Manaus, 18 de Setembro de 2018
Siga o JCAM:

Banco da Amazônia é homenageado

Por: Cíntia Valadares
19 Out 2017, 15h06

Crédito:Divulgação
O Basa (Banco da Amazônia S/A) recebeu uma homenagem por seus 75 anos de fundação, na Aleam (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas), na manhã desta quarta-feira (18). A sessão especial foi proposta pelo deputado estadual Adjuto Afonso (PDT), que destacou durante a sessão, a importância do banco para a região Amazônica e a alegria de realizar essa homenagem sendo ele ex-bancário. A sessão, foi presidida pelo deputado Dr. Gomes (PSD), que representou o presidente da casa, o deputado David Almeida (PSD).

De acordo com o deputado, o Banco da Amazônia é um banco tradicional na região, e em seus 75 anos, tem prestado um grande serviço para a economia de toda a Amazônia.

"Ele é o banco da Amazônia, então hoje para nós e principalmente para o Amazonas, ele é o nosso banco oficial, é quem gerencia o FNO (que é um Programa que visa contribuir para o desenvolvimento econômico e social da região Norte pautado em bases sustentáveis, apoiando empreendimentos não rurais, a partir da concessão de financiamentos adequados às reais necessidades dos setores produtivos), que investe aqui na região, nas empresas, então acho que é importante a gente viver esse momento, prestar essa homenagem", destacou. Antes de ser o Basa, ele era o Banco de Crédito da Borracha, foi criado no apogeu da borracha, segundo o deputado, desde a sua fundação, até os dias atuais, o governo tem mantido as atividades do banco, que tem sobrevivido por estar em toda a região Amazônica e por fomentar a economia dessa região.

"Portanto eu entendo que é necessário registrar esse momento, hoje nós temos na presidência do banco um funcionário de carreira, o amazonense Marivaldo Melo. A sede do banco fica em Belém, no Pará, mas o presidente é daqui. Então é importante nós da Assembleia que representamos o povo, reconhecer o trabalho do banco, a importância dele para o Estado", comentou Adjuto Afonso.
O presidente do Banco da Amazônia, Marivaldo Melo, se disse orgulhoso em fazer parte da história da instituição.

"Tenho um grande orgulho de estar à frente da empresa, que é o maior Banco da região Amazônica e que movimenta a região e, principalmente, a vida das pessoas. Como amazônida de Boca do Acre, no Amazonas, ter uma oportunidade de fazer as mudanças que tanto a Amazônia, quanto o Banco precisam, neste momento, é um desafio que me deixa a cada dia mais motivado e compromissado com esta terra e esta gente tão hospitaleira, sincera e trabalhadora". Segundo o presidente, o banco sabe a importância que tem para a Amazônia e sua gente e, por isso, tem buscado se adaptar à realidade de mercado e vem passando por uma série de mudanças visando ser mais ágil, eficiente e moderno, com o objetivo de atender integralmente sua clientela e se preparar para um novo ambiente de negócios, onde é preciso dar respostas rápidas e dispor de produtos e serviços diferenciados.

"Considero que o grande desafio hoje do banco é se tornar plenamente apto para responder às demandas do mercado, de seus clientes e da sociedade. Por conta disso estamos procedendo a uma importante reestruturação na matriz e na rede de atendimento, mudando profundamente o processo de concessão de crédito. Sei que será uma mudança cultural, mas realmente necessária. Teremos um melhor sistema de fomento (crédito de longo prazo), que é a essência da existência do Banco da Amazônia", disse Melo.

Primeiro trimestre de 2017
De acordo com o presidente do banco, o primeiro trimestre de 2017 foi melhor em relação ao mesmo período em 2016. Foram contratados mais de R$ 1,2 bi com todas as fontes de recursos de fomento. Somente com recursos do FNO, foram contratados R$ 1,11 bi, o que representa um acréscimo de 55% em relação ao mesmo período do ano passado, mesmo levando em consideração o período difícil para a economia do país.

Apoia a Pesquisa e Inovação
O banco vem promovendo várias iniciativas para o desenvolvimento de pesquisas em parceria com instituições como Embrapa e Universidades nos Estados. "Porque entendemos que são fundamentais para a região. Somente através da pesquisa podemos identificar novas iniciativas que valorizem nossos produtos regionais", comentou o presidente.

O Basa possui também linhas de crédito especiais, através de parceria com a Finep e por meio do FNO Inovação, linha criada especialmente para promover as ideias inovadoras na região Norte. São linhas de crédito com taxas e prazos diferenciados para os mais variados projetos que tenha em sua essência a inovação, incluindo os da Zona Franca Verde, que concede benefícios fiscais a indústrias de municípios do Amapá, Amazonas, Acre e de Rondônia, por exemplo, além de muitas outras iniciativas desenvolvidas no Pará, que é o Estado que conta com o maior volume de recursos.

Em 2018 o Basa planeja a expansão das Centrais de Crédito para toda a área de atuação do Banco da Amazônia, investimentos em tecnologia para ampliação do portfólio de produtos e serviços, o lançamento do GED (Gerenciamento Eletrônico de Documentos), Linhas de Crédito PJ no Mobile Banking e o App Terras que vai permitir chegar com mais tecnologia ao produtor rural.

De acordo com o presidente, o banco quer também buscar setores onde são interessantes a injeção de capital para que os mesmos cresçam e gerem benefícios à sociedade. O papel da Instituição é ser indutora do desenvolvimento, por isso, deve identificar novos segmentos da economia que mereçam agregação de tecnologia para que gerem novos negócios sem a necessidade de desmatamentos, todos os financiamentos focam nas melhorias de produtividade e com baixo impacto ambiental, como por exemplo a ABC (agricultura de baixo carbono). "Atuaremos mais fortemente na agroecologia no segmento da agricultura familiar, buscando parcerias para melhorar a assistência técnica aos pequenos agricultores.
Vamos expandir a nossa rede de atendimento com as inaugurações da nova Superintendência do Pará 3 (em Marabá) e da agência Santana do Araguaia-PA, até agosto". completou Melo.

Retorno do programa Rota do FNO
Segundo Melo, a Rota do FNO foi extremamente positiva. A estimativa de negócios gerados é de mais de R$ 1,6 bilhão. Foram realizadas várias ações, num total de 25 municípios dos Estados do Pará, Amapá, Rondônia, Tocantins, Amazonas, Roraima e Acre. "Desde o lançamento do programa em Altamira-PA, pudemos perceber que a iniciativa significaria muito para a nossa região, pois o envolvimento de lideranças, formadores de opinião, empreendedores locais, clientes e de toda a sociedade foi muito intenso. Percebemos isso claramente nos depoimentos dos tomadores de crédito que assinaram os contratos durante os eventos e daqueles que originaram negócios durante a Rota". As ações atraíram aproximadamente 4 mil clientes e serviu para mostrar à sociedade que, apesar de dificuldades na economia, o banco está aberto para receber projetos de financiamento e que possui linhas de crédito disponíveis principalmente para pequenos e microempreendedores. "Recebemos propostas também de outros segmentos como mineração, que é predominantemente voltado para exportação. Temos projetos que se propõem a agregar valor ao minério aqui mesmo na região, pois a logística fica mais barata quando não se necessita levar a matéria-prima para fora da Amazônia", comentou Melo.

O presidente informou que a Rota deu maior oferta de crédito e possibilitou mais negócios de forma selecionada para o Banco. Serviu para ampliar a carteira de clientes e com isso, antecipamos possíveis necessidades de renegociação de crédito, antes mesmo dos tomadores chegarem a renegociar suas dívidas. No setor rural, por exemplo, neste primeiro semestre, amparados pela lei 13.340, concedemos 85% de desconto na quitação de operações do FNO Rural.

Comentários (0)

Deixe seu Comentário