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ZFM tem destaque nacional

Por: Cíntia Valadares
17 Ago 2017, 19h09

Crédito:Walter Mendes
Doze empresas do PIM (Polo Industrial de Manaus) fazem parte do ranking 2017 do anuário das Melhores & Maiores da revista Exame. Nesta edição a revista avaliou mais de 3 mil empresas e mostrou quais foram as campeãs em cada setor. Em Manaus, a soma de vendas das empresas no exercício de 2016, totalizou US$ 14,26 bilhões. Quatro das doze empresas, perderam posição na comparação com a edição de 2015 do anuário.

De acordo com Nelson Azevedo, vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), o resultado deste ranking traz credibilidade para o PIM. Segundo Azevedo, apesar de tantas dificuldades trazidas em meio ao momento de instabilidade política e financeira do país, o anuário mostra que investir na Zona Franca de Manaus ainda é um bom negócio.

"Agora é preciso trabalhar e acreditar que esse momento de crise vai passar, pois as reformas estão sendo feitas e com elas o desenvolvimento dos negócios crescerá ainda mais. Vamos mostrar que apesar de terem tirado o nosso direito à exclusividade dos incentivos fiscais, nós temos sim condições de manter empresas com lucratividade em Manaus", pontuou Azevedo.

A Samsung foi dentre as 12 organizações do ranking, a que teve o maior faturamento, alcançando US$ 5,71 bilhões em vendas. A gigante coreana apresentou um desempenho positivo de 2,1%, representada por um lucro de US$ 796 bilhões, e gerou empregos para 8.282 pessoas. A performance da empresa a colocou cinco posições à frente do ano passado, a Samsung passou da 23ª, em 2015, para a 18ª no ano passado.

Em segunda posição entre as companhias com sede em Manaus que foram listadas em Melhores & Maiores, está a Petróleo Sabbá, com faturamento de US$ 1,84 bilhão e desempenho positivo de 4,1%, garantindo lucro superior a US$ 25 milhões em 2016.

Quem tem assegurado a expansão dos negócios químico/petroquímico, no segmento de duas rodas do PIM, é a Inovva. A empresa faturou US$ 642,2 milhões e contava em 2016 com mil funcionários, além disso, a empresa subiu 191 posições, passando da 504ª posição, para 313ª no ano passado.

A Atem's Distribuidora ganhou 40 posições, a empresa deixou a 371ª colocação, e passou para 331ª. A distribuidora faturou US$ 611,7 milhões, garantindo um crescimento de 8,1%. Isso é traduzido por lucro de US$ 6,8 milhões no exercício de 2016.

Para Wilson Périco, presidente do Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas), ter 12 empresas no ranking é motivo de orgulho. "Conseguir manter tantas empresas do PIM neste ranking nos deixa orgulhoso, e depois é importante salientar que as dificuldades da atividade industrial não estão somente em Manaus, mas em todo o país", comentou o presidente.

A P&G foi outra empresa que avançou 42 duas posições no ranking -de 357ª para 315ª, tendo faturado US$ 634 milhões e desempenho positivo no faturamento de 8,1%. Mesmo com esse resultado a empresa amargou no ano passado, um prejuízo de US$ 349 milhões. A organização, de capital americano, conseguiu manter o emprego de 2.029 pessoas, mesmo com o prejuízo.

Também ganharam posições a Arosuco -323ª para 294ª -com faturamento de US$ 689 milhões. Já a Panasonic subiu da 423ª para 412ª posição, com vendas de US$ 475 milhões. Enquanto a Rexam Amazônia, com vendas acima de US$ 425 milhões, aparece pela primeira vez no ranking de Melhores.
A Eletrobras Amazonas perdeu duas posições, caindo da 241ª para 243ª, mas faturou, em 2016, US$ 836,8 milhões e empregava 1.723 pessoas. O desempenho das vendas, porém, apresentou decréscimo de 6,5% entre os dois períodos analisados pela publicação, o que significou prejuízo de US$ 1,45 bilhão. A Eletrobras Amazonas também é listada como a quarta mais endividada do ranking.

Mas também tiveram empresas que perderam posição no ranking, como no caso da Moto Honda. A japonesa faturou US$ 1,59 billhão e fechou o ano de 2016 com 7.356 empregados. Contudo, a empresa caiu do 77º lugar, em 2015, para 112º, perdendo assim, 35 posições no ranking das Melhores & Maiores.
Também com faturamento de US$ 404 milhões, a Digibras caiu de 441ª para 470ª, perdendo 29 posições. Já a Crown perdeu 51 posições -de 428 ª para 479ª -com vendas de US$ 391,8 milhões.
De acordo com Périco, um dos motivos da queda das empresas dentro do ranking se dá pelo segmento de atuação dessas empresas dentro do perfil atual de consumo. "O desemprego e a insegurança de quem está empregado reduzem o consumo de bens duráveis que é o que produzimos no PIM, e esse fator gera instabilidade", disse o presidente.

O balanço do ranking, considerando as organizações com operação em Manaus, é positivo, no entanto, é possível que o movimento de recuperação da atividade econômica que já se desenha nas indústrias incentivadas do PIM garanta, em 2017, um maior número de companhias listadas no anuário da revista Exame.

Entenda o ranking:
As empresas que entram em Melhores & Maiores se enquadram nos seguintes critérios:
3Ser uma das 1.000 maiores empresas privadas ou estatais do país, o que implica ter vendas líquidas anuais superiores a US$ 139,6 milhões.
3Ser uma das 50 maiores empresas privadas, uma das 50 maiores empresas estatais, uma das 50 maiores do mundo digital, um dos 50 maiores bancos, uma das 50 maiores seguradoras ou uma das 100 que mais investem na manutenção e na expansão das atividades ou um dos 100 maiores bancos da América Latina.
3Ser uma das 50 maiores indústrias, 50 maiores do comércio, 50 maiores de serviços e 50 maiores exportadoras.
3Ser uma das 10 maiores ou das 15 melhores empresas do seu respectivo setor.
3Ser um dos 200 maiores conglomerados ou grupos empresariais.
3Ser um dos 200 maiores grupos privados do Brasil ou um dos 200 maiores grupos privados da América Latina.
3Ser uma das 100 maiores empresas das regiões Centro-Oeste, Norte-Nordeste e Sul

Critérios para avaliar cada empresa
A edição 2017 de Melhores & Maiores, da Exame, foi feita com a avaliação dos dados de mais de 3.000 empresas, além dos maiores grupos privados do país. O conjunto compreende todas as que publicaram demonstrações contábeis no Diário Oficial dos Estados até o dia 15 de maio de 2017. Também estão incluídas as companhias limitadas que enviaram seus resultados para análise de Melhores & Maiores e responderam aos questionários. Foram consideradas, ainda, empresas de porte significativo e bem conhecidas no mercado, que não divulgam seus resultados, mas tiveram seu faturamento estimado por nossos analistas.

Por considerar que a transparência e o esforço para oferecer a informação mais correta também são fatores de excelência empresarial, priorizamos as demonstrações que consideram os efeitos da inflação em seus resultados. Esses efeitos, cuja consideração foi vedada para fins societários e fiscais desde a lei nº 9.249/95, continuam sendo significativos, a ponto de, em alguns casos, transformar lucros em prejuízos ou vice-versa.
Melhores & Maiores tem por objetivo medir o desempenho das empresas individualmente. Por esse motivo, tomamos como base as demonstrações individuais, e não as consolidadas. Porém, com caráter apenas indicativo, a edição também traz os resultados dos 200 maiores grupos empresariais do país e ainda dos 200 maiores grupos empresariais da América Latina.

Para elaborar a lista das 500 maiores empresas e mais uma lista complementar com outras 500 empresas, totalizando 1.000, o critério de classificação utilizado é o das vendas líquidas. Todos os valores publicados estão ajustados -considerando a variação da inflação -para o dia 31 de dezembro de 2016. Essa padronização evita que sejam prejudicadas ou beneficiadas empresas cujo fechamento do balanço ocorre em data anterior ou posterior às da maioria.

Ao lado das receitas de vendas, em reais e em dólares, são fornecidas no ranking das 500 maiores informações como lucro ou prejuízo, patrimônio, crescimento das vendas, rentabilidade, liquidez, endividamento, riqueza gerada e riqueza criada por empregado. Na lista complementar, que só contempla as empresas que disponibilizaram suas demonstrações contábeis, as informações, além das vendas, são as seguintes: crescimento de vendas, sede, setor, valor das exportações e respectivo percentual sobre as vendas, número de empregados e controle acionário. Também é possível identificar mudanças de posição nas listas e a entrada de novas empresas.

As comparações feitas com o desempenho em anos anteriores não são prejudicadas porque foram efetuados ajustes dos valores que eliminam distorções causadas pela inflação ou oscilações do câmbio. A seção Indicadores detalha os critérios de atualização adotados para os itens vendas em reais, em dólares e crescimento das vendas. A mesma seção também explica o critério de Excelência Empresarial, criado para identificar as empresas de melhor desempenho em 20 setores. As 20 melhores nos setores são então submetidas a um julgamento editorial e jornalístico para a escolha da Empresa do Ano.

Melhores & Maiores apresenta diversas outras listas de empresas, organizadas por setor da economia, região do país, Estado, origem do capital e uma série de comparações de desempenho: maiores por patrimônio, maiores lucros, maiores prejuízos, as que mais cresceram, as que mais encolheram, as mais e as menos rentáveis, as mais e as menos endividadas, as de maior liquidez, as maiores por capital circulante, as maiores empregadoras, as maiores por receitas líquidas, as que entraram no vermelho, as que saíram do vermelho, as que mais pagaram impostos, etc.

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