Manaus, 15 de Novembro de 2018
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Emprego está mais difícil no Amazonas

Por: Jefter Guerra - jguerra@jcam.com.br
22 Jan 2018, 22h04

Crédito:Walter Mendes
Mais de 76,8% dos amazonenses revelaram em entrevista ao IFPEAM (Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Amazonas) que estão sentindo um pouco ou muito mais difícil conseguir um emprego no Estado. No entanto, apesar do alto índice de pessimismo, 22,4% acreditam que conseguir um novo emprego em 2018 permanece um pouco ou muito mais fácil. Já na opinião de 0,8% as chances de recolocar-se no mercado de trabalho permanecem inalteradas. Com a intenção de identificar o sentimento dos consumidores amazonenses, levando em consideração suas condições econômicas atuais e suas expectativas para o futuro da economia local, a pesquisa, divulgada na manhã de ontem (22), foi realizada com mais de 400 amazonenses no mês de dezembro de 2017.

Para o assessor econômico da Fecomércio-AM (Federação do Comércio do Estado do Amazonas), José Fernando Pereira da Silva, a crise econômica que atingiu o país nos últimos três anos, ainda é o principal percalço para as pessoas conseguirem emprego no Estado. "Vejo que o crescimento é lento, mas a estatística aponta cada vez mais o aumento de desempregados no país, que hoje é de 14,2 milhões, segundo o IBGE", apontou.

O economista disse ainda que, mesmo com a oferta de empregos temporários disponíveis no final de 2017, poucas pessoas permaneceram como efetivados no comércio da região central da capital. "Foi só um alento para quem estava sem dinheiro. O que as pessoas devem fazer é se qualificarem e empreenderem mais, para poderem voltar ao mercado, seja ele formal ou informal", sugeriu.

Quando indagados sobre as oportunidades de emprego para os próximos três meses deste ano, os consumidores amazonenses continuam pessimistas, 85,2% acreditam que arranjar um novo emprego estará um pouco ou muito mais difícil, quando comparado com a situação atual. Enquanto que na opinião de 14,3% a situação estará um pouco ou muito mais fácil e 0,5% a situação permanecerá inalterada.
Silva acredita que esse pessimismo pode acabar assim que o Governo Federal implantar as novas reformas, prometidas para os próximos meses. "Entendo que essas reformas do governo podem atrair a atenção do capital externo para os nossos produtos, gerando assim, mais emprego para o país, sobretudo, no nosso PIM (Polo Industrial de Manaus) e Zona Franca, que concentram o maior número de vagas desocupadas por falta de recursos financeiros", disse.

Em 2017, o PIB (Produto Interno Bruto) do país cresceu apenas 1%. E para 2018, a expectativa do governo federal é de que cresça de 2,5% a 3%. "Espero que isso aconteça, porque, por causa do desemprego, todos os outros setores econômicos do nosso país são afetados, inclusive, a falta de confiança da população deixa de comprar levando o Estado sem gerar renda ", salientou.

Sem confiança

Sobre a falta de confiança do amazonense, a pesquisa revelou que a maioria dos consumidores entrevistados relatou que a situação econômica atual, quando comparada a janeiro de 2017, encontra-se um pouco ou muito pior (78,8%). Observou-se ainda, que 6,7% relataram que permanece igual e 14,5% consideraram que a situação está um pouco ou muito melhor que o observado no mesmo período do ano passado.

Compras

Falando em compras, a pesquisa apontou que os consumidores do Amazonas continuam com suas intenções de compra para os bens de consumo de natureza pessoal. Com destaque para os setores de vestuário (13,3%), calçados (10,5%), celulares (10,5%), relojoaria (9,3%), informática (6,0%), artigos desportivos (5,8%), livraria, papelaria e material de escritório (5,0%), veículos (4,5%), instrumentos musicais e CDs (3,3%) e gráfico (10%).

Para o economista, a compra desses produtos acontece porque os lojistas do Centro de Manaus estão cada vez mais ofertando seus produtos em créditos baixos. "Porque à vista, os juros estão altos e as pessoas não estão em condições de pagar. E isso só aconteceu no final do ano passado com o repasse do 13%, onde tivemos um aquecimento no comércio local", finalizou.

De acordo com a pesquisa, o Centro de Manaus foi o lugar mais frequentados para as compras, pois os consumidores levaram em consideração os preços (87,7%), promoções (83,0%), variedade de produtos (80,1%) e variedade de lojas (58,5%). E quem costuma realizar suas compras em shoppings, a pesquisa apontou que os entrevistados levaram em consideração principalmente os preços (76,9%), a segurança (47,1%), a climatização (45,6%), as promoções (39,7%) e estacionamento (30,6%).

Quanto à expectativa econômica do consumidor, a pesquisa apontou que 32,5% acreditam que a economia do Amazonas para os próximos seis meses estará um pouco ou muito pior, sendo que 49,5% consideram que permanecerá inalterada e 18,0% estará um pouco ou muito melhor.

Realização

A pesquisa foi realizada por zonas e seus respectivos bairros em Manaus junto a 400 consumidores. A amostra foi aleatória, o que permite que todos os consumidores tenham a mesma probabilidade, diferente de zero de participar da amostra. Além dessa pesquisa, você pode encontrar no portal da Fecomércio os relatórios das pesquisas de Comportamento do Turista na Cidade de Manaus e a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista de Manaus.

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