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Setor da navegação reclama do atraso na dragagem

Por: Priscila Caldas pcaldas@jcam.com.br
18 Ago 2017, 17h24

Crédito:Divulgação
Representantes do setor da navegação reclamam do atraso no início da dragagem do Rio Madeira. Devido ao menor volume de água as embarcações enfrentam dificuldades para navegar em alguns trechos do rio e segundo eles, neste período, nem mesmo a escavação poderá garantir fluxo ao transporte fluvial. Após meses de reivindicação por parte do segmento, o Dnit iniciou os trabalhos na quinta-feira (17).

Segundo o presidente do Sindarma (Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas), Galdino Alencar Júnior, os trechos do rio Madeira - Curicaca, Sintra e Papagaio, são alguns dos que apresentam dificuldades para a passagem das embarcações. Nestes locais há menor volume de água e risco de encalhe nos bancos de areia.

Júnior informa que o período propício para o início da dragagem é final de junho e no máximo primeiro de julho. Mas, devido ao atraso nas atividades há trechos em que a dragagem deixará de viabilizar fluxo.
"Os trabalhos começaram muito atrasados e não vão atender às expectativas. As embarcações já enfrentam problemas para navegar em vários trechos do rio e agora que estão dragando o primeiro ponto do rio", disse. "Mas, de qualquer o fato de ter uma draga operando é um avanço", completou.

De acordo com o Dnit, na primeira etapa, o leito do rio será aprofundado em sete pontos críticos. A operação iniciou pela localidade conhecida como Curicaca. Está prevista a retirada de mais de 100 mil m³ de sedimentos. Os demais pontos críticos são Papagaio, Cintra, Três Casas, Conceição, Cojubim e Tamanduá, identificados nos estudos técnicos e confirmados pelas companhias de navegação.

Nos próximos cinco anos, serão investidos R$ 68,7 milhões para garantir o calado mínimo de 3,5 metros necessários para a navegação das barcaças que escoam milho e soja do oeste de Mato Grosso para os portos do Arco Norte e também para a movimentação de combustível e carga geral entre Porto Velho e Manaus.

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