Manaus, 15 de Novembro de 2018
Siga o JCAM:

Heróis e seus papéis

Por: Da Redação por Irineu Vitorino
05 Fev 2018, 15h16

Como solucionar o problema das promoções incompatíveis com os talentos?
Por mais que a adequação dos talentos dos colaboradores seja adequada à exigência da função exercida, um problema sempre surgirá para ser resolvido pelos gerentes. A vontade que o colaborador tem decrescer dentro da organização.

Não é de se culpar esse pensamento do colaborador, afinal, todos os sinais enviados pelas organizações giram em torno do crescimento, do degrau mais alto da escada. Lá ficam os melhores salários, os melhores títulos, as oportunidades para opção acionária, e até mesmo os mimos como salas maiores e bem decoradas, secretárias, vagas especiais na garagem, elevadores privativos, carros de luxo entre tantos outros.

Todos esses benefícios, realmente, induzem os colaboradores a participar da escalada, independente de possuírem talentos dominantes para a função de líder ou de administrador. O grande perigo é que essa corrida desenfreada ao topo, começa com uma relação nada confortável entre a quantidade de vagas e pretendentes ao cargo. A competição começa a sinalizar rivalidades e individualidades que são maléficas aos concorrentes e às organizações. É um ganha perde para os participantes. Logo as desilusões e os choques são sentidos pelos colaboradores nessa escalada. É uma energia desperdiçada, mais usada para o desgaste do que para a obtenção dos objetivos.

Como solucionar esse embate? Os grandes gerentes sugerem algo que merece atenção. Eles acreditam que cada papel dentro da organização merece ter seus heróis. Todas as funções são dignas e merecem respeito, bem como, podem ter padrões que meçam excelentes desempenhos nelas. Assim a energia pode ser canalizada para o melhor resultado, atrelando com isso a satisfação, o destaque, o respeito e o prestígio em detrimento do desgaste, do estresse, do resultado pífio e da frustração.

Presume-se que um profissional atinja um bom grau de desempenho em uma faixa de 10 a 18 anos de constante atividade. Um jogador de futebol, um músico, um advogado ou mesmo um professor. Nesse instante se ele for promovido para uma função onde não possua nenhum talento irá perder toda a sua expertise acumulada. Uma boa saída para o impasse é observar os modelos de escritórios de advocacia norte americano onde o profissional entra como associado junior, passa por associado e chega a associado sênior. Sempre atuando em sua área de especialidade, acumula experiência, prestigio e remuneração generosa. Um jogador começa no time de base, depois passa para o profissional como reserva e finalmente assume a posição de titular. O mesmo acontece com o terceiro violinista até chegar a primeiro violinista na orquestra. Partindo desse conceito os grandes gerentes procuram sempre orientar seus colaboradores pelos níveis e padrões de excelência e desempenho que compensem os seus bons resultados obtidos. Sem a necessidade de coloca-los em risco nos degraus superiores que exigem talentos que eles não possuam. Criar métricas e padrões de desempenho que diferenciem os níveis de excelência nas funções é um primeiro passo para a criação dos heróis em todas as funções da organização. Dessa forma pode-se ter vendedores de destaque, engenheiros, camareiros, garçons, professores, gerentes de categoria e qualquer outra função. Criar heróis faz bem à organização e aos colaboradores.
Uma boa semana.

Comentários (0)

Deixe seu Comentário