Manaus, 14 de Novembro de 2018
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Amazonas tem a 5ª gasolina mais cara do país

Por: Jefter Guerra jguerra@jcam.com.br
14 Set 2017, 14h48

Crédito:Walter Mendes
Manaus, segundo uma pesquisa realizada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível), é a
5ª capital mais cara na venda de gasolina do país, com um aumento de 8,57% a mais que o preço médio comercializado em outras capitais.

Aumento da gasolina em Manaus é comparado por amazonenses que moram em outros estados. Atualmente, o valor médio em alguns postos é de R$ 4,25 o litro. E o menor valor, é de R$ 3,85 em algumas bombas da zona Leste da capital.

Morando há dois anos na região metropolitana de Curitiba, em São José do Pinhais, a amazonense Jenyfer Silva disse que o valor da gasolina por lá está entre R$ 2.79 a R$ 3,69.

"Está ficando cada vez mais difícil voltar para o Amazonas, com esses valores exorbitantes, tanto da gasolina quanto dos produtos da cesta básica. Aqui em Cruritica, tudo é muito mais barato do que aí em Manaus. Espero que isso mude, porque senão, muitas pessoas vão migrar pra outros estados onde o custo de vida é mais barato", disse Jenyfer.

Já para o jornalista e amazonense Richard Rodrigues, que mora na cidade de Itapema, em Santa Catarina, onde o valor da gasolina está em R$ 3,69,, pois antes era R$ 3.49. "Acredito que o aumento, embora tenha sido de apenas R$ 0,20, faz diferença, principalmente quando se abastece com frequência. Agora, por exemplo, a gasolina está 3,69, mas em algumas cidades próximas já cheguei a abastecer por até 3,79. Acredito que se as coisas continuarem do jeito que estão, daqui a um tempo, ter um carro, para a maioria, deixará de ser uma necessidade e passará a ser luxo".

Sindicombustíveis-AM
De acordo com o presidente do Sindicombustíveis-AM (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Alcoóis, e Gás Natural do Estado do Amazonas), Luiz Felipe Moura, a distância da capital amazonenses dos grandes refinarias, como a do Estado Mato Grosso, reforça o aumento do valor do produto. "Bem como, há a influência da base de cálculo de cada posto e a prática livre de preço de cada Estado. E o nosso ICMS, imposta que é calculando em cima desse valor. Tudo isso, leva esse valor exorbitante", disse

Pesquisa
Na última terça-feira, 12, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível) divulgou uma pesquisa realizada, do dia 3 a 9 de setembro, em 31 postos de combustíveis da capital amazonense, informando que o preço médio do litro da gasolina em Manaus chega atingir R$ 4,18, mas há postos que comercializam o produto a R$ 3,75. O preço máximo encontrado, segundo a ANP, é de R$ 4,25.
E em relação ao Etano, a ANP revela que a capital amazonense está na 10ª posição ao comercializar o litro desse combustível a R$ 2,28.

Reclamações
Para o empresário Antônio Araújo o aumento da gasolina só é de interesse das empresas envolvidas. "Os valores estão cada vez maiores e infelizmente a qualidade do serviço e produto cada vez menores, talvez essa seja uma das maiores dificuldades pra se aceitar aumento de combustíveis", afirma ele.
Já para o analista de sistema, Glayson Silva, o aumento é um absurdo. "O governo deveria reduzir os impostos sobre o combustível, principalmente porque sofremos com nossa logística, então o impacto não é somente para quem usa veículo diariamente, mas também em 80% da nossa cesta basica que vem de outros estados", salienta ele.

Petrobras
A Petrobras justifica em seu site que o aumento é necessário por causa das oscilações da cotação do barril do petróleo no exterior.

O último anúncio de aumento da Petrobras foi no dia (8), quando a estatal subiu em 1,5% o preço do diesel e em 2,6% o preço da gasolina vendidos nas refinarias. Antes, no dia 6, a empresa já havia aumentado em 0,7 % o preço do diesel e recuado em 3,8% o preço da gasolina.

Os aumentos ou reduções dos combustíveis, ou seja, o reajuste em geral, tem um limite percentual a ser seguido, e pré-determinado e não podem ultrapassar a faixa determinada -7% ou +7%, respeitando a margem estabelecida pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp) da Petrobras.

Os aumentos diários fazem parte da nova política de preços adotada pela Petrobras desde o dia 30 de junho. Naquele dia, a estatal informou que os reajustes teriam mais frequência e poderiam até ser diários, dependendo das oscilações do preço do produto no mercado externo. As alterações objetivam dar maior autonomia para a área técnica de marketing e comercialização da estatal visando realizar ajustes nos preços, que podem mudar a qualquer momento.

No entendimento da Petrobras, com a revisão anunciada, a nova política de preços permitiria maior aderência dos preços do mercado doméstico ao mercado internacional no curto prazo e possibilitaria competir de maneira mais ágil e eficiente, recuperando parte do mercado que a empresa vinha perdendo para os derivados importados.

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