Manaus, 16 de Novembro de 2018
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Preços limitam idas aos postos

Por: Antônio Parente aparente@jcam.com.br
30 Nov 2017, 15h09

Crédito:Walter Mendes
A constante oscilação no preço do combustível em Manaus, tem deixado muitos consumidores e donos de postos desconfortáveis. Segundo o último levantamento divulgado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o aumento médio dos preços nas bombas na capital foi de 1,43% nesta semana. O percentual representou uma subida do preço para o consumidor final de R$ 3,966 para R$ 4,023. Esse resultado seguiu o mesmo ritmo de alta do preço da gasolina nas refinarias, onde a Petrobras aumentou o valor do preço de 1%, com o intuito de seguir sua política de ajustar o valor ao do mercado internacional.

O preço do diesel teve um aumento de 1,07% para o consumidor final, passando de R$ 3,268 por litro, para R$ 3,303. O etanol teve uma alta de 1,95%, subindo de R$ 2,758 por litro para R$ 2,812.
Segundo o presidente do Sindicombustíveis-AM (Sindicato Estadual do Comércio Varejista de Combustíveis, Derivados de Petróleo e Álcool do Amazonas), Luiz Felipe Moura, quase 50% do valor pago pelo consumidor final por litro de gasolina são de impostos. Ele explica que isso deve-se ao fato de que a nova política da Petrobras de ajustar seus preços a variação do dólar e dos preços dos barris do mercado prejudica a categoria de donos de postos, que muitas das vezes são taxados como os maiores vilões por causa do valor final.

"Compramos da distribuidora e muitas vezes quando o governo anuncia o aumento, as distribuidora não nos informam os preços e esse aumento sempre é repassado para nós. Somos o elo mais fraco da cadeia. Nunca sabemos quando há reajustes e quando sabemos, sempre é pela imprensa. Isso nos prejudica, porque entende-se que estamos com ganância e queremos aumentar o preço, mas não formamos preços. O governo muda os impostos duas vezes por mês e isso não é anunciado. As distribuidoras modificam os preços sem informar e só sabemos do aumento quando recebemos a nota fiscal", disse.
O gerente do posto Japiim, na zona Centro-Sul, Roberto Bortolli, explica que uma das maiores dificuldades é ajustar os preços de acordo com o valor oferecido pelas distribuidoras, e destaca que os custos que as empresas têm perantes os órgãos competentes, geração de empregos e os recolhimentos de impostos influenciam na hora de estabelecer o valor final para que no final não haja prejuízo para as empresas de combustíveis.

"O acréscimo nos preços gera descontentamento dos clientes e uma redução nas vendas, porém trabalha-se com margem de lucro melhor. Por outro lado, quando há decréscimo, aumenta o volume das vendas com margem de lucro praticamente zero. Quando isso ocorre a empresa precisa aumentar em três vezes o volume de vendas para não ficar em deficit", explicou.

Bortolli frisou que os preços finais são estabelecidos pelas distribuidoras por patamares regionais, que são pesquisas realizadas semanalmente, onde cada distribuidora mantém a margem de lucro que gostaria de receber. E conta que mesmo com uma grande capacidade de armazenagem, ainda assim o preço é determinado pelas distribuidoras. "Se o posto tiver estoque pode manter o preço que quiser por algum período, dependendo da capacidade de armazenagem do varejista, podemos vender ao preço que determinarmos. Mas, isso depende do preço atualizado pago ao fornecedor", disse.

Consumidor descontente
Segundo o contador, Alexandre Thiago Frota, os reajustes são abusivos e prejudiciais por se tratar de um produto de grande demanda e necessário para a população. "O combustível está virando algo de luxo em nosso país. Os preços são abusivos comparado à outras regiões do país. Aqui em Manaus é um gasto muito grande devido ao nosso clima e o uso do ar-condicionado consome muito", disse ele.

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