Manaus, 21 de Novembro de 2018
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Amazonino recebe relatórios de contas do Estado

Por: Antonio Parente aparente@jcam.com.br
28 Ago 2017, 18h49

Crédito:Divulgação/Assessoria
O candidato Amazonino Mendes, do (PDT), eleito pela quarta vez governador do Estado do Amazonas, visitou nesta manhã de segunda-feira (28), o TCE (Tribunal de Contas do Estado), com a finalidade de receber oficialmente o relatório de prestação de contas dos recursos financeiros disponíveis em caixa e os números do que foi investido na gestão anterior.

O governador mostrou preocupação com as contas do governo interino que foi contabilizada em cerca R$ 600 milhões, muitas destas, sem necessidade.

Ao governador, o presidente do TCE, Ari Moutinho Júnior, informou que o Tribunal de Contas vem acompanhando os gastos, por meio da Comissão das Contas do Governo e do MPC e que a Corte de Contas irá recomendar ao governo do Estado, por meio de notificação, que seja realizada a transição de forma correta e transparente. "Encaminharei uma cópia de nossa resolução para que o governador interino, cumpra as medidas de transição. Existe uma determinação desta Corte de Contas que ele tem de cumprir", disse.

Brasília
Amazonino falou da sua visita a Brasília como um momento importante para busca de apoio aos interesses do Amazonas, e principalmente para ajustar pontos importantes no que diz respeito à economia do Estado do Amazonas e o destino da Zona Franca de Manaus.

"Tomar posse antecipadamente está nas mãos do TRE e minha visita a Brasília é quase protocolar. É natural que um governador eleito seja recebido pelo presidente. Estou me preparando para discutir questões que abranjam a Zona Franca e ingressar o tema no Supremo Tribunal Federal, entre outros assuntos que são próprios da situação crítica do Estado, Distrito Industrial, desemprego. A nossa economia é muito frágil, suscetível ao que ocorre no país", explicou.

O presidente do TCE-AM, Ari Moutinho, ficou surpreso com a visita do governador. " A preocupação deles é com os números de todas as secretarias, sobretudo, segurança, educação e infraestrutura. O que angustia o governante eleito é a forma que o governante tampão tem tratado o Amazonas, fazendo processos licitatórios, convênios e pagamentos como se fosse governar o Estado por muito tempo. Não é a conduta correta de alguém que está na interinidade. Nós reunimos o colegiado, tivemos a presença de vários deputados e tivemos a convocação do procurador-geral, ouvindo o questionamento, as sugestões e ponderações do governante eleito.

Amanhã, na sessão do Tribunal Pleno, tomaremos as devidas medidas após as proposituras ditas pelo procurador do MPC, Carlos Alberto, entre elas, suspensão de processos licitátorios e acompanhamento diário dos pagamentos essenciais e oficiais.

Trabalho a curto prazo
Para o cientista político Breno Rodrigo, vários fatores contribuíram para os números de votação apurados no domingo, e destacou que o governo de Amazonino não terá tempo de realizar trabalhos a longo prazo.

"O Amazonino foi o único candidato que não fez promessa de mudar, ele fez uma campanha discreta e madura sem prometer nada que pudesse feito. Ele vai ter pouco tempo para atuar e vai fazer um governo para tentar fazer a máquina andar. Um governo que vai tratar de problemas específico e sem muita audácia para operar mudanças politicas a longo prazo. Ele vai tentar melhorar a gestão das secretarias, tentar recuperar investimento para prefeitura que nos últimos anos não tem recebido apoio do Governo Federal, mas ele (Amazonino) não vai ter capacidade de operar grandes reformas até porque o governo federal não tem ajudado neste sentido de enviar investimentos pelo fato do caixa estar vazio. O Eduardo Braga veio de um desgaste político grande e isso contribuiu muito na vitória do Amazonino. A imagem esteve desgastado. E isso é preocupante ficar em terceiro lugar. Ele precisa se reinventar porque se não isso vai trazer prejuízos eleitorais muito grande futuramente", explicou.


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