Manaus, 15 de Novembro de 2018
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Por: Hellen Miranda - hmiranda@jcam.com.br
18 Jan 2018, 22h24

Crédito:Walter Mendes
Manaus está entre as capitais brasileiras onde a energia solar apresenta o melhor retorno econômico, ao considerar fatores estratégicos, como a irradiação solar, o ICMS cobrado na cidade e a tarifa de energia cobrada pela distribuidora local. As informações são do Índice Comerc Solar, que abrange todas capitais do país, além de outras quatro cidades paulistas.

Segundo o levantamento de novembro, a capital amazonense é terceira no ranking nacional com retorno rápido dos investimentos feitos em projetos de geração solar fotovoltaica (convertem a radiação solar em energia elétrica), em redes de baixa tensão (residências, comércio, condomínios, etc). Já nas unidades consumidoras em alta tensão (grandes indústrias, shoppings, etc.), Manaus encabeça a lista.

O Diretor da Comerc Solar, Marcel Haratz, explicou que o país inteiro tem grandes áreas de insolação favoráveis à produção de energia ao longo do ano inteiro e em algumas regiões a irradiação solar é melhor. "Manaus gera energia solar de boa qualidade com 'payback' de 3,2 a 4,9 anos, dependendo se é de alta ou baixa tensão, só não é menor porque a capital ainda tem uma tarifa cara em comparação com outras cidades", disse o executivo ao destacar que a combinação entre geração de energia com a tarifa, dá o tempo de retorno.

De acordo com o Índice Comerc Solar, o retorno do investimento de painéis solares em residências na capital do Amazonas é de 3,2 anos. Manaus só fica atrás de Teresina (PI) e Belém (PA), com payback de 3,1 anos. Número duas vezes menor do que o retorno de 7,6 anos desse mesmo investimento feito em Macapá (AP), última no ranking de unidades atendidas em baixa tensão.

Referente às unidades consumidoras em alta tensão, Manaus lidera como capital mais atraente para os projetos de energia solar. Nesse caso, o retorno médio estimado do investimento para as grandes indústrias é de 4,9 anos. Depois aparecem Rio de Janeiro (RJ) com 5,7 anos e Cuiabá (MT) com 5,9 anos. Já em Macapá as indústrias levam mais de 12 anos para obter o payback em seus projetos.

Expansão e benefícios

Para Haratz, o mercado de energia solar residencial, comercial e industrial deve continuar crescendo nos próximos anos por conta da redução de custo de implantação de projetos solares importantes. Segundo ele, o uso de novas tecnologias tem permitido baratear a produção e também impactado no comportamento do consumidor.

"Países como a China e o próprio Brasil cada vez mais tem investido nesse mercado e nos próximos anos a participação mundial deve crescer, não só por conta de acordos internacionais para tornar o planeta e a economia sustentáveis, mas o principal é que a forma de consumo em casa vai mudar, de consumidor para prosumidor, um gerador de conteúdo", acrescentou.

Entre as vantagens de se adotar uma placa de energia solar, o executivo cita algumas contribuições como a redução de emissões de gases de efeito estufa, fonte de energia renovável, além da economia na conta de luz e da durabilidade de mais de 25 anos de uma placa fotovoltaica que é paga em até 7 anos.
"A energia solar é a única que pode ser gerada no telhado de casa, em qualquer lugar, e no caso de baixa tensão permite o consumidor gerar sua própria conta de energia e na alta tensão reflete ainda no meio ambiente", conclui Marcel Haratz.

Conforme dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a geração de eletricidade a partir da captação em painéis instalados nos telhados das casas ou no terreno do estacionamento das empresas chega a 136 MW, em 16,4 mil unidades distribuídas no país.

A produção de energia solar no Brasil pode dobrar em 2018, ano que concentra a maioria das entradas em operação das 67 usinas solares previstas pela Agência.

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