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Por: Antonio Parente aparente@jcam.com.br
25 Ago 2017, 19h23

Crédito:Walter Mendes
Nunca foi tão fácil solicitar serviços de transportes direto do celular, basta uma internet rápida, uma quantidade de memória suficiente no aparelho e estar sempre antenado às novidades do mundo dos smartphones.
Atualmente o Brasil possui diversos aplicativos que oferecem serviços de transportes via online por meio de celulares. Entre eles destacam-se o Vah, 99, WillGo, Cabify, Televo, Easy, YetGo e o Uber o mais popular. Todos são disponibilizados tanto para android quanto para o sistema operacional IOS, a diferença de cada um está nas tarifas e praticidade.

A título de comparação, no Estado de São Paulo o Uber cobra R$ 2 a taxa da tarifa-base enquanto o WillGo não cobra. Por outro lado o adicional por quilômetro do WillGo custa R$ 0,32 enquanto o Uber custa R$ 0,26. A Televo cobra R$ 1,90 a tarifa-base enquanto no EasyGo o valor é R$ 2. Centavos que aparentemente são insignificantes, mas que no final da corrida fazem grande diferença.

Na capital amazonense, os aplicativos disponíveis para uso são o 99, Vah, Uber e o YetGo. O Vah é uma plataforma que disponibiliza informações de valores e os serviços oferecidos por outros aplicativos tanto de táxi como carro privado como o 99, Uber e YetGo.

No Uber é possível o usuário dividir o valor em até 4 vezes com diferentes cartões. Para isso, basta clicar nos detalhes da viagem e escolher a opção "dividir valor". Em seguida ele coloca os números de telefone das pessoas com quem quer dividir, e elas recebem uma notificação para confirmar a operação.

No app YetGo o passageiro escolhe a viagem e o local de partida e a possibilidade de visualizar a foto do motorista e as informações do veículo. As tarifas do YetGo são de valores fixo e a do Uber variam de acordo com a demanda de atendimento e a disponibilidade dos veículos, além de serem mais caras nos finais de semanas.

Segundo o usuário Janderson Kisuki, comparado com Uber o YetGo possui mais ferramentas e os preços mais baratos, mas a demora em chamar os táxis e os problemas técnicos frequentes prejudicavam o uso.

"Ele tem mais opções que o Uber, mas na prática ele deixa a desejar. Ele trava e fecha sozinho e os carros não são muito nobres como o do Uber. Demorava muito tempo para chamar os táxis e às vezes o aplicativo travava e as corridas eram baratas, mas a qualidade não era boa", disse.

Em janeiro do ano passado, com o intuito de melhorar os serviços para a população e adequar-se às novas tecnologias, aTucuxi Rádio Táxi aderiu ao sistema de aplicativo para atender os clientes.

"O nosso objetivo foi se adequar às tecnologias que o mercado propõe. E antes do Uber chegar nos adaptamos com o intuito de agilizar e diversificar nosso atendimento. O usuário faz um cadastro e cria um login. Com o GPS ligado o usuário é identificado e o carro mais próximo vai até a pessoa. Os serviços são disponíveis para a plataforma android e IOS", disse o supervisor de Call Center, Simões Alcântara.

Apesar da plataforma de destaque, Simões conta que os preços das tarifas continuam os mesmos pelo fato da empresa estar vinculada aos valores estipulados pela prefeitura.

"O valor continua o mesmo pelo fato de ser tarifado pela prefeitura. Estamos trabalhando para diminuir as taxas e se adequar ao sistema e concorrer com o Uber. Após a atuação do Uber as corridas baixaram muito. Antes tínhamos uma média de 2.200 corridas por dia. Hoje a quantidade é de 1.400 por dia", disse ele.

Para o especialista em Sistema da Informação, Paulo Lopez, essas novas plataformas são uma tendência mundial por estarem todas conectadas por um conceito contemporâneo denominado de "internet das coisas".

"Essas novas plataformas são conectadas a tudo. O Uber por exemplo é uma empresa gigante que conseguiu aproveitar isso e tornou-se a maior empresa do mundo sem ter um único táxi. Ela proveu os servições usando ferramentas que já existem tal como o GPS do celular. Hoje conseguimos fazer de forma prática a solicitação de um carro, saber quem é a pessoa que está vindo após o motorista aceitar o chamado, acompanhar o trajeto e fazer o pagamento de forma automática. A nossa vida pouco a pouco está sendo afetada pela tecnologia e daqui a pouco outros serviços vão aparecer e será uma tendência mundial. Em 2011 surgiu um conceito na Alemanha chamada indústria 4.0 com manufatura avançada que faz parte do mesmo universo. Hoje podemos solicitar serviços e amanhã poderemos solicitar produtos de forma personalisada. Porque muitas indústrias estão se modernizando, passando para o lado da tecnologia. O Uber está englobado dentro da indústria 4.0 avançada", disse.

Crescimento do Uber
Atualmente o Uber chegou a mais de 13 milhões de usuário no Brasil. Os dados são da multinacional que possui sede no Rio de Janeiro. Após a sua chegada no Brasil em 2014, a plataforma expandiu seus serviços em mais de 60 cidades em todo país com escritórios que somam quase 800 funcionários, fora as quase 4 mil pessoas que são responsáveis pelos atendimentos aos usuários e parceiros por meio do aplicativo e e-mail. No Estado do Amazonas a empresa não divulgou os dados quantitativos devido sua política interna, mas o número de usuários e colaboradores da empresa cresceu consideravelmente.

Com o objetivo de trazer melhorias em seus serviços o aplicativo trouxe algumas atualizações recente. Mas, devido a situação envolvendo a aceitação dos serviços do Uber em alguns lugares o processo de atualização em alguns Estados não será de imediato. No Amazonas por exemplo, as novidades ocorrerão de forma gradativa a partir do fim do mês de agosto.

Uma das novidades é a possibilidade do usuário agendar uma viagem com no mínimo 15 minutos e no máximo 30 dias de antecedência sem se preocupar em esperar, efetuando o pagamento das corridas direto no aplicativo sem precisar usar a máquina de cartão.

Segundo a empresa, os serviços de pagamentos são disponíveis apenas para clientes do Banco do Brasil e Bradesco com cartões de múltipla função (crédito e débito) da bandeira Visa e de bandeira Mastercard para clientes do Banco Santander.

Comentários (1)

  • concorrente29/08/2017

    O que tem a ver IoT com Uber? meu deus, esse jornalista ainda acredita numa marmota dessas?

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