Manaus, 21 de Setembro de 2018
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Sob os olhos dos seguidores

Por: Evaldo Ferreira - eferreira@jcam.com.br
02 Fev 2018, 21h04

Crédito:Divulgação
Desde o ClassMates, criado em 1995 e considerado a primeira rede social (reunia apenas os amigos de escola e faculdade de seu inventor, o americano Randy Conrads), até os dias de hoje, lá se vão 23 anos e nesse tempo todo as redes sociais não só se tornaram um fenômeno mundial como se integraram de uma tal forma na vida de seus usuários que hoje, viver sem elas, é para poucos.

Ainda que muitas pessoas usem as redes sociais de forma negativa, ganham bem mais aquelas que sabem utilizá-las em proveito próprio, seja para mostrar fotos do seu dia a dia, publicar vídeos engraçados ou alavancar seus negócios, não importa o segmento.

A jornalista Caroline de Mônaco só percebeu há pouco mais de três anos o quanto as redes sociais poderiam ser importantes para o seu trabalho como assessora de imprensa. Ela assessora as casas noturnas Moai, Pagode do Coronel e Roda de Samba Meia Noite Acaba.

"Primeiro utilizo o bom e velho e-mail (o e-mail foi criado pelo americano Ray Tomlinson, em 1971) no qual eu faço as divulgações para a imprensa e redes sociais. Depois do e-mail, envio o banner. Para as redes sociais o banner é uma excelente ferramenta de marketing, pois contém todas as informações que o meu seguidor (no caso das casas noturnas que assessoro) precisa saber como nome da casa noturna, dia, hora e local dos eventos)", disse.

"Com certeza as redes sociais são fantásticas e o retorno tem sido muito positivo. Com apenas alguns clicks diários consigo divulgar os locais onde presto serviço e chegar a várias pessoas. E tem mais. Muitos dos meus seguidores me associam com as empresas que divulgo e costumam me indicar para novos serviços e um trabalho puxa o outro", afirmou.

Caroline usa o Facebook, o Instagram e o WhatsApp (o Facebook foi criado em 2004, por Mark Zuckerberg; o Instagram, em 2010, por Kevin Systrom e Mike Krieger; e o WhatsApp, em 2009, por Jam Koum).

Um retorno para quem comentar
O artista plástico Rubens Belém já produz seus trabalhos, profissionalmente, há 18 anos, e há uns dez começou a utilizar a internet para divulgar o que produz. "Quando comecei a utilizar as redes sociais, muitos outros artistas já exploravam essas plataformas na divulgação de seus trabalhos. Com pouco tempo de uso, as redes sociais se tornaram fortes aliadas na divulgação dos meus trabalhos, fazendo com que um número maior de pessoas viesse me conhecer, além de compartilhar, interagir e principalmente adquirir meus quadros", comemorou.

"Essa necessidade de ser reconhecido, me levou não só a divulgar fotos de minhas obras, mas também associar meu nome às minhas produções. Acredito que o nome Rubens Belém é tão importante como as fotos que posto", falou. "Lembro que nas minhas primeiras postagens marcava várias pessoas, 50, 80. Com o tempo descobri que essa prática era incômoda para alguns, então passei a só postar as fotos, sempre acompanhadas de ficha técnica e pequeno descritivo, deixando livre para comentários", ensinou. "Sempre tomo o cuidado de verificar quem curtiu e comentou, e quem comentou, recebe um retorno meu. Acredito que isso é muito importante, além de manter a página atualizada com fotos de novos eventos e trabalhos. E mais: o número de seguidores não é tão importante como a qualidade das pessoas que te admiram e te curtem", garantiu.

"Quando comecei, há dez anos, usava muito o e-mail, depois passei para blog, e atualmente o Facebook, para o qual eu dou bastante atenção", explicou.

"Sim. O retorno que tenho das redes sociais é muito bom. Através dessas plataformas, divulgo, compartilho, conheço pessoas, já fiz amizades super importantes e principalmente fechei excelentes negócios, como por exemplo, fui convidado para exposições nacionais e até no exterior, sem falar que conheci amantes de artes que depois vieram a adquirir vários quadros meus. As redes sociais são uma vitrine que, se bem usadas, rendem excelentes frutos", garantiu.

Elas servem como vitrines

Antes das redes sociais, ainda em 2004, o ilustrador Paulo Teles Yonami costumava visitar galerias online, como o DeviantArt e o site de fotografias Fotolog. Só depois passou a usar a rede social MySpace (criada em 2003 por Tom Anderson), e em 2010, "atentei para o Facebook, após o extinto Orkut (criado em 2004, por Orkut Büyükkökten), e verifiquei ser um meio bastante eficaz de veiculação do meus trabalhos. Elas servem muito bem como vitrines e meios de veiculação de maneira ágil e prática", lembrou.
"Costumo usar bastante o Facebook e o Instagram para impulsionar as visitas aos nossos sites através das fanpages e perfis pessoais que criamos para os produtos, o estúdio e os nossos personagens", informou. Yonami é um dos sócios do Stúdio House 137, em Manaus, que cria personagens e produz histórias em quadrinhos para estúdios no exterior.

"Tenho interesse em utilizar o Pinterest (criado em 2010 por Ben Silbermann, Evan Sharp e Paul Sciarra) e o Twitter (criado em 2006 por Jack Dorsey, Evan Williams, Biz Stone e Noah Glass), mas ainda tenho pouca afinidade com ambos. Quanto ao retorno, é relativamente bom uma vez que toda rede social, em algum momento, passa a limitar suas visualizações nos levando a patrocinar posts e impulsionar a exposição da fanpage gerando likes e criando ainda mais seguidores. Isso é bom porque essa impulsão leva a um aumento considerável do público", concluiu.

Comentários (1)

  • Caroline de Mônaco05/02/2018

    Amigo Evaldo! Obrigada pelo espaço e pela parceria de sempre. A matéria ficou excelente

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