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Busca por seguro cibernético dobra no ano

Por: Da Redação por Lilian D'araújo
21 Dez 2017, 16h59

Crédito:Divulgação
O avanço tecnológico mundial já impulsiona alta de 40% no seguro cibernético neste ano contra 2016, para US$ 1,2 bilhão. No Brasil, porém, apesar da procura pelo produto ter mais do que dobrado, as contratações só devem se intensificar a partir de 2018.

A perspectiva, de acordo com o último levantamento da Lloyd's, é de que o volume de prêmios do seguro avance para US$ 7,5 bilhões em 2020 e alcance os US$ 20 bilhões até 2025. Em 2012, o volume era de US$ 250 milhões.

Segundo a gerente de linhas financeiras corporativas e comercial da Generali, os ataques cibernéticos, que aconteceram ao longo deste ano, impulsionaram a busca pelo produto, mas ainda não foram o suficiente para refletir na maior contratação.

Neste ano, além do vírus WannaCry, responsável por lançar o ataque que afetou hospitais e bancos ao redor do mundo, grandes empresas como Netshoes, Uber, Netflix e LinkedIn também tiveram seus dados vazados.

"As companhias estão tentando entender os custos e o que o produto oferece, mas há dificuldade em compreender que o seguro é mais um pacote de serviços do que puramente a indenização em caso de sinistro", explica. Apesar de a indenização fazer parte do processo em caso de vazamento de dados, os serviços oferecidos de gerenciamento de risco e crise são os pontos diferenciais do produto que, além disso, conta duas coberturas principais.

A primeira é de responsabilidade civil para terceiros - quando o segurado tem dados dos seus clientes vazados e sofre processos judiciais -e a segunda é para a operação do contratante -quando os dados vazados ocasionam paralisação das operações e até mesmo em casos de ransomware (pedidos de resgates para sequestro de dados).

"O mercado está evoluindo neste ano na base da curiosidade. As empresas têm posicionado essa preocupação em suas estruturas orçamentárias e novos players têm entrado no mercado para oferecer a apólice", comenta a gerente de linhas financeiras da Willis Towers Watson, Ana Albuquerque e acrescenta que, mesmo com o incremento de 103% na procura de informações por parte dos clientes, a consolidação do produto ainda demora.

"Esse é um seguro que demanda mais tempo e aprimoramento por parte das empresas antes da contratação efetiva da apólice. É preciso consolidar informações, estabelecer sistemas aptos e adequar o produto dentro do orçamento.

É um tempo de maturação um pouco maior", complementa a executiva. Nesse sentido, porém, a expectativa dos especialistas consultados pelo DCI é de que o movimento ganhe mais força ao longo de 2018, principalmente com a ascensão das novas tecnologias no país.

"O aumento exponencial da demanda vem baseado em números baixos, mas agora que essa preocupação está na mesa, a tendência é de vermos essa curiosidade de 2017 desenrolar em prêmios a partir de 2018, com um crescimento gradativo", afirma o head de linhas financeiras da Zurich, Fernando Saccon.

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