Manaus, 19 de Novembro de 2018
Siga o JCAM:

Capacitação é a meta para 2018

Por: Antonio Parente - aparente@jcam.com.br
24 Jan 2018, 22h15

Crédito:Walter Mendes
Se adequar ao cenário atual da economia e às exigências que ele impõe, tem levado empresários a buscarem alternativas de investimento no próprio negócio, sem gerar novas dívidas. Segundo especialistas, com o quadro atual da política econômica do país, investir em atendimento e na qualidade dos serviços tem sido a melhor ferramenta para sobreviver no mercado.

A especialista empresarial, Michele Guimarães, explica que no atual ciclo econômico do Brasil, as pequenas e médias empresas, são os segmentos que mais sofreram com os impactos gerados pelas decisões políticas e econômicas dentro do mercado. Em sua análise, para o empresário moldar-se dentro dessa realidade, é preciso entender como a concorrência e o mercado geral está atuando. Michele conta que para garantir a sobrevivência e saúde financeira é necessário criar novas formas de se reinventar.
"A classe empresarial de grande porte não empobreceu, ela teve uma retração dos seus recursos. Nesse ciclo econômico, os micro e médios empresários foram os que mais sofreram. É necessário por tanto, que eles saibam se reinventar nesse cenário para poder sobreviver. Se você perceber que está perdendo espaço, tem que fazer a autoanálise e analisar o cenário político e econômico da região e ver até onde seu trabalho aguenta", disse.

Michele explicou, que investir em opções mais baratas sem perder a qualidade é um dos caminhos para manter o faturamento. E dentro da realidade amazônica, disse que o setor de serviços como restaurantes e salões de beleza, foram os que mais sentiram o impacto, e a especialista indica que o uso de recursos financeiros de bancos nem sempre é a melhor forma de manter o negócio.

"O termo é inovar o produto para sobreviver, e não para dar uma subida. Se reinventar para sobreviver e se adaptar ao meio atual. Apesar do baque, o segmento de restaurantes foi o que mais soube se adaptar às novas tecnologias. Dentro da realidade amazônica é mais importante investir em atendimento do que pegar empréstimo", disse.

Foi trabalhando nessa linha de pensamento, que o empresário Maycko Soares, tem se mantido dentro do segmento de serviços alimentícios. Em um restaurante localizado em um bom ponto da cidade, ele tem trabalhado bastante o treinamento de seus funcionários para o bom atendimento e a qualidade das refeições.

"Hoje as pessoas querem simplesmente se alimentar e não gastar em alimento, comer bem sem pagar caro, e o fator atendimento tem sido o diferencial. Investir em atendimento é uma metodologia que tem dado certo. Queremos facilitar a vida dos clientes e formar parceiros, não apenas um consumidor que vem, come e vai embora", disse.

Já a microempreendedora, Thayana Machado, com o intuito de se manter no mercado e expandir as vendas da sua loja de produtos e artigos de festas, tem adotado o uso das novas tecnologias como as redes sociais para atingir o público. "Analisando o mercado e estudando as suas necessidades, estamos investindo em cima daquilo que ele mais precisa que são os balões a gás e produtos personalizados. Buscamos sempre ter produtos para facilitar a experiência do cliente, temos muitas mães que procuram fazer as festas dos filhos e não querem gastar muito. Os personalizados prontos são uma boa pedida", disse.

Comentários (0)

Deixe seu Comentário