Manaus, 14 de Novembro de 2018
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Programa beneficia mais de 230 mil microempreendedores no Amazonas

Por: Jefter Guerra jguerra@jcam.com.br
06 Nov 2017, 18h28

Crédito:Divulgação
Ao completar 10 anos de atuação na região Norte, o Programa de Microcrédito do Banco da Amazônia já liberou mais de R$ 390 milhões durante este período.

Atualmente, o financiamento é oferecido pela Instituição, por meio de uma rede de 15 unidades de microfinanças, que fazem parte da Associação de Apoio à Economia Popular da Amazônia (Amazoncred).
Até o momento, ao todo, mais de 230 mil microempreendedores populares já foram atendidos pelo programa em 10 anos. Entre as principais atividades financiadas pelo programa destacam-se o comércio com 80% da carteira, em seguida, serviço e produção com 20%.

Gerência
De acordo com o gerente de Pessoa Física do Banco da Amazônia, Misael Moreno, o Amazônia Florescer promove a inclusão social, dos que não têm possibilidade de serem atendidos pelo sistema tradicional de crédito. Antes de receber o financiamento, o empreendedor passa por uma série de orientações para saber fazer seu planejamento financeiro, recebe capacitação e aprende boas práticas.

"Para integrar o programa, a pessoa deve formar um grupo solidário de no mínimo quatro empreendedores. Esse grupo recebe o financiamento que deve ser dividido entre seus membros, com acompanhamento por um agente de microfinanças "in loco" do desenvolvimento individual e o do negócio de cada um que recebe o crédito", explica o gerente.

Beneficiados
Uma das beneficiadas pelo programa é Ruth Santos, residente em Abaetetuba, que participa desde 2011 e se profissionalizou como cabeleireira, estética, e outras atividades no ramo da beleza. Após ser contemplada pelo empréstimo, ela terminou de construir sua casa e conseguiu comprar seu primeiro lavatório. O planejamento do salão passou a ser realidade com o auxílio do projeto oferecido pelo Banco, conseguiu expandir seu projeto, contratando duas ajudantes. Hoje em dia, a cabeleireira se mantém do lucro do salão. "O financiamento fez minha atividade crescer e melhorei o espaço para atrair clientes e satisfazer minha clientela", contou. Ela revelou também que as embalagens dos produtos comprados utilizados nas suas atividades diárias são doadas para reciclagem, contribuindo para a sustentabilidade ambiental.

Outra beneficiada é Regilene Rodrigues que sempre trabalhou com vendas em empreendimentos de outras pessoas. "O Amazônia Florescer está em minha vida desde 2015. Chegou para eu realizar meu sonho de ter o próprio negócio", comentou. Com o empréstimo, ela conseguiu construir seu armarinho, no Benguí.

Expansão tecnológica
Segundo o gerente Misael Moreno, o Banco planeja expandir o programa, trabalhando por meio de ferramenta digital. "Vamos colocar o Amazônia Florescer em um aplicativo - MPO Digital. Está em fase de desenvolvimento", revelou.

De acordo com o diretor de Infraestrutura do Negócio do Banco da Amazônia, Valdecir Tose, o aplicativo vai melhorar o acesso ao financiamento de atividades empreendedoras populares urbanas da Região Amazônica, com metodologia diferenciada, possibilitando-lhes o fortalecimento de suas unidades produtivas com geração de emprego e renda.



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