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Nível de desemprego cai no Amazonas

Por: Cíntia Valadares
17 Ago 2017, 19h43

Crédito:Walter Mendes
A taxa de desemprego no Amazonas caiu no 2º trimestre deste ano para 15,5%, se comparada ao 1° trimestre em que a taxa era de 17,7%, esses dados fazem parte da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) trimestral, que foram divulgados nesta quinta-feira (17), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com José Ilcleson Mendes, chefe do IBGE no Amazonas, está é a primeira redução da taxa de desocupação que nós temos desde 2015, quando a taxa de desocupação começou a subir escalonadamente.
"Esse é um dado positivo sim, é a segunda maior redução da taxa de desocupação entre todos os Estados mais ainda é cedo para fazermos qualquer previsão, precisamos aguardar os próximos resultados para fazer essa previsão", comentou Mendes.

No comparativo com o ano passado a taxa permanece elevada, pois no mesmo período de 2016 a taxa de desocupação era de 13,2%, esse ano 15,5%, sendo portanto uma taxa superior.

Segundo Mendes, os setores que mais contribuíram para a diminuição dessa taxa foram, o setor de serviços e a administração pública. "Esses foram os dois setores em que mais tivemos o incremento no número de pessoas ocupadas, só lembrando que o setor primário é o que mais emprega em nosso Estado", afirmou.

Em nível nacional
Em todo o país houve retração dessa taxa em 11 das 27 unidades federativas. A desocupação caiu de 24,1% para 23,8%, do primeiro para o segundo trimestre do ano. O resultado equivale a dizer que faltava trabalho para 26,3 milhões de pessoas no país no segundo trimestre. No primeiro trimestre, eram 26,5 milhões nessa condição.

Conforme mostrou a pesquisa, no segundo trimestre de 2017, a taxa de desocupação, no país, foi estimada em 13,0%, com retração em todas as grandes regiões, exceto Nordeste (estabilidade), com destaque para a região Norte (de 14,2% para 12,5%) e Centro-Oeste (de 12,0% para 10,6%). As outras taxas foram: Nordeste (de 16,3% para 15,8%), Sudeste (de 14,2% para 13,6%) e Sul (de 9,3% para 8,4%). Pernambuco (18,8%) e Alagoas (17,8%) registraram as maiores taxas de desocupação no período ante o trimestre anterior.

A pesquisa destacou que, em Pernambuco, a taxa passou de 17,1% para 18,8%; e em Alagoas, de 17,5% para 17,8%, nessa comparação. As menores taxas de desocupação foram registradas em Santa Catarina (7,5%), Rio Grande do Sul (8,4%) e Mato Grosso (8,6%).

Para o total do país, a taxa caiu de 13,7% para 13,0%, nesse mesmo período. A taxa composta de subutilização da força de trabalho passou de 24,1%, no primeiro trimestre para 23,8% no 2º trimestre de 2017, com a maior taxa verificada no Nordeste (34,9%) e a menor na região Sul (14,7%). Piauí (38,6%), Bahia (37,9%) e Maranhão (37,7%) são as Unidades da Federação que apresentam as maiores taxas compostas de subutilização da força de trabalho. E os Estados onde são observadas as menores taxas são Santa Catarina (10,7%), Mato Grosso (13,5%) e Paraná (15,9%). As taxas de desocupação dos grupos de pessoas de 14 a 17 anos de idade (43,0%) e de 18 a 24 anos (27,3%) apresentaram patamar superior ao estimado para a taxa média total. Desagregada por cor ou raça, a taxa de desocupação mostrou que entre as pessoas que se declararam brancas (10,3%) ficou abaixo da média nacional, porém entre pretos (15,8%) e pardos (15,1%) ficou 3,8 e 3,1 pontos percentuais acima, respectivamente.

A população ocupada, no 2º trimestre de 2017, estimada em 90,2 milhões de pessoas, era integrada por 68,0% de empregados (incluindo empregados domésticos), 4,6% de empregadores, 24,9% de pessoas que trabalharam por conta própria e 2,4% de trabalhadores familiares auxiliares. Nas regiões Norte (31,8%) e Nordeste (29,8%), o percentual de trabalhadores por conta própria era superior ao verificado nas demais regiões.

No 2º trimestre, 75,8% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada. As regiões Nordeste (60,8%) e Norte (59,0%) apresentaram as menores estimativas desse indicador. Entre os trabalhadores domésticos, a pesquisa mostrou que 30,6% deles tinham carteira de trabalho assinada. No mesmo trimestre de 2016, essa proporção havia sido de 33,2%.

Tanto o rendimento médio real (R$ 2.104) de todos os trabalhos quanto a massa de rendimento médio real (R$ 185,1 bilhões) ficaram estáveis no 2º trimestre. Na comparação entre as regiões, do 1º trimestre 2017 para o 2º trimestre 2017, ocorreu variação positiva no rendimento no Norte (0,5%) enquanto nas demais o quadro foi de queda. O maior rendimento era na região Centro-oeste (R$ 2.362) e a menor era no Nordeste (R$ 1.617).

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