentará a segurança em seu poder de compra", afirmou Mourão.

Em relação a estabilidade no preço dos alimentos, o economista, Emerson Queiroz explica, que o resultado de 0,06%, implicará em maior planejamento das famílias para poder optar em comer fora de casa ou não.

"O preço dos alimentos caiu, e em decorrência, as famílias podem optar onde comer. Isso faz com que sobre dinheiro no bolso do consumidor e consequentemente aumente o seu poder de compra. Mas, isso não ocorreria se os preços da alimentação nos restaurantes aumentassem", disse.

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