Manaus, 14 de Novembro de 2018
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Previdência privada como alternativa

Por: Antonio Parente - aparente@jcam.com.br
19 Jan 2018, 23h01

Crédito:Divulgação
Apontado como instrumento para resolver o problema de desequilíbrio fiscal da economia do país, a possibilidade de aprovação da Proposta de Emenda à Constituição da reforma da Previdência, defendida pelo governo Michel Temer, tem motivado inúmeras pessoas a aderirem a planos de previdência privada, como alternativa de complemento à renda do Seguro Social.

Segundo alguns especialistas, a estratégia surge como mais uma alternativa para quem planeja acumular recursos a longo prazo, e obter uma renda extra e mais satisfatória na aposentadoria. Para outros, existem outros modelos mais rentáveis a longo prazo para investir.

De acordo com a gestora em finanças, Katia Nunes, as constantes notícias sobre os pontos positivos e negativos da reforma, aliadas à insegurança do novo modelo, tem levado pessoas a estudarem a previdência privada como refúgio para manter a garantia de realização de projetos de vida no futuro.
"Nos últimos meses, a procura aumentou consideravelmente e cada vez mais as pessoas buscam esse tipo de investimento. Quem ganha um salário maior do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social), necessitará de uma renda extra no futuro. O investimento em um plano de previdência privada é, portanto, uma ótima saída para manter o padrão de vida atual quando a aposentadoria chegar", ressalta a gestora.

Katia explica, que essa estratégia incentiva a boas práticas como a disciplina e a rotina em investir com intuito de priorizar o futuro, e quanto antes começar, maior será a reserva acumulado no futuro. "A previdência privada ajuda a criar uma rotina de investir, sem onerar o orçamento com pequenos recursos investidos mensalmente ao longo dos anos, e que ajudarão a complementar a aposentadoria. Começando com o menor valor que poderá ser aumentado no futuro. Somente no primeiro mês as pessoas 'percebem' diferença no orçamento, depois entra no fluxo do dia a dia, e acabam se acostumando. Criam disciplina em poupar", comenta.

Segundo a advogada e professora especialista em direito previdenciário, Iza Amélia Albuquerque, a previdência privada só deve ser feita de forma complementar ao RGPS (Regime Geral de Previdencia Social), gerenciado pelo INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) ou ao RPPS (Regime Próprio de Previdencia Social), que em Manaus é administrado pela Manausprev (Manaus Previdência) e no Estado Amazonas Prev (Fundo Previdenciário do Estado do Amazonas), pois do contrário é antieconômico.
"A melhor previdência, tanto em contrapartida como em segurança, considerando que seu financiamento é solidário, ou seja, os trabalhadores financiam uma parte mínima e a sociedade financia a diferença, é a previdência pública", disse.

A diferença entre a previdência privada e a previdência pública segundo ela, é que a previdência particular é contratual, facultativa e é feita em sistema de capitalização. E a pública tem um financiamento baixo pela sociedade, é rentável e garantida pelo Estado. "Na particular, o que a pessoa deposita fica em uma conta individualizada, separada, tem aplicação no mercado financeiro e vai depender do rendimento. Se for bem gerenciada, vai render, se não, a pessoa pode até perder, além de não ter nenhuma garantia estatal. A previdência particular é uma previdencial de risco. Já a pública é financiada por toda sociedade e é mais segura. Porque se alguém perder dinheiro, o próprio Estado garante o recurso. A particular só deve ser efetivada por trabalhadores que já estão no limite máximo de previdência pública de R$ 5,6 mil", conclui.

Usada como fundo de investimento

Para o economista, Marcus Evangelista, a reforma da previdência trouxe à tona a questão do futuro financeiro, porém, explicou que é importante saber escolher a melhor forma de investir seus recursos para o futuro. "É uma preocupação que todos devem ter e passar a organizar seus orçamentos domésticos para que assim sobrem recursos para investir. Em termos de rendimento, a previdência privada fica em último lugar pois existem diversas formas de poupar para o futuro, como o certificado de depósito bancário, fundos de investimentos e tesouro nacional. Porém, se a pessoa não tem a cultura de investimento em ativo , a previdência privada não deixa de ser uma opção complementar de renda", disse.

Segundo o economista, Luís Roberto Coelho, existe uma certa preocupação exagerada por parte da população em relação ao futuro da previdência pública. Ele conta que apesar das incertezas, o modelo privado também possui pontos a ser ajustados e como qualquer outra metodologia possui também os seu problemas.

"As pessoas estão fazendo tempestade em copo d´água. É certo que estamos em um processo, mas existem muitas empresas que oferecem esse serviço privado que quebraram. A previdência pública necessita de seus ajustes, como qualquer outro modelo", afirma.

Planejando o futuro
Com o intuito de oferecer uma melhor estrutura financeira a fim de patrocinar os estudos da filha, a funcionária pública, Kellania Lima, investiu no plano de previdência privada.

Para ela, a ferramenta surge como uma alternativa que antecipa o plano de previdência, para ofertar e patrocinar a longo prazo melhores condições de estudos da sua filha, que planeja cursar medicina no exterior.

"Acho muito importante fazer essa previdência pensando no futuro da minha filha, pois não sei como vai ficar a previdência pública daqui há alguns tempos. A vantagem desse plano é que, caso haja a necessidade de ela utilizar devido a alguma urgência, ela poderá usufruir e resgatar a qualquer momento", disse.

Kellani explica, que o fato do cliente escolher o valor do subsídio e o período que pretende contribuir foram fundamentais na hora da decisão de aderir ao plano.

"Na previdência privada, caso você precise desse dinheiro que você investiu, a qualquer hora você pode resgatar, e na previdência pública, só quando você precisar de um auxílio doença, ou um dia for se aposentar. Na minha opinião, acho que todas as pessoas tinham que ter uma previdência privada também", fecha.

Onde investir

PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre): É indicado para pessoas que buscam benefício fiscal na declaração do IR (Imposto de Renda). O IR é cobrado no momento do resgate sobre o valor total resgatado (principal + juros).

VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre): Não há benefício fiscal na declaração de IR. Preços: Os valores variam, mas são prioritariamente estipulados pelo cliente, com o mínimo de R$ 50 mensais.

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