Manaus, 19 de Novembro de 2018
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Crédito dá impulso ao extrativismo

Por: Hellen Miranda e assessoria hmiranda@jcam.com.br
25 Ago 2017, 13h47

Crédito:Walter Mendes
Com objetivo de desenvolver a cadeia produtiva da castanha no Amazonas e expandir para o mercado internacional, à Afeam (Agência de Fomento do Estado do Amazonas) firmou um termo de entendimento que financia entidades da região que exploram a atividade. Segundo a agência, o teto de financiamento é de até R$ 500 mil por contrato, com taxas de juros reduzidas e pagamento anual. Mais de 6,5 mil pessoas que vivem da coleta da semente no interior amazonense devem ser beneficiadas com a compra garantida do produto já na safra de dezembro.

O presidente da Afeam, Alex Del Giglio, destacou que a grande vantagem do projeto de revitalização da cadeia produtiva da castanha, é por contemplar pela primeira vez todo o ciclo produtor, que incluem desde as famílias coletoras da castanha até a plataforma de exportação. "É essa característica que torna a revitalização dessa cadeia produtiva uma realidade, com perspectivas reais de se consolidar com o passar dos anos", afirmou Alex.

O projeto prevê que a produção da castanha no interior do Estado tenha compra garantida já na próxima safra de dezembro com exportação inicial de 300 toneladas da semente para os Estados Unidos. "Nós vamos financiar as associações e cooperativas, que devem movimentar centenas de famílias coletoras com a garantia da compra da produção por empresa que aposta na exportação do produto, tendo destino certo no exterior", frisou o presidente. A previsão é de que esse volume chegue a mil toneladas por safra.
Segundo a agência de fomento, além de garantir a compra da castanha, a empresa auxiliará as associações e cooperativas no escoamento da produção e com infraestrutura nas regiões onde atuam, incluindo Manaus.

Além da Afeam, assinaram o documento órgãos de assistência técnica que compõem o sistema da Sepror (Secretaria de Produção Rural), Fundação Vitória Amazônica, cinco associações/cooperativas que trabalham com o produto nas calhas dos rios Purus, Alto Solimões, Madeira e Negro mais a empresa Magi Investiment, que atua há 30 anos no Amazonas e Estados Unidos.

Financiamento
A Afeam explicou que o teto do financiamento é de até R$ 500 mil por contrato, com taxas de juros de 4% ao ano, além do pagamento ser anual. "As associações e cooperativas compram das famílias produtoras, que vendem para as empresas que exportam o produto. Como contempla toda a cadeia produtiva, não existe o risco de inadimplência", informou a entidade.

Boas avaliações
O secretário de Estado de Produção Rural, Dedei Lobo, ressaltou que o investimento do governo por meio da Afeam, se evidencia por dar justamente a garantia da compra deste produto orgânico tão valorizado no exterior. "Precisamos seguir nesse projeto de valorização de nossas riquezas, gerando emprego e renda no nosso Estado", afirmou Lobo.

Já na leitura do presidente da Coomaru (Cooperativa Mista Agroextrativista do rio Unini), no município de Barcelos, João Evangelista de Souza, além de estimular o extrativismo da castanha, o projeto também reativa as usinas paradas de processamento da semente. "Nesse projeto enxergamos a valorização do extrativismo pelo governo do Estado, o apoio e reconhecimento ao nosso trabalho. Com o financiamento, poderemos aumentar a produção e o melhor, com compra garantida", celebrou o representante.

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