Manaus, 19 de Setembro de 2018
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IBGE: Desemprego cresce no país

Por: Jefter Guerra com informações da assessoria
29 Set 2017, 14h45

Crédito:Walter Mendes
De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta (29), a taxa de desemprego no Brasil ficou em 12,6% no segundo trimestre encerrado em agosto deste ano. O índice ficou 0,7 ponto percentual abaixo dos 13,3% divulgados no trimestre encerrado em maio. Em agosto de 2016, a taxa havia sido de 11,8%.

"A informalidade no mercado é o primeiro passo da recuperação após uma crise econômica", justifica o gerente da pesquisa do IBGE, Cimar Azeredo.


Segundo ele, a melhoria no mercado de trabalho "tira da fila da desocupação 658 mil pessoas, uma queda significativa de 4,8% no trimestre terminado em agosto frente ao anterior". Frente ao mesmo período de 2016, o aumento da ocupação foi de 1,4 milhão de pessoas.

A pesquisa revela que o trabalho informal contribuiu com mais da metade do aumento de 1,4 milhão de pessoas ocupadas no trimestre encerrado em agosto. Nesta categoria, entram empregados sem carteira assinada e pessoas que trabalham por conta própria.

A taxa de pessoas que trabalham por conta própria subiu 2,1% -472 mil pessoas a mais-, totalizando 22,8 milhões de pessoas neste grupo. Já o número de trabalhadores sem carteira assinada, os dados apontam que houve um acréscimo de 286 mil pessoas, chegando a 10,8 milhões nesta categoria.

"Essa informalidade no mercado é o primeiro passo da recuperação após uma crise econômica", justifica o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo.

Segundo ele, a melhoria no mercado de trabalho "tira da fila da desocupação 658 mil pessoas, uma queda significativa de 4,8% no trimestre terminado em agosto frente ao anterior". Frente ao mesmo período de 2016, o aumento da ocupação foi de 1,4 milhão de pessoas.

A melhora no índice do trimestre divulgado nesta sexta se deve, principalmente, à indústria geral (1,9% ou 227 mil pessoas), construção (2,9% ou mais 191 mil pessoas), e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,7% ou mais 414 mil pessoas).

Regional
E no último dia 17 de agosto, o IBGE divulgou que a taxa de desocupação do Amazonas no segundo trimestre de 2017 foi de 15,5%. A variação em relação ao trimestre anterior foi de-2,2% com uma queda na variação em relação ao trimestre (17,7). Na comparação com mesmo trimestre do ano anterior, a variação foi de 2,3 pontos percentuais.

Sendo assim, a PNAD Contínua levantou que o quadro mais grave de desocupação nos três níveis territoriais divulgados ocorreu na capital. Com isso o número de pessoas desocupadas no Estado é de 284 mil, na Região Metropolitana 230 mil e na capital 211 mil pessoas.

Nos últimos trimestres, a taxa de desocupação do amazonense vinha aumentando a cada trimestre. Mas nesse trimestre apresentou queda. Com isso, o número de pessoas desocupadas foi de 282 mil pessoas contra 324 mil no trimestre anterior.

Na Região Metropolitana de Manaus a taxa de desocupação no segundo trimestre alcançou 18,8%, com uma variação de-1,5 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. Na capital, a taxa foi de 19,8% no mesmo trimestre.


No Amazonas, o número de pessoas ocupadas no segundo trimestre de 2017 foi de 1.549.000 pessoas. A variação em relação ao trimestre anterior foi significativa de 2,8% (42.000 pessoas). Já com relação ao mesmo trimestre de 2016, a variação foi de -1% (-16.000 pessoas). No primeiro trimestre a variação foi de 9.000 pessoas.


O aumento se refletiu também para a RM Manaus de 965 mil no primeiro trimestre para 996 mil no segundo. E também para a capital Manaus de 835 mil no primeiro trimestre para 857 mil no segundo.

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