Manaus, 26 de Setembro de 2018
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A Manaus que não dorme

Por: Evaldo Ferreira - eferreira@jcam.com.br
12 Jan 2018, 21h25

Crédito:Divulgação
Adeus crise. 2018 promete com muitas festas, eventos, shows musicais, comédias e tudo o mais que possa nos tirar do marasmo do dia a dia. Apesar dos vários custos para se trazer um artista, e pior ainda quando são um grupo ou uma banda, as produtoras se desdobram para não deixar Manaus ficar de fora do circuito dos shows.

Nos últimos anos o Teatro Manauara tem se destacado pela quantidade de eventos que tem trazido a Manaus. "Trazemos uma média de 70 a 90 apresentações por ano, entre shows musicais, peças de teatro, stand ups e youtubers", falou Carolina Bim, do setor comercial do teatro.

"Não é fácil trazer grandes eventos para Manaus: tem custo de passagens dos artistas e equipe, bagagens e equipamentos, estadia e alimentação, cachê e aluguel do espaço onde irão acontecer as apresentações. Manaus ainda tem um problema, aliás dois, que não existiam até 2016, e começaram no ano passado. Para cada ingresso vendido temos que tirar uma nota fiscal, ou seja, imposto, que faz aumentar o custo do ingresso; e as produtoras de fora têm que contratar as produtoras locais para tirarem o CNPJ como se as daqui estivessem trazendo o evento, porque o CNPJ de qualquer show, mesmo de fora, precisa ser local. Já vi muita produtora desistir de trazer alguma coisa pra cá quando souberam dessas exigências", reclamou.

Ainda de acordo com Carolina, trazer um grupo com mais de oito integrantes para a capital amazonense chega a ser quase inviável. "Por isso investimos nos stand ups e nos youtubers. Ano passado o show do Whindersson Nunes lotou a Arena Amadeu Teixeira, que tem capacidade para mais de onze mil pessoas. Outro que tem público fácil é o Tirulipa", contou.

Quanto aos cachês, giram em torno de R$ 20 mil a R$ 80 mil, dependendo do artista, ou do grupo ou banda", revelou.

Para os primeiros meses do ano, já estão confirmadas as apresentações do Cronovisor, Especial Renato Russo, em janeiro; Carnavais infantis, em fevereiro; e um mega show da banda holandesa Epica, que está fazendo uma turnê pela América do Sul, e Manaus está na rota, em março. O stand up do Ceará também está agendado para março.

Safadão é o nome do momento

Guto Oliveira, assessor de comunicação da Fábrica de Eventos falou que "a Fábrica traz a Manaus, anualmente, em torno de doze a quinze atrações, todas musicais, focando sempre no artista, ou artistas, que estiverem fazendo sucesso no país". O preferido, no momento, é Wesley Safadão, que roda o Brasil com cachês astronômicos. No recente Réveillon de Fortaleza, o cantor cearense recebeu R$ 850 mil, bem mais que Luan Santana, com R$ 650 mil. Em fevereiro, Safadão volta a Manaus.

De acordo com Guto, "os preços dos ingressos pagos em Manaus não são mais caros do que no Nordeste ou Sudeste. São praticamente os mesmos. Valor de mercado. Giram em torno de 120, 150, 180, reais. O que acontece é que, principalmente nas cidades litorâneas, onde têm praias, são realizados muitos shows gratuitos, ainda que aqui também, em menor número, aconteçam shows onde não é cobrado ingresso", lembrou.

Para Guto, o que encarece um show em Manaus, e que não se reflete nos ingressos, é a logística. "Tudo pra cá é mais caro, desde passagens, peso de bagagens e instrumentos, e um grupo desses não trás menos do que 30 pessoas", revelou. "Sem falar que a Fábrica de Eventos se preocupa, em primeiro lugar, com a qualidade dos shows que realiza. Usamos o melhor som, a melhor iluminação e o melhor palco. Todos os shows da Fábrica são mega produções, por isso tem um custo bem alto. E ainda tem o local onde acontecem as apresentações. A maioria dos locais é 'sócia' no empreendimento", falou.

Guto confirmou que, realmente, o nome de peso hoje na música, no Brasil, é Wesley Safadão. "Seus shows têm a garantia do retorno do investimento feito, mas temos que estar sempre atentos a quem o público está direcionando seu gosto. Hoje é o Safadão, mas amanhã pode ser outro cantor, ou cantora. Somos uma empresa como qualquer outra, que investe naquilo que vai dar lucro, e o produto que temos pra oferecer são os artistas", concluiu.

Safadão é a bola da vez no Brasil

O cantor Wesley Safadão não está no topo das paradas da música do Brasil por acaso. Sempre inovador, o artista é conhecido pelo seu repertório atualizado e por ter as melhores músicas cantadas em seu show.
A trajetória do artista começou em 2007, quando houve a profissionalização de um trabalho até então familiar. A banda foi criada pela família de Wesley Safadão e reunia seus irmãos e primos todos movidos a muitos sonhos.

Apaixonados pela música investiram suas pequenas economias e buscaram ajuda onde não tinham para seguir com o projeto da Banda Garota Safada, que hoje se chama Wesley Safadão. A banda aos poucos foi ganhando notoriedade no mercado artístico de Fortaleza.

Neste mesmo ano Wesley Safadão foi apresentado a um dos mais respeitados empresários do show business no Brasil, Luiz Augusto Nóbrega, diretor da Luan Promoções e Eventos, do Chevrolet Hall, Spazzio e Vila Forró.

De um encontro informal durante show da banda na Vila Forró, durante o São João de Campina Grande, surgiu a parceria que foi para a banda um divisor de águas.

Hoje, o cantor e sua banda possuem uma média mensal de 25 apresentações/mês, no país. Em junho, período dos festejos juninos no Nordeste, esse número ultrapassa a marca dos 40 shows.

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