Manaus, 12 de Novembro de 2018
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Produção de motos cresce em agosto, mas ainda preocupa empresários

Por: Priscila Caldas pcaldas@jcam.com.br
06 Set 2017, 19h24

Crédito:Walter Mendes
No mês de agosto o setor de duas rodas do PIM (Polo Industrial de Manaus) produziu mais de 80 mil motocicletas, o que representou um crescimento de 12% em relação ao mês anterior. Porém, quando comparado a agosto de 2016 os números apontam queda de 13,5%. O recuo também é registrado nos primeiros oito meses deste ano, quando 575,5 mil motos saíram das linhas de produção, volume 9% menor do que o contabilizado a igual período de 2016. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (6) pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares). Para os empresários, o crescimento registrado em agosto deste ano é o sinal de uma provável estabilidade econômica e atualmente, uma tímida recuperação fabril no Estado.

Segundo a Abraciclo, no último mês as fabricantes de duas rodas produziram 80.192 motocicletas, enquanto em julho a produção foi de 71.582 unidades. Em agosto de 2016 a produção foi ainda mais expressiva com o saldo de 92.725 motos, o que representa um recuo de 13,5% sobre igual mês deste ano.

De janeiro a agosto deste ano 575.524 motos saíram das linhas de produção, com queda de 9% em relação a igual período de 2016 quando foram fabricadas 632.490 motos.

Para o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, os números positivos contabilizados em agosto deste ano demonstram sinais de uma provável estabilidade econômica, porém, ele afirma que a recuperação ainda acontece lentamente e que o momento ainda é de dificuldades para as empresas. A prova, segundo ele, é que o resultado positivo não resultou em geração de emprego.

"Alguns setores econômicos como o automobilístico e o de duas rodas lutam pela recuperação produtiva. Houve uma leva melhora, mas sem reflexos na economia como um todo. A situação não gera ânimo e ainda é preciso ter cautela porque a crise persiste. A instabilidade política gera muita incerteza nos investimentos. Acredito que nos meses de setembro ou outubro também tenhamos números crescentes, mesmo assim não significará crescimento porque não há geração de empregos", analisou o empresário.
O desempenho de vendas no atacado também foi superior a julho, com 72.778 motos enviadas às concessionárias, aumento de 12,3% com relação as 64.830 unidades do mês anterior. Contudo, houve queda de 12,6% na verificação com agosto do ano passado (83.236). No acumulado, a retração foi de 11,1%: 539.923 unidades de janeiro a agosto e 607.185 no mesmo período de 2016.

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