Manaus, 23 de Setembro de 2018
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David Almeida aponta legado em 5 meses

Por: Antonio Parente aparente@jcam.com.br
20 Set 2017, 19h55

Crédito:Divulgação
Em visita ao Centro de Mídia da Seduc (Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino), o governador em exercício, Davi Almeida (PSD), reuniu por meio de videoconferência com representantes dos professores de alguns municípios do Estado e falou das ações do governo de sua administração na área da educação.

"Pagamos o maior abono na história dos professores. Somos o primeiro Estado do Brasil a pagar 60% do 13º salário, deixamos recursos em caixa para pagar o restante no final do ano, e também tem recursos em caixa para o pagamento da segunda parcela do abono dos professores. Vamos fazer um grande balanço e apresentar à população", disse.

Às vésperas do término do seu mandato no governo do Amazonas, Davi falou do seu futuro na política após e fez um balanço da sua administração e do seu legado.

"Eu tenho tido a grata satisfação de governar o Estado nesses 5 meses e estou grato à população, porque ela começou a ver um governador nas ruas, nas feiras, e nesse período ingrato da nossa política no Brasil, onde os políticos estão desacreditados eu pude me aproximar mais da população. Eu vejo que o povo aprovou a minha administração e meus planos é de voltar para a presidência da Assembléia Legislativa a qual faço parte e onde é a minha casa, já estou com muita saudade do convívio com meus colegas", disse ele.

O governador falou também das contas do executivo antes da sua administração e destacou a arrecadação do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) que segundo ele estava em 9,6 % em maio quando assumiu, e de acordo com o último levantamento de agosto o valor passou para 30,6%, segunda maior arrecadação da história desde novembro de 2014.

"Nesse período tivemos muitas conquistas e acima de tudo conseguimos fazer crescer na nossa administração a arrecadação do Estado. Assumi o governo do Estado em maio com um deficit de R$ 634 milhões e vou entregar um pouco acima de R$ 60 milhões. Depois de 27 meses tiramos o Estado do regime prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal e conseguimos fazer crescer na nossa administração a arrecadação e poderemos investir em estrutura viária como a AM-070, avenida das Torres e muitos ramais asfaltados", conta.

Reajustes
O reajuste salarial a 2.600 Policiais Militares e a entrega de 200 viaturas para a SSP (Secretaria de Estado e Segurança Pública) foram outros pontos citados pelo governador, além de R$ 395 milhões deixados em caixa para a realização de obras de infraestrutura no Estado.

"Conseguimos fazer a maior promoção da história da Polícia Militar e dos Bombeiros do Amazonas, pagamos o escalonamento da Polícia Civil; e quando chegamos na administração tínhamos cerca de 136 mil amazonenses na fila de espera para exames, consultas e cirurgias e reduzimos este número. Temos muito o que comemorar, poderíamos ter mais avanços, mas o curto espaço de tempo não permitiu. Quero dizer que vou entregar o Estado nas mãos do meu sucessor muito melhor de quando eu recebi", disse ele.

Perguntado sobre a possibilidade de fazer parte da base aliada, David esclareceu que os interesses de ajudar o povo estão acima de qualquer interesse político, e não confirmou qualquer apoio ao governador eleito Amazonino Mendes.

"Eu sou chefe do legislativo e tudo o que for para ajudar o povo e dar benefícios a ele o meu sucessor terá a minha parceria, mas não posso afirmar que serei aliado dele", disse.

David Almeida assumiu o cargo no dia 9 de maio, após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) manter a cassação dos mandatos do governador José Melo (PROS) e o vice Henrique Oliveira (SD), por compra de votos nas eleições 2014.

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