Manaus, 21 de Setembro de 2018
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Festejando o Natal

Por: Evaldo Ferreira - eferreira@jcam.com.br
18 Dez 2017, 16h05

Crédito:Walter Mendes
O Natal é a única festa do ano em que as pessoas decoram suas casas, dão presentes e preparam comidas diferentes e específicas para a data. A cada ano, em cada um desses segmentos, não são poucas as pessoas que se especializam conseguindo um bom reforço no orçamento de fim de ano.
O inspetor de segurança Nelson Magli trabalhou como cenógrafo durante 15 anos na extinta Companhia de Intérpretes Independentes e foi criando e fazendo cenários para as peças de teatro que ele desenvolveu a habilidade para a decoração. "Isso já faz mais de 30 anos. Aprendi a fazer esse trabalho sozinho. Sou autodidata. Um dia, um amigo pediu para que eu o ajudasse a fazer a decoração de Natal na casa dele e eu fui. Isso tem mais de 30 anos e desde então, todos os anos faço a decoração natalina na casa dele. Ele me ajuda muito dando dicas, dizendo como quer, mudando aqui, mudando ali, até ficar do jeito que ele gosta", contou. "Também pesquiso em revistas especializadas e na internet onde conseguimos os mais inimagináveis tipos de decoração", falou.

O processo de criação de Nelson surge no momento em que ele vê os objetos disponibilizados pelo cliente e o que ele tem em mente. "Vejo as peças que o cliente tem e vou conversar para saber qual a sua ideia. A partir daí começo a elaborar a decoração e, à medida que a decoração vai surgindo, novas ideias também vão aparecendo. Pode acontecer até de precisar comprar peças novas", ensinou.
"Esse ano decorei apenas três casas, porque estou com problemas de saúde e precisei repousar, mas assim como tem muito decorador realizando esse tipo de trabalho, também tem muitas pessoas querendo decorar suas casas e 'correndo atrás' de alguém que as ajude", lembrou.

"As partes da casa onde a decoração é mais usada é na sala e no jardim. Dependendo da decoração, demoro de um a três dias para concluí-la, mas com esse meu amigo, cuja casa já decoro há mais de 30 anos, chego a demorar uma semana, porque ele é muito exigente e nunca está satisfeito com o que vê. Ele me propôs abrirmos uma empresa de decoração que faça esse trabalho durante o ano todo. Mas estou precisando primeiro restabelecer minha saúde", concluiu. "Sim. Compensa financeiramente. Dá pra ganhar um bom dinheiro", afirmou.
Contatos com Nelson Magli: (92) 9 8403-6981.

Cestas e baús

Ana Maria Grana Serrão trabalhou por 17 anos como técnica em eletrônica, na Semp Toshiba, até o dia que resolveu se tornar artesã, há 18 anos.
"Via essas oficinas onde fazem cestas e cadeiras de palhinha e queria realizar aquele trabalho, então comecei a fazê-lo, na 'marra', as cestas, que eram mais fáceis, sem ninguém me ensinar, apenas olhando os outros fazerem, e fui aprimorando o meu trabalho", recordou.

"Um dia uma empresária me encomendou um centro de mesa, para uma festa. Foi minha primeira encomenda. Pensei que não fosse conseguir fazê-la. Mas fiz e ela ficou satisfeita. Nunca mais parei. Com o artesão Mota Melo, que está comigo desde o começo e já era artesão antes de mim, aprendi muito, principalmente o acabamento das peças", recordou. "Quando vi que havia um segmento para cestas e baús, utilizados para colocar produtos natalinos e dar de presente, comecei a produzi-los. Nos bons tempos cheguei a ter 24 funcionários montando essas peças. Já teve empresa que encomendou 1.500 baús e grandes quantidades de cestas, mas hoje tem muita gente no mercado e os pedidos têm caído ano a ano. Agora os pedidos são, em média, de 100 baús ou cestas por empresa e não dá para aumentar o preço senão perdemos a concorrência", lamentou.

Ana Maria, que além das cestas, produz cadeiras, utiliza o cipó titica e as fibras sintéticas. "Mas todo ano sempre aparecem novas empresas querendo presentear com nossas cestas e baús como invólucro", completou.
Contatos com Ana Maria: (92) 9 9439-6583 e 9 8411-9232.

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