Manaus, 21 de Setembro de 2018
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Atividade lidera recuperação

Por: Hellen Miranda hmiranda@jcam.com.br
17 Ago 2017, 13h52

Crédito:Walter Mendes
O setor de serviços no Amazonas registrou em junho o terceiro melhor desempenho do país com alta de 5,4% na comparação com maio. O resultado ficou atrás apenas de Roraima (6,8%) e Mato Grosso (6,1%). A média nacional também cresceu e fechou em 1,3%. O estado também ficou entre as melhores variações nacionais na comparação com igual mês de 2016, quando a atividade registrou alta de 5,3%. Já em relação aos seis primeiros meses de 2017, o índice recuou e ficou em -6,8 e nos últimos 12 meses, a redução foi de quase 10%. Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados ontem (16).

O economista, Francisco Mourão Júnior, explicou que a atividade de serviços é a última a sentir à crise e tem um poder de reação mais rápido que os demais setores econômicos. Segundo ele, o bom desempenho é efeito de medidas como a baixa de taxas de juros e até mesmo do pagamento das contas de FGTS inativo que impactaram todos a cadeia econômica. "Com a liberação do benefício a maioria dos trabalhadores pagaram suas contas, o que permitiu as saídas para comer fora ou até ida ao salão de beleza. Mas é importante comentar que ainda assim, o consumidor permanece cauteloso e quer comprar mais por menos", disse o especialista, pedindo cautela ao analisar os indicadores.

Segundo a pesquisa, o volume do setor de serviços do Amazonas apresentou em junho alta de 5,4% sobre maio, na série com ajuste sazonal, após ter registrado crescimento de 7,9% em maio e queda de 3,0% em abril. O resultado foi o terceiro mais expressivo entre os números contabilizados nos outros Estados brasileiros. As demais taxas positivas foram assinaladas em Roraima (6,8%) e Mato Grosso (6,1%). Para o disseminador de informação do IBGE/AM, Adjalma Nogueira Jaques, o setor vem ganhando fôlego por está ligado ao consumo do comércio, indústrias e famílias, ambos com bom desempenho neste ano.

"No momento que há volume de recursos no mercado as pessoas vão às compras e movimentam a economia. Como houve uma sensível melhora no quadro da indústria e comércio local, ambos entrelaçados com essa atividade, as empresas demandam mais por serviços e as pessoas também", observou Jaques. Ele lembrou que o comércio local cresceu 7,7% na comparação com junho do ano anterior e 0,5% em maio. Já a indústria subiu 0,1% e 2,8%, no mesmo tipo de confronto.

Ainda de acordo com o IBGE, no comparativo com junho do ano anterior, o setor de serviços também cresceu e registrou alta de 5,3%. O indicador também ficou entre as três melhores variações positivas do país, atrás apenas do Mato Grosso com 20,3%, Paraná, com 7,0%. Na tabela geral amazonense, os meses de janeiro, fevereiro, março, abril e maio de 2017 marcaram -10,8%, -9,5%, -11,8%, -10,7% e -2,89%, respectivamente.

Diante desses resultados, de janeiro a junho a atividade fechou com queda acumulada de 6,8% frente aos seis primeiros meses do ano passado. E no agregado dos últimos 12 meses foi registrada uma queda maior de 9,8%. "Mas é importante destacar que mesmo sendo negativos, esses indicadores mostram que a cada mês o setor vem se recuperando e registra gradualmente índices menores", frisou Jaques.

Receita nominal
A receita nominal registrou em junho alta de 3,6% sobre maio, na série com ajuste sazonal e 11,5% na comparação com mesmo mês de 2016. A taxa acumulada no ano, janeiro a junho, ficou em -0,6% e, em 12 meses, -5,6%. "O bom desempenho tanto do volume de vendas quanto da receita nominal demonstram que a partir de maio o setor começou a apresentar resultados animadores, insinuando uma possível recuperação", informou o IBGE.

A pesquisa mostrou ainda que, o setor de serviços registrou, em volume, um aumento de 8,4% no 1º semestre de 2017 em relação ao mesmo período de 2016, na série livre de influências sazonais, confirmando uma melhora do quadro de serviços.

Nacional
Em relação ao Brasil, a atividade de serviços fechou o mês de junho com expansão de 1,3% frente a maio que marcou crescimento de 0,5%. Apesar disso, na comparação com junho de 2016 o setor registrou queda de 3,0%. Já em relação ao acumulado do ano, a queda foi de 4,1%, frente aos seis primeiros meses do ano passado e -4,7 em 12 meses.

Referente a receita nominal, o setor fechou junho com variação positiva de 1,0% e 3,2% frente a igual mês em 2016. Na taxa acumulada de janeiro a junho, a receita nominal dos serviços avançou 1,6%, em doze meses, 0,6%.

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