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Logística do PIM ganha capilaridade

Por: Antonio Parente aparente@jcam.com.br
30 Ago 2017, 14h02

Crédito:Divulgação
Representantes do Estado do Espírito Santos elogiaram ontem (29), em encontro com representantes das indústrias, o modelo do PIM (Polo Industrial de Manaus). E com o intuito de fortalecer a parceria com o Estado do Amazonas, aproveitaram a oportunidade para apresentar o novo entreposto com 32 mil metros quadrados, localizado no município de Cariacica, Região Metropolitana de Vitória.

Segundo o Secretário de Desenvolvimento do Estado do Espírito Santo, Neucimar Fraga, o armazém está com as estruturas montadas e a partir de outubro já está apto para receber os serviços de estocagem. A área total é de 32 mil metros quadrados e possui condomínios logísticos para instalação de novos projetos e ramal ferroviário de 800 metros. A empresa Terca ganhou o processo de licitação e irá operar os serviços na região.

Na ocasião o secretário elogiou o convênio dos dois Estados que tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento da Zona Franca de Manaus facilitando o escoamento de produtos fabricados no PIM, além de gerar emprego e renda para o município de Cariacica.

"Espírito Santo é um Estado pequeno que está estrategicamente localizada numa região do Brasil e está próximo de 60% do mercado consumidor brasileiro. Temos um dos maiores complexos portuários do Brasil que pode facilitar a escoação dos produtos para fora do Brasil. E através desse convênio e parceria com o Amazonas queremos oferecer esses serviços para que os produtos da ZFM cheguem mais rápido, com menos custo e mais segurança ao consumidor de todo o Brasil. Vamos gerar mais emprego aqui na ZFM, porque quando aumentamos a capacidade de estoque dos produtos industrializados possibilitamos o aumento da produção", explicou.

O Secretário explicou que soluções e modelos estão sendo debatidas com a Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas) e a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) para baratear o custo das operações e facilitar o progresso do trabalho.

"Essa é a nossa função aqui no Estado do Amazonas, e estamos vendo com os órgãos a melhor maneira de desenvolver esse trabalho, e o que nos diferencia de outros entrepostos é que as mercadorias poderão chegar no município de Cariacica por meio de navio (cabotagem), via aérea e pelas rodovias", disse.
De acordo com o superintendente do Terca, Sidemar de Lima Acosta, o entreposto está estrategicamente localizado, pois está a um dia e meio do Rio de Janeiro e Belo Horizonte, e a dois dias de São Paulo e Bahia, pelo modal rodoviário. O Terca está no mercado de logística há 22 anos e instalado em um complexo de 600 mil metros quadrados. Destes, 11,5 mil metros quadrados de área coberta estão reservados para o armazém da ZFM e recebeu R$ 2 milhões de investimentos.

O entreposto do Terca, integrará os três modais (aéreo, marítimo e rodoviário) para evacuar com mais facilidades os produtos do PIM, tornando o mais viável sua logística. Uma das vantagens citadas é a distância de Cariacica ao Porto de Vitória, de apenas 23 quilômetros. O novo entreposto deve gerar 120 empregos no Espírito Santo, sendo 30 diretos e 90 indiretos. Os benefícios no Estado capixaba giram em torno do aquecimento portuário, aéreo, nos serviços diversos de armazenamento e transporte de cargas, ampliando a geração de negócios, impostos, empregos e renda.

Atualmente, os entrepostos de maior operação e acessibilidade para as empresas do PIM são os de Rezende (RJ), e Uberlândia (MG).

Na ocasião, o subsecretário de Estado de Logística de Transporte e Comércio Exterior, Neucimar Fraga, destacou que no entreposto a mercadoria pode ficar estocada por até seis meses sem pagar imposto e reduz muito o custo da produção.

Para o Superintendente de Operações da Suframa, Bruno Lobato, qualquer ação que contribua com o desenvolvimento da Zona Franca de Manaus terá o acompanhamento e o apoio da entidade e destacou números de investimentos feitos pelo Estado capixaba em 2016.

"A Suframa faz o controle dos incentivos fiscais federais para as indústrias que aqui estão instaladas e para o comércio que opera na região. Qualquer ação e ato que sejam executados que vá ao encontro a fortalecer os interesses do Polo Industrial, facilitando o escoamento e fortalecer as indústrias que aqui operam garantindo a permanência delas aqui em Manaus a Suframa estará como parceira. Em 2016 o Espírito Santo rendeu mais de meio milhão de reais pro modelo Zona Franca de Manaus e gerou mais de 3 mil empregos lá, então essa relação Amazonas e Espírito Santo tem um potencial muito grande", disse.
Para o representante da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Fábio Gobeth a procura do Estado capixaba para o trabalho em conjunto é uma demonstração que o modelo da Zona Franca é importante tanto para a região amazônica quanto para o resto do país.

"A parceria entre o Amazonas e o Espírito Santo é bom para os dois Estados. Isso é uma demonstração que o Espírito Santo acredita no Amazonas e os maiores beneficiário somos nós da indústria. O fato de podermos armazenar em estoque e ter melhorias logísticas principalmente porque esse é o maior problema da região Norte. Temos indústrias, temos pessoas, temos os incentivos fiscais e o grande potencial. E tudo que aparecer em relação de logística colabora para engrandecer a ZFM. A principal vantagem do entreposto é o fato da nossa indústria poder avançar o estoque para perto do consumidor. É isso que precisamos porque nós estamos longe de quem a gente compra e estamos longe de que a gente vende e qualquer coisa que faça melhorar essa situação será bem vinda", disse.

O prefeito do município de Cariacica, Juninho, explicou que a razão da comitiva estar na capital amazonense não foi de ser um entrave para o modelo industrial do Estado, e sim uma parceria para desenvolver um trabalho de desenvolvimento para ambas cidades.

"Queremos deixar bem claro que o que estamos propondo aqui em Manaus é ser uma extensão da Zona Franca, ou seja não viemos aqui para tomar o lugar de ninguém. O segundo ponto é a localização do Estado do Espírito Santo em relação ao Brasil que facilita muito a logística dos produtos das indústrias para o resto do Brasil. A experiência que as indústrias de Manaus adquiriram ao longo da história com esse modelo é o que temos que aprender", disse ele.

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