Manaus, 19 de Novembro de 2018
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Abrindo portas para o exterior

Por: Antonio Parente - aparente@jcam.com.br
11 Jan 2018, 22h25

Crédito:Walter Mendes
Com o intuito de potencializar e preparar MPMEs (micro, pequenos e médios empresários) de produtos regionais do Amazonas, a comercializar seus produtos e adequar suas marcas ao mercado internacional, a Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), prepara para a segunda quinzena de fevereiro, o edital com o calendário de cursos e capacitações. Os cursos são coordenados e elaborados pelo CIN-AM (Centro Internacional de Negócios do Amazonas), que de acordo com o retorno positivo de empresários que participaram em 2017, encaminhou junto ao CNI (Confederação Nacional da Indústria), órgão responsável pelas ações da indústria brasileira, a proposta de cursos para 2018.

Para o gerente executivo do CIN-AM, José Marcelo Lima, é de suma importância o empresário ter conhecimento de como funciona o comércio exterior e quais as implicações que o envolve, tais como adequação das suas normas, planejamento estratégico, mecanismos de financiamento e o passo a passo da exportação.

"O objetivo é fomentá-las e prepará-las para que possam ter os devidos conhecimentos para atuar no mercado internacional e mostrar seus produtos. O empresário precisa conhecer o mercado e descobrir qual empresa importadora tem interesse em sua produção. Os cursos serão grandes ferramentas para mostrar os produtos derivados de nossa biodiversidade no mercado estrangeiro. Alguns segmentos como alimentos e bebidas, artesanais e farmoquímico estão inseridos na programação ", disse.

Novas metodologias

Em processo de abertura para mercados como Estados Unidos e Portugal, o diretor comercial da Pharmakos da Amazônia, Schubert Pinto Júnior, que participou dos cursos em 2017, conta que a capacitação foi fundamental para o motivar e valorizar seus produtos. Com os conhecimentos adquiridos, o empresário projeta para esse ano novas metodologias de atuação.

"Aqui em Manaus temos uma barreira de conhecimento comercial muito grande, seguida da barreira de marketing, precisamos saber o que o consumidor internacional quer. Tudo isso vem com a capacitação. Os cursos nos ajudam a ver que temos condições de trabalhar no mercado internacional. Esse ano a expectativa é efetivar o que foi estudado em outros anos e utilizar novas ferramentas de trabalho. Se nos especializarmos temos sim condições de ganhar o mercado internacional", disse.

O empresário destacou algumas dificuldades do segmento e lamentou a não realização da Fiam (Feira Internacional da Amazônia) em 2017, por falta de orçamento. Para ele, a feira tem papel importante para os empresários principalmente por ser uma grande oportunidade de vitrine de exposição dos produtos derivados da biodiversidade amazônica.

"Participei de muitas feiras pelo CIN como Expocomer no Panamá e outras. Vimos que os nossos produtos são melhores do que os de muitos países. Essas feiras são importantes para observar algo maior que nossa região. Foi decepcionante não ter a Fiam. Entendemos que foi devido aos limites orçamentários, mas, não entendemos o porque de não ter nada em 2017. Foi um ano de prospecção perdido. Nos sentimos desassistidos e desamparados", ressaltou.

Segundo as experiências vividas em 16 anos de mercado, questões como barreira comercial, legislação internacional e processo de crédito, estão entre as principais dificuldades enfrentadas pelos micros, pequenos e médios empresários, afirmou Schubert.

"O empresário Amazonense precisa ser mais efetivo nesses quesitos. Essa área comercial tem que ser bem clara e bem estudada. É preciso fazer que nossos produtos tenham mercado no exterior, mas para isso temos que entender os trâmites sanitários e nos adequar às normas. É um projeto de anos de estudos, com investimentos, gastos, alegrias e decepções", conta.

Para o gerente-executivo do CIN-AM, a não realização da Feira Internacional da Amazônia, foi um ponto negativo que fez que muitos micros, pequenos e médios empresários não divulgassem seus produtos para investidores nacionais e estrangeiros.

"A feira é um oportunidade rara, porque raramente poucos têm situações financeiras para se deslocar para o exterior. Eles ficam com um passo atrás do concorrente. A feira é uma vitrine para expor os produtos regionais", afirmou

Cursos oferecidos

Entre os cursos oferecidos estão: planejamento estratégico das exportações; formação de preços da exportação; importação passo a passo e exportação passo a passo; mecanismo de financiamento às exportações; como prospectar novos mercados; como implantar alimento e bebidas: implantação de normas nacionais e internacionais para exportações; despacho aduaneiro de exportação; regime aduaneiros especiais: vantagens fiscais na importação e exportação; alimentos e bebidas: logística para o envio de mercadoria para o EUA; Químicos e farmoquímicos voltados para indústria de cosméticas com regras ambientais na Itália.

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