Manaus, 20 de Setembro de 2018
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Modalidade ainda demanda agentes

Por: Antônio Parente aparente@jcam.com.br
21 Nov 2017, 21h05

Crédito:Walter Mendes
As vendas de bens e serviços por meio de consórcio cresceram 9,4% de janeiro a setembro deste ano. Um dos segmentos ascendente foi o de imóveis, mas apesar dos números serem bastante positivos no segmento, que teve uma distribuição de 31,5 mil de cota, em Manaus, as vendas na modalidade consórcio ainda mostram um tímido crescimento e uma grande área a ser explorada. Essa é a análise do presidente do Creci/AM-RR 18ª Região (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), Paulo Júnior.

"Em Manaus existem poucas empresas de consórcio para explorar o nicho. Esse segmento é uma opção tanto para quem quer adquirir um imóvel quanto para quem deseja vender. É uma grande alternativa para o cliente e o corretor. E apesar do momento que estamos atravessando, o mercado imobiliário não parou e continua vendendo. Aqui as vendas por consórcio ainda estão crescendo e evoluindo, precisando de mais agentes", disse.

Nacionalmente, as vendas de imóveis por consórcio registraram de janeiro a setembro um crescimento de 27,3% nas vendas de novas cotas em relação ao mesmo período do ano anterior -só em setembro, foram 31,5 mil novos consorciados no setor de imóveis.


Na capital amazonense o mercado imobiliário continua com sinais de crescimento, em setembro deste ano as vendas foram 10% a mais do que no mesmo período de 2016, com 236 novas unidades vendidas entre casas, apartamentos e terrenos, dados fornecidos pela Ademi-AM (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas) em parceria com a Sinduscon-Am (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas).
"O crescimento pode parecer tímido, mas trata-se da compra de imóveis, o que gera grande movimentação financeira. O setor está animado com esse aumento, que sinaliza a expectativa de uma movimentação ainda mais expressiva para o ano que vem", afirmou o presidente da Ademi-AM e empresário, Romero Reis.

Além da mudança de cenário, Romero destacou como pontos positivos a queda dos juros, fator que segundo ele é um dos principais reflexos de uma retomada da estabilidade econômica. De acordo com o levantamento, consolidado pela Brain Pesquisa e Consultoria, as vendas do mês em setembro deste ano registraram um VGV (Valor Geral de Vendas) de R$ 74,7 milhões.

Outro ponto destacado por Romero para o crescimento das vendas é o perfil dos compradores. Segundo ele, esse fator reflete diretamente no poder de compra onde mais de 44% opta pelos imóveis econômicos com o valor entre R$ 250 mil a R$ 400 mil. "São pessoas que esperaram a economia começar a estabilizar para adquirir um imóvel. Estão investindo um dinheiro que foi levantado em um momento de turbulência econômica, mas que agora sentem-se seguras em realizar a compra", explicou.

O presidente do Sinduscon-AM, Frank Souza, explicou que 65,5% das vendas dos imóveis residenciais são do tipo de dois dormitórios, por se enquadrarem no padrão econômico dos compradores. Entre os imóveis horizontais, a pesquisa mostra que foram vendidas 10 casas e 32 terrenos. Segundo ele, a maioria das 92 unidades de imóveis vendidos demorarão no período de sete a trinta e seis meses para entrega.

"O imóvel de dois quartos é, historicamente, a tipologia mais vendida no Estado do Amazonas. Normalmente, esses imóveis fazem parte do Padrão Econômico, com menores valores e menores metragens quadradas, tornando-se mais acessíveis financeiramente aos interessados. Essa pesquisa reforça essa tendência", destaca Souza.

Consórcio crescendo
Segundo dados da ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), neste ano foi registrado o escoamento de 1,75 milhão de unidades, distribuídos nos segmentos de veículos leves, motocicletas, veículos pesados, imóveis, serviços e eletroeletrônicos. De acordo com a entidade, o mês de setembro foi o período que bateu o maior número de vendas com a distribuição de 230 mil cotas, um aumento de 9% em relação ao mesmo mês do ano passado que registrou 194 mil. Em relação a quantidade de crédito comercializado, 2017 apresentou um crescimento de 29,3% em relação ao ano passado alcançando o valor de R$ 73 milhões.

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