Manaus, 18 de Setembro de 2018
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Fundamentos da base em construção

Por: Antonio Parente aparente@jcam.com.br
14 Set 2017, 14h18

Crédito:Márcio Gleyson
Duas semanas após a vitória de Amazonino Mendes (PDT) nas eleições suplementares para o governo do Amazonas, parlamentares da Aleam (Assembleia Legislativa do Amazonas) ainda fazem mistério sobre a composição da base aliada de sustentação do governo na Casa. Um dos líderes natos do governador eleito, o deputado Dermilson Chagas (PEM) avalia que, a princípio, o objetivo é saber o posicionamento de cada parlamentar e verificar qual a melhor forma de trabalho para atender os interesses do Estado e destacou que o novo governo vai focar em áreas consideradas por ele emergentes como a saúde e segurança.

"Vamos ouvi-los e descobrir o que eles pensam do novo governo e pedir apoio verificando uma forma de trabalho satisfatório para uma boa administração. Ninguém quer criar cavalo de batalha e fazer tumulto, o (atual governador) Davi Almeida retornando para a presidência da Assembleia vai poder escolher as pautas e muitas pautas virão com mensagem do governo e aqui (na Assembleia) sempre haverá discussão dos assuntos como sempre houve. Ele inclusive está externando a possibilidade de entregar o cargo antes, e isso mostra a grandeza que ele tem de atender à vontade popular. E nesse primeiro momento o governo fará uma intervenção na saúde e educação para dar uma resposta para a sociedade", disse.

Dermilson Chagas falou que a posse do governador está prevista para o dia 5 de outubro e sua apresentação como novo líder será feita de forma simples e simbólica. Na ocasião, ele afirmou ainda que a formação do novo secretariado é uma prerrogativa do governo, e por isso, não tem nomes pronunciados por Amazonino.

"A posse do Amazonino será algo bem simbólico porque estamos em um momento de dificuldades e não podemos fazer muitos gastos, vamos aproveitar o ensejo do TRE na hora de entregar a diplomação e será algo representativo. No momento certo, Amazonino vai fazer uma coletiva, dizendo para todos, quem serão os seus secretários, acabando com as especulações de nomes e conversas de bastidores. Neste momento, não sei como está essa formação e não tenho nenhum nome citado por ele", disse ele. O deputado afirmou que dos 24 paralamentares, possivelmente nove farão parte da base aliada e citou alguns deles: Wanderlley Dallas (PMDB), Vicente Lopes (PMDB), Sidney Leite (Pros), Mário Bastos (PSD), Augusto Ferraz (DEM), Adjunto Afonso (PDT), Carlos Alberto (PRB) e Josué Neto (PSD).
O deputado estadual Josué Neto (PSD) falou do clima e o consenso entre os parlamentares para garantir a governabilidade do governo eleito e, sem citar nomes falou dos possíveis candidatos para as secretarias, afirmou que não pretende assumir nenhum posto e mostrou o desejo de continuar atuando na Assembleia Legislativa.

"Todos os 24 deputados da Assembleia temos que ver as dificuldades do Amazonas por conta da crise nacional tanto na política quanto na economia, e entender que é um momento de união para fazer com que esse governo trabalhe pelo bem comum da população. A Assembleia Legislativa tem que entender que a decisão da população tem que ser colocada em primeiro lugar. E o executivo, por ser o poder que tem os recursos financeiros necessários para aplicar bons serviços à população, é que vai formar essa equipe. Estamos aqui não apenas para fazer a base do governo, mas para contribuir para o debate e entender que o que vier de bom dele será deliberado na Casa sendo aprovado ou não. Temos conversado com outros colegas que apoiaram outras candidaturas, pois sabemos que a política eleitoral é diferente da política pública e temos que tratar aqui de políticas públicas. Aqui temos valorosos um ou três companheiros que podem assumir qualquer secretaria. Pretendo permanecer na Casa e continuar nosso trabalho aqui", disse o parlamentar.

Josué Neto destacou que para acontecer a posse de Amazonino dentro da legalidade é importante saber primeiramente em que momento o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) irá aprovar as contas eleitorais do governador, e acredita que após a aprovação do órgão a data para a diplomação será marcada. A oposição, por outro lado, já tem sua liderança naturalmente definida. "O meu posicionamento será sempre o mesmo, o de fiscalizar as atividades e cobrar a transparência em relação os gastos públicos e cobrar a maior participação da sociedade. Precisa definir prioridade baseada nas reais necessidades do povo. Não espero muito desse governo de um ano, afinal ele falou em arrumar a casa e nenhuma proposta concreta efetiva. Ninguém procurou meu apoio. Só espero que os projetos sejam debatidos", disse o deputado José Ricardo (PT), que disputou a eleição suplementar com Amazonino Mendes.

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