Manaus, 22 de Setembro de 2018
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Cesta básica teve inflação de 2,59% em janeiro

Por: Hellen Miranda - hmiranda@jcam.com.br
07 Fev 2018, 20h54

Crédito:Walter Mendes
No primeiro mês do ano, a cesta básica manauara teve inflação de 2,59%, considerada a segunda menor do país, aponta pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgada na quarta-feira (7). Em janeiro, o conjunto de 12 alimentos essenciais na mesa do amazonense custou em média R$ 356,48, influenciado, principalmente, pelo aumento do tomate (22,76%).

Já em 12 meses, Manaus registrou o recuo mais expressivo, de quase 10%, entre as 20 capitais pesquisadas. Com a subida do valor da cesta, a capital do Amazonas ocupa a 16° colocação no ranking das cestas mais baratas do país.

Segundo a pesquisa, oito produtos apresentaram queda, três tiveram alta e um não teve variação nos seus preços em janeiro, influenciando o custo total dos produtos. Na avaliação do economista e supervisor técnico do Dieese, Inaldo Seixas, o resultado no primeiro mês de 2018 representa mudança na tendência de preços dos produtos e custos da cesta, após oscilações durante o ano passado.

"Em um ano, os gêneros alimentícios caíram 12,05% e a tendência agora é de alta porque tem a variável climática que impacta na oferta e na demanda. Naquele período, houve safra recorde de alimentos, por outro lado, teve redução da demanda por conta do desemprego e isso impacta na renda do trabalhador", afirma.

Conforme o Dieese, em janeiro o conjunto de itens alimentícios essenciais composta por 12 produtos, custou R$ 356,48 e teve variação de 2,59% em relação a dezembro. No mês anterior a cesta custava R$ 347,47. Em janeiro de 2017 a cesta básica chegou R$ 395,79. No confronto entre os períodos, a variação foi de -9,93%.

O especialista acrescentou que, historicamente quando a expectativa é de alta, significa gerar inflação, o que aumenta os preços dos itens. "As safras deste ano não serão fortes como as do ano passado, elas serão menores. Com isso, diminui a oferta dos produtos e o segmento aumenta os preços. Devemos ter um primeiro semestre volátil", projeta Seixas.

Tomate foi o vilão da vez

Em Manaus, produtos como tomate, óleo de soja e banana foram os que mais contribuíram para a alta da cesta em janeiro deste ano. O tomate (22,76%), foi o produto que aumentou no mês, seguido do óleo de soja (6,27%) e da banana (3,71%). Segundo o Dieese, o preço do tomate aumentou em todas as cidades por conta da redução da área plantada e das chuvas.

"Na verdade, o tomate é composto da oferta por uma parte da regiões produtores e parte local, com a diminuição da oferta de área cultivada e do período chuvoso, que favorece o aparecimento de fungos, houve essa alta",conclui o economista do instituto de pesquisa.

Por outro lado, o feijão (-6,68%) foi o produto que apresentou maior queda no mês seguido da manteiga (-3,29%), do açúcar(-3,17%), do leite (-3,01%), do café (-2,88%), da farinha (-2,44%), da carne (-1,76%) e do pão (-1,59%). O arroz não apresentou variação no mês.

Em 12 meses, dos produtos que sofreram maiores reduções nos preços, foram o feijão (-46,74%), o açúcar (-31,19%), o óleo (-28,65%); e a farinha de mandioca (-19,12%). Apenas três itens apresentaram aumento nos seus preços, foram o tomate (13,96%), manteiga (11,85%) e o pão (2,16%).

Alimentação básica

O custo da cesta básica para o sustento de uma família de quatro pessoas foi de R$ 1.069,44 durante o mês de janeiro, aponta os dados do Dieese. O valor equivale a aproximadamente 1,12 vezes o salário mínimo bruto, fixado pelo governo federal em R$ 954. No mês anterior, o custo da cesta básica para esta mesma família era menor e foi de R$ 1.042,41 ou 1,11 vezes o salário mínimo.

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