Manaus, 22 de Novembro de 2018
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Trabalhadores da Construção Civil decidem por paralisação nesta terça-feira

Por: Cíntia Valadares e Assessoria
21 Ago 2017, 16h03

Crédito:Divulgação
Os trabalhadores da Construção Civil do Amazonas, decidiram paralisar suas atividades nessa terça-feira, 22, a partir das 6h, nas proximidades do Hospital 28 de Agosto, na avenida Mário Ipiranga (antiga Recife), Adrianópolis. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Montagem, Manutenção Industrial, Construção e Montagem de Gasodutos e oleodutos, e Engenharia de Manaus-Amazonas (Sintracomec), a paralisação se faz necessário pois, desde junho eles tentam negociar os salários da classe sem sucesso.

Segundo Cícero Custódio, presidente do Sintracomec, mesmo com todos os esforços, o sindicato não conseguiu sensibilizar os empresários da construção civil a atenderem a pauta de reivindicações dos trabalhadores do setor.

"Essa indiferença das empresas, em melhorar as condições salariais e de trabalho dos seus colaboradores, contraditoriamente, acontece num momento de retomada do crescimento dos negócios no seguimento da construção civil, no Amazonas", destaca Cícero.

Com data base estabelecida em 01 de julho, as negociações entre os sindicatos laboral e patronal não chegaram a um acordo sobre as reivindicações relacionadas ao reajuste de 10%, aumento real e outras pautas sociais.

"Ao contrário, os patrões ainda ameaçam retirar direitos e garantias já consolidados nos acordos coletivos anteriores, como a cesta básica, vale transporte, além de congelarem o plano de seguro de vida dos trabalhadores", afirma o sindicalista.

O Sintracomec entrou com o pedido de dissídio coletivo, junto à Justiça do Trabalho, visando preservar a data base da categoria, ao mesmo tempo que permaneceu com as negociações com junto ao sindicato patronal.

"Diante da intransigência e da falta de sensibilidade dos patrões, que se negam a reajustar os salários e ameaçam retirar conquistas, aos cerca de 30.000 trabalhadores, não restou outra alternativa senão paralisar as atividades nos cerca de setenta canteiros de obra de Manaus nessa terça-feira (22)", concluiu.


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