Manaus, 18 de Setembro de 2018
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Macroeconomia será palanque

Por: Antonio Parente - aparente@jcam.com.br
15 Jan 2018, 22h36

Crédito:Divulgação
A notícia do rebaixamento da nota de crédito do Brasil, de BB para BB-, pela agência internacional de risco S&P (Standard&Poor's), gerou incerteza no futuro da economia do país. Para economistas, a meta e postura econômica de presidenciáveis será de suma importância para o futuro dos investimentos. A nota enraizou o país na categoria de especulação e baixa classificação, e deixou três indicadores abaixo da categoria grau de investimento com qualidade média.

O atraso na aprovação das medidas fiscais para equilibrar as contas públicas do Brasil, foi uma das principais justificativas da agência para o resultado. Segundo o economista, Antônio Costa Gadelha, este fato comprova que a instabilidade política que o país atravessa, precisa ser corrigida e os planos de meta econômica por parte de presidenciáveis precisam ser elaborados.

"Uma nota de rebaixamento devido à questão política não é bom, porque ninguém vai querer investir em um país que gera desconfiança. Para se ter uma mudança no panorama econômico é preciso que os presidenciáveis mostrem uma postura de metas econômicas e parem com campanha de política ultrapassada que só fala de escândalo e corrupção. Isso assusta os investidores e o povo está cansado disso", disse ele.

Um dos líderes do governo na Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), reconheceu que a decisão da agência é ruim e afasta investidores internacionais no país. "Se a gente tiver a cabeça no lugar, vamos aprovar a reforma no dia 19 de fevereiro exatamente para que outras agências não nos rebaixem também", disse.
O presidente da Câmara posicionou-se frente ao resultado e afirmou que as denúncias do procurador Rodrigo Janot foram pontos importantes que pesaram na decisão de rebaixamento da nota. Já o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não reagiu bem ao resultado da agência, e justificou que o recuo da nota foi influenciado por questões técnicas e não políticas.

De acordo com o cientista político, Breno Messias, a declaração de Henrique Meirelles não passou de uma fala conveniente de um pré-candidato que credita o crescimento da economia à sua atuação frente ao ministério da Fazenda. "Há muita correlação entre os dois fenômenos, pois o Estado brasileiro ainda é muito intervencionista às decisões do mercado, por isso, precisam passar pelo crivo dos agentes políticos. Em um cenário de incerteza, posto que teremos muitos candidatos, com plataformas de política econômica bem heterodoxas. É realista que os grandes investidores tenham suas preferências políticas', disse.

Breno afirmou que entre o bloco econômico do BRICS (Brasil Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil é o que mais revela ameaça aos investidores internacionais. E destacou, que a capacidade do governo em aprovar reformas, indica o seu compromisso com a redução do Estado na economia, a abertura para a iniciativa privada e melhoria nas condições dos contratos.

"Os investidores, em geral, sabem que o Brasil passou praticamente oitos anos sem reformas significativas, o que penalizou a posição do Brasil nos rankings financeiros internacionais. Em suma, as reformas melhoram o ambiente de negócios e sinalizam que o governo tem compromisso com a abertura da economia do país. Entre os países dos BRICS, por exemplo, o Brasil é o mais hostil aos negócios internacionais", explicou.

Reflexos na Indústria

Gadelha explicou que apesar da imagem negativa diante dos investidores internacionais, o rebaixamento da nota em nada influenciou o comportamento do mercado financeiro, que agiu de forma diferente com indicadores ainda de confiança. Mas ressaltou, que toda e qualquer decisão tomada pelo governo pode refletir no desempenho das atividades do PIM (Polo Industrial de Manaus).

Comentários (1)

  • jose Conrado de souza21/05/2018

    EXEMPLO DE HONRADEZ E ÉTICA


    Já foram oradores da solenidade de formatura da Universidade Notre Dame, nos EUA, os ex-presidentes dos EUA Barack Obama, George W. Bush e Ronald Reagan, e outras autoridades. É uma grande honra sabermos que John Jenkins, Presidente da Universidade, convidou o Juiz Sérgio Moro como orador da solenidade de formatura, por considerar o magistrado exemplo de quem vivencia valores que devem inspirar os formandos, entre os quais a luta pela justiça, sem medo ou favor. Em seu discurso, Moro disse: "Ninguém está acima da Lei. Esse deve ser o princípio para a estabilidade da Democracia no Brasil. O alicerce das nações democráticas é o Estado de Direito. Significa todos com direito a igual proteção da Lei. É preciso proteger os vulneráveis, mas, também, que ninguém fique acima da Lei". Ao final, deixou mensagem de garra aos formandos: Nunca desistam de lutar por uma boa causa. Se a causa for justa vocês nunca estarão sozinhos. Seus comportamentos podem inspirar outros. E e não se rendam ao mal da corrupção ou da desesperança Cerca de 21 mil pessoas compareceram ao evento. Moro foi aplaudido de pé, uma honra para os brasileiros que recentemente viram o Brasil achincalhado na mídia local e internacional por ter um ex-presidente preso como ladrão e chefe de ladrões.



    LEVANDO LUZ AOS CEGOS PARA TODA LUZ


    Os eleitores que estão manifestando vontade de serem governados por incompetentes merecem ouvir o cara que chamou o eleitor de burro e disse que mulher só pensa quando com homem na cama dizer, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, que o PSDB se aliou ao PMDB para dar golpe de Estado, o impeachment de Dilma. Golpe? Ou esse cara quer votos de petistas, mesmo depois de ter metido o pau no PT, ou nunca leu a Constituição do Brasil. Se a tivesse lido jamais diria que o impeachment foi golpe e, pior, fazendo coro aos ex-presidentes da França e da Espanha (derrotados nas urnas pelos eleitores) se manifestando contra contra a Constituição do Brasil. Não fosse ele o cara que chamou o eleitor de burro e disse que mulher só pensa quando deitada com homem na cama, diria, em respeito à Constituição do Brasil, que o impeachment de Dilma devia ter acontecido antes, uma vez que Dilma desrespeitou a Constituição diversas vezes e não apenas na que levou ao seu justo impedimento, e teria citado, mas não citou, o tremendo cambalacho que manteve os direitos políticos de Dilma, contra o que está escrito na Constituição. Vamos refrescar a memória do cara que chamou o eleitor de burro e disse que mulher só pensa quando deitada com homem na cama: muito antes do seu justíssimo impeachment, a presidente Dilma, querendo dificultar importação de carros, baixou decreto determinando cobrança de IPI imediata, sem respeitar a noventena estabelecida na Constituição, isso era motivo de impedimento, só faltou quem apresentasse, se é que não foi apresentado e engavetado, e mais, o cara que chamou o eleitor de burro e disse que mulher só pensa deitada com homem na cama devia saber que as importadoras entraram na justiça, reclamando perdas e danos, e o governo Dilma foi obrigado a indenizá-las com milhões da União, isso sim foi medida antipobre e antipovo e o tal cara ficou caladinho. Não bastasse o Estado, que foi governado por esse cara, que chamou o eleitor de burro e disse que mulher só pensa quando deitada com homem na cama, ser um dos de maior violência, é preciso repetir muitas vezes, para levar um pouco de luz aos que se comportam como cegos para toda luz, que o Centro de Liderança Pública, avaliando anualmente a performance dos 26 Estados e do Distrito Federal, computando 10 itens importantes, como capital humano, educação, eficiência da máquina pública, infraestrutura, inovação, potencial de mercado, sustentabilidade ambiental e sustentabilidade social, segurança pública, solidez fiscal, dando notas de zero a 100, coloca o Estado de São Paulo, governado por Geraldo Alckmin quatro vezes, como de melhor performance, com média de 87,8 (medida de 0 a 100). Não é por acaso que milhares de Nortistas e Nordestinos do Acre, do Ceará e outros Estados do Norte e Nordeste correm para São Paulo em busca de uma vida digna, e essa vida mais digna lhes pode ser dada nos seus Estados se os eleitores deixarem de ser abestados e votarem em quem já mostrou que sabe governar com competência. Eu vou votar em Alckmin, e você? Podemos elegê-lo no primeiro turno. Ele merece.

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