Manaus, 14 de Novembro de 2018
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Setor prevê melhoras na atividade

Por: Hellen Miranda hmiranda@jcam.com.br
14 Nov 2017, 20h37

Crédito:Walter Mendes
O setor do comércio no Amazonas registrou em setembro o segundo melhor desempenho do país com alta de 3,3% na comparação com o mês anterior. A taxa mais elevada foi assinalada na Paraíba (6,8%). O resultado foi acima da média nacional que ficou em 0,5% no período. O Estado também ficou entre as melhores variações nacionais na comparação com igual mês de 2016, quando o volume do comércio amazonense registrou alta de 14,6%. Já em relação aos nove primeiros meses do ano, o índice expandiu 6,7% e no acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 2,3%. Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados ontem (14).

De acordo com o assessor econômico da Fecomércio (Federação do Comércio do Amazonas), a estabilização do desemprego, queda das taxas de juros e até o pagamento das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) foram alguns fatores importantes para a melhora da atividade. "O benefício foi uma injeção de recursos que entrou na economia em momento importante, porque estávamos com a inadimplência muito alta. Isso permitiu que a maioria sacasse para quitar suas dívidas e com crédito livre, pudesse efetuar novas compras", analisa.

Para o especialista, o setor vem apresentando uma alta modesta, principalmente, a partir do segundo semestre e se mantém otimista para a movimentação do fim de ano.

"Tivemos um bom Dia das Crianças, que funciona como termômetro de vendas para o comércio. A tendência mostra uma melhora sustentável, uma vez que a economia está reagindo, o desemprego parou de subir e já se observa contratações. Com isso, nos mantemos otimistas e acreditamos que as vendas de fim de ano será superior a 2016", projeta José Fernando ao destacar que o 13° contribuirá para o setor fechar 2017 com bom desempenho.

Segundo a pesquisa, o volume do comércio varejista do Amazonas apresentou em setembro alta de 3,3 % sobre agosto, na série com ajuste sazonal, após ter registrado queda de 2,4% em agosto e crescimento de 3,1% em julho. O resultado foi o segundo mais expressivo entre os números contabilizados nos outros Estados brasileiros. A taxa mais elevada foi assinalada na Paraíba (6,8%).

Ainda de acordo com o IBGE, no comparativo com setembro do ano anterior, o setor também cresceu e registrou alta de 14,6%. O indicador também ficou entre as cinco melhores variações positivas do país, atrás apenas do Mato Grosso com 18,1%, Acre, com 17,3%, Rondônia (16,7%) e Santa Catarina (15,1%). A média nacional ficou em 6,4%.

De janeiro a setembro a atividade fechou com avanço acumulado de 6,7% frente ao mesmo período do ano passado. O resultado coloca o estado na terceira posição no ranking nacional, que foi de 1,3%. E no agregado dos últimos 12 meses a alta chegou a 2,3%.

Varejo ampliado

Referente ao volume de vendas do comércio ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção o desempenho foi expressivo em setembro com variação de 20,8% em relação a igual mês de 2016.

A variação acumulada no ano foi a 10,1%. Já o indicador para os últimos doze meses avançou 5,4% e permaneceu mostrando redução no ritmo de queda, iniciada em junho de 2017 (-2,1%).

Receita nominal

Segundo o IBGE, a receita nominal de vendas varejista do Amazonas não poderia ser diferente e chegou a 3,7% em setembro deste ano. O indicador também representa melhora na comparação com os meses de agosto (-2,4%) e julho (3,2%). A receita nominal também apresentou variação de 11,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior; 7,1% de acumulado no ano e de 5,3%, nos últimos doze meses.

A pesquisa revela ainda que, o acumulado no ano do comércio ampliado foi a 18,9% frente a setembro de 2016 . Já o acumulado no ano chegou a 10,8% e por último 7,7% nos últimos doze meses.

Cenário geral

Em termos de Brasil, o volume de vendas no comércio varejista cresceu 0,5% em setembro frente ao mês anterior. Já a receita nominal teve expansão de 1,1%. Na comparação com 2016, as vendas tiveram alta de 6,4% no volume e 4,5% na receita. Já no acumulado do ano, a alta foi de 1,3% no volume e 2,0% na receita. Em 12 meses, a queda foi de 0,6% no volume e alta de 2,2% na receita.

Com crescimento na comparação com agosto, 18 das 27 Unidades da Federação tiveram alta com destaque para Paraíba (3,5%); Amazonas (3,3%); Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (ambos com 3,1%). Por outro lado, Minas Gerais (-2,0%) teve a pior variação no período.

Na comparação com setembro de 2016, o crescimento do volume de vendas no varejo nacional alcançou 23 dos 27 Unidades da Federação. Os Estados de Mato Grosso (18,1%) e Acre (17,3%) tiveram destaque nesse tipo de confronto e Goiás (-7,2%) e Roraima (-4,5%) como os maiores recuos no volume de vendas. Quanto ao comércio varejista ampliado, 25 das 27 Unidades da Federação apresentaram variações positivas na comparação com o mesmo período do ano anterior, com destaque, em termos de volume de vendas, para Tocantins (24,4%); Amazonas (20,8%); e Rio Grande do Sul (20,4%). Em termos de taxas negativas, aparecem Goiás (-8,4%) e Rondônia (-4,0%).

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