Manaus, 19 de Setembro de 2018
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Remédio acadêmico contra crise

Por: Priscila Caldas pcaladas@jcam.com.br
23 Out 2017, 18h20

Crédito:Walter Mendes
Na tentativa de driblar a instabilidade econômica, o amazonense busca cada vez mais se qualificar para garantir um espaço no mercado de trabalho. Institutos e centros de formação profissional reforçam os cursos de capacitação e ofertam novos módulos para atender à crescente demanda na área industrial. Os ensinos técnicos em eletrônica, eletrotécnica, mecânica, mecatrônica, refrigeração, automação e área de programação são as formações mais demandadas na capital.

A diretora do Centro Educacional Fucapi, Neila Buzaglo, conta que mesmo em meio ao período de desaceleração econômica, houve procura pelos cursos técnicos ofertados pela escola, porém, em menor volume em relação aos anos de estabilidade no setor econômico. Ela afirma que em 2017 a procura pelos módulos voltou a acontecer com mais expressividade. Na Fucapi, entre os 13 cursos ofertados, os mais demandados são: eletrônica, eletrotécnica, automação, mecânica e ainda o curso de refrigeração.
De acordo com Neila, o corpo discente é dividido entre trabalhadores do PIM (Polo Industrial de Manaus), autônomos e também por cidadãos que buscam uma oportunidade no mercado de trabalho, na área industrial.

"A maioria dos técnicos atuam na área, mas não têm conhecimento teórico do segmento de atuação e ingressam no curso com o propósito de obter a capacitação", disse. "É importante que a pessoa busque novos conhecimentos e se mantenha à frente de outros profissionais e o momento de crise é crucial para isso. No curso, além de obter conhecimento prático e teórico, a pessoa absorverá técnicas comportamentais que também são essenciais para um trabalhador", completou.

Outra instituição que disponibiliza cursos técnicos é o Senai Amazonas (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). A instituição oferta 12 cursos profissionalizantes voltados à atuação industrial. Mecatrônica, mecânica, eletrônica, refrigeração e administração são os módulos mais procurados.
Segundo a gerente de educação profissional do Senai, Sílvia Barros, a instituição pretende lançar novos cursos em 2018 que são os técnicos em logística e em edificações. Ela comenta que o volume de estudantes se divide entre os trabalhadores do PIM e a comunidade que busca qualificação profissional.
Um diferencial do Senai Amazonas é a inclusão dos formandos no portal institucional, onde se concentra um banco de talentos com o cadastro dos alunos que finalizaram os cursos e têm interesse em ingressar no mercado de trabalho. Ela informa que a indústria, quando precisa, solicita a mão de obra e o Senai indica os estudantes para o processo de seleção.

"A tecnologia avança rapidamente e muitas ocupações que são operacionais estão fadadas a ser automatizadas e todo profissional que pretende se manter ativo precisa se qualificar para conhecer a máquina e aprender a operar o maquinário para sair da atuação manual. É preciso conhecer o que está acontecendo no mercado", enfatizou Sílvia. O Grupo FPF (Fundação Paulo Feitoza) Tech e INDT (Instituto de Desenvolvimento Tecnológico) disponibiliza por meio da Academy seis áreas-chaves que são: Treinamentos Presenciais, Treinamentos Online, Programa de Treinamento interno do Grupo, Centro de Certificação, Eventos e o Programa de Capacitação Profissional. Os treinamentos presenciais são de metodologias ágeis e envolvem o desenvolvimento de projetos, como Scrum, Kanban, Scrum Master, Product Owner, Agile Developer, Agile Tester, além de Desenvolvimento Frontend (HTML, CSS, JS, Bootstrap, AngularJS), Android, Java e Python. De acordo com a coordenadora de projetos do Grupo, Larissa Feitoza, a Academy começou a oferecer treinamento e capacitação na capital em fevereiro deste ano, período em que certificaram mais de 350 alunos que participaram dos mais de dez cursos oferecidos pela fundação. Até o final do ano três novos cursos serão ofertados pela instituição. "O mercado é muito exigente e a pessoa que quiser se manter no mercado tem que buscar um diferencial. Os cursos mostram a realidade do mercado de trabalho, o que é aliado à experiência de outros profissionais, onde ocorre uma troca de vivências, de realidades e a pessoa aumenta o seu network. É necessário acompanhar a evolução tecnológica para não ficar para trás", avaliou.

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