Manaus, 21 de Setembro de 2018
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Aposentados discutem reforma previdenciária

Por: Jefter Guerra - jguerra@jcam.com.br
25 Jan 2018, 21h38

Crédito:Walter Mendes
Mais de 1.200 aposentados e pensionistas, somando entre capital e municípios do interior do Estado estão se mobilizando hoje (26), em assembleia geral no auditório do Sindipetro (Sindicato dos Petroleiros) para discutir a reforma da Previdência, prevista para ser votada pelo Congresso Nacional no dia 19 de fevereiro e a emenda constitucional número 95/16, que congela os gastos públicos por 20 anos. Realizada pelo Sindsep-AM (Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Amazonas), a assembleia acontece no auditório do Sindipetro, localizado na rua Bernardo Ramos, nº 187, Centro de Manaus, ao lado da antiga prefeitura.

Na ocasião, a diretoria executiva do Sindsep-AM analisou a conjuntura atual e questões políticas e econômicas do país que refletem nos direitos adquiridos da categoria, debatendo com os filiados as ações a serem adotadas nos próximos dias. Para o secretário de finanças do Sindsep-AM, Menandro Abreu Sodré, a reforma da Previdência atinge os aposentados nos seguintes pontos: os servidores que estão próximos a se aposentar, redução de pensões para 60%.

"Agora os aposentados que tiverem direitos a pensão vão ter que optar pelo aumento do tempo de contribuição; ou pelo mínimo de ano de contribuição que vai de 15 para 25 anos, além de outras perdas", apontou.

Sobre a emenda constitucional número 95/16, Sodré ressalta que a mudança congela gastos públicos por 20 anos, engessando investimentos em saúde, educação, segurança, transporte, infraestrutura e outros.
"Para nós, essa emenda impede que haja novos concursos públicos e reajustes para os servidores, gerando um prejuízo para os nossos aposentados e pensionistas", salientou.

O dirigente sindical reforça a necessidade de união não somente dos servidores públicos federais, mas de todas as categorias de trabalhadores no âmbito do poder público e iniciativa privada.

"Estamos entrando em mais um ano sem reajustes salariais, por isso vamos lançar nossa campanha salarial na primeira quinzena de fevereiro. Assim, convocamos todos os aposentados e pensionistas, filiados a esta entidade, para que se juntem a nós em uma grande mobilização.

Não podemos admitir que um governo ilegítimo engane o povo com falácias sobre 'privilégios' que não existem no serviço público federal, muito menos admitir a retirada de direitos históricos conquistados por meio de muita luta e sacrifício", disse. Sobre o reajuste salarial, o sindicato alerta que está com perdas acumuladas em torno de 65% mais a reposição inflacionária dos últimos três anos.

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