Manaus, 13 de Novembro de 2018
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Varejo evolui, mas não decola

Por: Hellen Miranda hmiranda@jcam.com.br
22 Ago 2017, 13h44

Crédito:Walter Mendes
O comércio varejista de Manaus apresentou variação positiva de 0,10% no índice de emprego na passagem de maio para junho, é o que aponta a Pesquisa Conjuntural de Desempenho do Comércio Varejista de Manaus, realizada pela Fecomércio (Federação do Comércio do Amazonas). A folha de pagamento também cresceu e registrou alta de 0,32% no sexto mês do ano e o índice de estoque subiu 2,29% no mesmo tipo de confronto. Segundo a pesquisa, apenas o faturamento (-1,40%) e vendas brutas (-0,21) apresentaram índices negativos no período. Por outro lado, em relação a junho do ano anterior, todas as atividade tiveram queda.

Para o assessor econômico da Fecomércio, José Fernando Pereira, os índices apresentados na pesquisa eram esperados para o período e diz que as perspectivas positivas batem com as informações do IBGE. "Ficamos satisfeitos com o resultado apontando alta na maioria dos indicadores quando comparados a maio. Isso sinaliza que vamos ter crescimento do setor no segundo semestre e esperamos fechar 2017 com um bom desempenho, impulsionado por datas como o Dia das Crianças e festas de fim de ano", projetou o especialista.

Sobre todas as atividades amargarem queda na comparação com junho de 2016, na leitura do economista, embora ruins os indicadores negativos são menos acentuados. "O comércio tem uma recuperação mais lenta do que setores como a indústria, porque depende da taxa de emprego e de juros, aumento da oferta de crédito e até mesmo da variação cambial, que em alguns caso tem reflexo na atividade. Mas é importante destacar que mesmo ruins, os indicadores pararam de cair", frisou
José Fernando.

De acordo com a pesquisa, o nível de emprego cresceu 0,10% na análise mensal, em especial no segmento de bens duráveis que subiu 0,22%. Por outro lado, houve queda frente a junho de 2016 (-0,09%), sendo que o pior desempenho foi registrado pelo comércio de bens semiduráveis (vestuário, tecidos e calçados, livraria, papelaria e material de escritório e artigos esportivos), que apresentou declínio de 0,61%. "O grande problema estrutural da economia hoje é a questão do emprego e observamos que embora leve, ele deixou de cair sinalizando uma tímida recuperação", analisou o economista da Fecomércio.

Seguindo a linha do nível de emprego, a folha de pagamento registrou variação positiva de 0,32% entre maio e junho, principalmente no caso dos bens duráveis (+0,50%). Já na comparação com o mesmo período do ano passado, houve queda de 1,51%, sendo que o pior desempenho veio do comércio dos bens não duráveis com -3,17% (supermercados, farmácias, drogarias e perfumaria, combustíveis e lubrificantes). "Na análise da série histórica foi possível observar recuperação nos índices de todos os ramos de atividade quando comparados em relação ao último mês", informou a pesquisa.

Índices negativos em junho
O faturamento bruto recuou 1,40% em junho, impulsionado pela queda de 3,20% dos segmentos de bens semiduráveis. A entidade acrescentou que, na análise da série história, é possível observar que apenas o comércio automotivo (0,26%) e materiais de construção (1,61%) registram bom desempenho no período. Já frente a igual mês de 2016, o índice diminuiu 2,00% puxado principalmente, pela queda de 3,95% no índice do comércio de bens não duráveis.

No caso das vendas brutas, o índice caiu 0,21% na comparação com maio e diminuiu 0,82% no confronto com junho de 2016. No comparativo mensal, os destaques vieram das quedas de 3,58% e 0,75% no comércio de bens semiduráveis e não duráveis, respectivamente. De acordo com os dados, todos os outros ramos apresentaram variação positiva quando comparado a maio deste ano. Já em relação a 2016, o encolhimento foi de 3,95% nos bens não duráveis.

Pagamentos à vista lideram compras
Ainda segundo a pesquisa, 60,9% dos pagamentos no comércio varejista de Manaus foram realizados à vista, sendo 28,2% por meio de cartão de crédito e 10,9% por outras formas de pagamento (convênio, cheque pré-datado, vendas a prestação e empenho).

O grupo dos bens não duráveis apresentou o maior índice no período com 76,7%. Todos os empresários entrevistados relataram que não sofreram roubos e nem foram assaltados em junho.

"O consumidor está cauteloso com a taxa de juros e fugindo das vendas a crédito. Com isso, a maioria dos clientes preferem pagar em espécie ou cartão de débito", finalizou o economista José Fernando, ao destacar que, essa forma de pagamento já é tendência.

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