Manaus, 23 de Janeiro de 2018
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Pagando caro pelo ensino

Por: Antonio Parente - aparente@jcam.com.br
12 Jan 2018, 22h48

Crédito:Walter Mendes
Segundo os últimos dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a educação foi um dos segmentos que mais sofreu aumento de preço em 2017, cerca de 7,31% no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). As creches tiveram um aumento de 13,23% e o ensino médio particular um acréscimo de 10,36%. Em Manaus, a lista de material escolar, mensalidades e fardamento estão na lista dos itens que justificam os números tão elevados.

A dentista odontopediatra, Deborah Negreiros Maia, investe anualmente no ensino fundamental da pequena Ana Sophia, cerca de R$ 18 mil em mensalidades. Além deste valor, o preço dos gastos em material escolar, gira em torno de R$ 3 mil. Números que segundo ela, sempre tem que estar ligados ao planejamento e estratégias para encaixá-los dentro no orçamento da família.

"É necessário planejar e sempre colocar na ponta do lápis todos esses números. Sempre procuro formas de negociar descontos para facilitar no orçamento. Na escola de inglês por exemplo, sempre pago o valor integral e ganho um ótimo desconto que é mais de 10%", disse ela. E em tempos onde a pesquisa de preços é fundamental para o sucesso do planejamento financeiro, a dentista não abre mão de procurar valores acessíveis dos livros didáticos e paradidáticos, e para isso nada melhor do que procurar no mundo da internet mercados com descontos e facilidades. "Eu sempre pesquiso em lojas virtuais, porque consigo um parcelamento bom e um preço bem melhor. Principalmente os livros paradidáticos seminovos que sempre vem em bom estado de conservação. Comecei adquirir esse hábito ano passado e além da comodidade de não precisar sair de casa, ainda pago um frete super barato. E o que não encontro na internet, compro na escola porque o preço é igual ao da livraria", explicou.

Sites e portais de compras são boas ferramentas para a compra de livros didáticos mais baratos. A Estante Virtual (www.estantevirtual.com.br) é uma das opções que ajuda o consumidor a economizar até 60% na compra de livros didáticos, paradidáticos e universitários.

"A busca por livros didáticos e paradidáticos vem crescendo a cada ano e essa demanda pode ser percebida pelo perfil dos leitores que procuram o site durante este período de volta às aulas", comenta Richard Svartman, CEO da Estante Virtual, que na volta às aulas de 2017 vendeu 20% a mais em relação ao ano de 2016. Para 2018, o portal espera manter o ritmo de crescimento e alcançar o marco de 500 mil livros didáticos vendidos.

Investimento

A servidora pública e advogada, Waleska Nascimento Ribeiro, nunca abriu mão de investir na educação dos filhos João e Maria. Apesar dos altos valores das mensalidades, R$ 3 mil mensais, e R$ 4 mil em material escolar. O resultado do investimento vem no bom desempenho dos pequenos e no alto conhecimento adquirido. "Sempre pensamos, eu e meu esposo, em priorizar a educação dos nossos filhos em detrimento de outras coisas. Então decidimos colocá-los numa escola boa e temos visto desde já os bons resultados de nossa escolha. Se formos analisar apenas o aspecto financeiro, sem dúvida é muito caro, mas infelizmente nosso país não oferece gratuitamente um bom serviço de educação, então aqueles que podem acabam optando em pagar pela educação de seus filhos", disse.

Waleska adota durante todo o ano a prática de reservar boa parte das receitas vinda dos benefícios de fim de ano e bonificações no trabalho. "Fardamento também é algo que é feito no início do ano para durar todo o ano letivo e isso inclui mochilas, estojos e tênis. Além disso tem o inglês e atividades esportivas", disse.

Dicas para o consumidor

Segundo a lei municipal 170, aprovada no dia 3 de janeiro de 2006, considera-se material escolar todo objeto de uso exclusivo ao processo didático-pedagógico, que tem a finalidade de atender as necessidades individuais do educador durante o ano letivo.Autor da lei, o vereador Chico Preto afirmou que o objetivo é deixar claro que as escolas não podem determinar marcas de produtos, locais onde os materiais devem ser comprados e nem exigir dos pais dos alunos, o consumo de uso comum, como o papel higiênico, álcool, copos plásticos e outros que não tenham relação direta com o processo de aprendizagem. De acordo com ele, os pais e responsáveis que matriculam os seus filhos em escola privada, enfrentam todos os anos o embate na hora de renovar ou contratar o colégio. "Algumas escolas condicionam a divulgação da lista ao ato da matrícula. A nosso ver, tem que ser o contrário, os pais devem primeiro ter acesso à lista para, então, decidir se querem ou não, matricular ou rematricular seus filhos", disse.

Outra lei em vigor é da lista de material escolar, que segundo o vereador,exige as escolas particulares são obrigadas a disponibilizar 45 dias antes do ínicio do ano letivo, a relação dos materiais que serão utilizados pelos alunos. "Algumas escolas lançavam a lista de materiais muito próximo do início das aulas, e os pais só conseguiram comprar os livros na própria escola, a preços mais caros, porque já não tinha nas grandes livrarias e não havia tempo hábil para encomendar pela internet", afirmou. Por essa razão, a lei da lista do material escolar já está em vigor, e serve para orientar pais e responsáveis buscarem seus direitos, e fazerem as escolas cumprirem a norma.

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