Manaus, 13 de Novembro de 2018
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Lenta recuperação nas vendas

Por: Priscila Caldas pcaldas@jcam.com.br
04 Set 2017, 19h19

Crédito:Walter Mendes
As vendas do setor supermercadista amazonense registraram crescimento estimado em 1,5% no período de janeiro a julho deste ano, em relação a igual período de 2016. Segundo a Amase (Associação Amazonense de Supermercados), o aumento nas vendas é reflexo da recuperação, ainda que gradativa, da economia nacional. A expectativa da associação é que os feriados, as datas comemorativas e as festas de final do ano gerem incremento de até 5% nas vendas no segundo semestre, em comparação ao último semestre do ano anterior.

O vice-presidente da Amase, Alexuel Rodrigues, comenta que os números do setor supermercadista local acompanharam os índices de crescimento registrados pelo segmento nacional nos sete meses do ano. Ele afirma que as vendas contam com o apoio de ações de marketing como por exemplo, a divulgação de itens promocionais. O setor alimentício é o carro-chefe nas comercializações.

Segundo Rodrigues, em comparação a junho deste ano, o incremento nas vendas chegou próximo aos 4%. Quando comparado a julho de 2016 o aumento foi de 2%.

"Os resultados obtidos no Amazonas não diferem muito dos números registrados nacionalmente. Isso acontece porque o movimento nos supermercados locais se mantém e conta com maior pico nos feriados e datas comemorativas quando as pessoas procuram mais por itens alimentícios. Além dos dias normais quando os consumidores fazem as compras normais da cesta básica. Tem consumidor que visita o supermercado a cada 15 dias e isso gera aumento nas vendas", comenta.

De acordo com Rodrigues, o setor espera ter crescimento entre 3% e 5% nas comercializações no segundo semestre do ano, em comparação a igual período de 2016. Os supermercados trabalham com estoque que possibilita o atendimento durante 30 dias e até o momento, o empresário conta que não foi necessário aumentar o volume de itens solicitados ao fornecedor. Mas, ele afirma que a partir de outubro os comércios se preparam para atender ao período de final de ano e elevam o volume de pedidos, principalmente dos itens alimentícios.

"A partir do próximo mês começaremos a aumentar os pedidos e acredito que poderemos ter crescimento no faturamento do segundo semestre variando entre 3% e 5%".

Cesta básica no AM custou R$500 em julho
Conforme a pesquisa Abrasmercado, desenvolvida pela empresa GFK e analisada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Abras, a região Norte teve a segunda maior queda no valor da cesta básica no mês de julho, quando foi registrado o conjunto de itens alimentícios pelo valor de R$495,65 com a redução de 1,97% em relação a junho.

Segundo Alexuel Rodrigues, em Manaus, no mês de julho a cesta básica foi estabelecida no valor de R$500. "Os principais itens que são os alimentos básicos tiveram os valores mantidos, sem acréscimos. Houve redução nos valores de produtos como a batata, o feijão, o arroz e o açúcar. O aumento foi registrado em produtos como cebola, tomate, sabão em pó e sal", disse. A cesta apresentada pela Abrasmercado é composta por 35 produtos, considerados como os mais consumidos nos supermercados que são: alimentos, cerveja e refrigerante, higiene, beleza e limpeza doméstica.

Cesta básica nacional
No mês de julho, a cesta de produtos Abrasmercado registrou queda de -1,64%, passando de R$ 464,47 para R$ 456,86. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a cesta apresentou queda de -6,25%. Em julho, todas as regiões brasileiras apresentaram queda. As regiões Sudeste e Norte foram as que registraram as maiores quedas nos preços: -2,13% e -1,97%, respectivamente.

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