Manaus, 22 de Setembro de 2018
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Arthur freia boicote contra Semed

Por: Priscila Caldas pcaldas@jcam.com.br
27 Set 2017, 13h58

Crédito:Mário Oliveira
O prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), denunciou um suposto grupo de professores formado no WhatsApp com o intuito de boicotar a realização das avaliações Prova Brasil e do Saeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica) e por fim, afetar negativamente o resultado do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), na capital. O prefeito apresentou fotos das conversas, que evidenciaram diversos erros gramaticais redigidos pelos próprios educadores e ainda, termos considerados como discriminatórios relacionados à Arthur e à titular da Semed (Secretaria Municipal de Educação), Kátia Helena Schweickardt. O prefeito afirmou que a aplicação dos valores do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) podem ser acompanhados pelo Portal da Transparência de Manaus e que o pagamento da data-base será feito em janeiro de 2018 e outra parcela até junho do próximo ano.

A denúncia foi feita na tarde de ontem no gabinete de Arthur Neto. O prefeito afirmou estar assustado com a atitude que ele intitulou como boicote e conspiração ao sistema de educação municipal e à tentativa de prejudicar a imagem dele. Os educadores reivindicam os repasses dos valores do Fundeb, que segundo eles não foi feito completamente. Os 'prints' apresentados por Neto mostraram estratégias elaboradas pelos manifestantes delimitadas nos seguintes pontos: reter a entrega de notas do terceiro bimestre deste ano; boicotar a Avaliação de Desempenho do Estudante realizada bimestralmente para a avaliação da aprendizagem e preparação para a Prova Brasil; boicote à Prova Brasil; greve branca-professores nas escolas, mas sem atividades; e greve geral até 2018.

"Estou espantado e me sinto no dever de proteger os professores que não fazem parte deste movimento, e as crianças, que desde que assumimos a prefeitura estão evoluindo no Ideb. Não cheguei a pensar em providências. Senti uma enorme repulsa por essas declarações que também atentam contra a dignidade da professora Kátia Helena, que é negra. Os termos usados por eles incorrem nas penas da Lei que prevê prisão inafiançável para quem pratica racismo", externou.

Nas conversas, um manifestante chamou a secretária da Semed como Catirina, que é uma personagem negra de maior destaque no Boi-Bumbá. Também denominou o prefeito como Rathur.

Arthur também falou sobre a preocupação com a parcela, que segundo ele é mínima, dos educadores que têm dificuldades com a grafia da língua portuguesa. "Preocupante as mensagens com constantes erros de português. Precisamos ver isso. Como podemos esperar um bom português das crianças? Sei que esse grupo é uma minoria. Falo com constrangimento de quem espera um grande aproveitamento por parte das crianças e aulas bem dadas pelos professores". "Há uma conspiração contra a educação em Manaus", completou.

Pagamentos
Conforme Arthur, o valor do Fundeb da capital é de R$745 milhões, dos quais R$109 milhões que estavam atrasados foram repassados aos cofres do município. Ele afirma que o questionamento dos professores é improcedente.

"Tudo está no Portal da Transparência. Nosso Fundeb é de R$745 milhões e deste total recebemos R$109 milhões, que estavam atrasados. Os professores dizem que R$98 milhões foram destinados ao pagamento de fornecedores e somente R$11 milhões foram repassados aos educadores, o que é uma mentira. Esses R$98 milhões têm que ser relacionados aos R$745 milhões e não aos R$11 milhões", explicou. Segundo Arthur, os R$11 milhões foram destinados aos reenquadramentos e progressões, promoções dos professores.

O prefeito ainda anunciou que em janeiro será efetuado o primeiro pagamento da data-base e o segundo pagamento deverá ser depositado aos professores até junho de 2018.

"Estamos também incorporando a política do 14º e 15º salário às escolas de educação infantil, os Cmeis, que ainda não faziam parte da avaliação do Ideb. Agora estão incluídos por meio de avaliação realizada pela Semed".

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