Manaus, 14 de Novembro de 2018
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Varejo aponta para recuperação

Por: Hellen Miranda hmiranda@jcam.com.br
16 Ago 2017, 13h54

Crédito:Walter Mendes
Pelo sexto mês consecutivo, as vendas do comércio do Amazonas cresceram em relação a igual período do ano passado, aponta o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo os dados, divulgados ontem (15), o volume de vendas no comércio amazonense cresceu 7,7% em junho na comparação com mesmo mês de 2016. Em relação a maio, o setor registrou leve alta de 0,5%. Já no primeiro semestre de 2017, o índice também foi positivo com aumento de 5,1%. Por outro lado, no acumulado dos últimos 12 meses, o setor amargou queda de 2,5%.

O bom desempenho do setor amazonense é resultado do pagamento das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e do aumento da produção no PIM (Polo Industrial de Manaus), apontou o economista Francisco Mourão Júnior. "Essa medida do governo gerou consumo e favoreceu a ZFM, dando estabilidade às empresas o que refletiu no setor comercial. Aqui no Amazonas, o comércio é fortemente influenciado pela indústria, que tem apresentado melhor resultado este ano", afirmou o especialista.

Segundo ele, a estabilidade política do país foi outro fator determinante para os indicadores positivos registrados neste ano frente a 2016. "A permanência de Temer no governo gerou fôlego na economia, contribuindo para a queda dos juros, controle da inflação e alta da exportações, além da diminuição de desemprego que impactaram na reversão do cenário", disse Mourão Júnior. O especialista lembrou ainda que no acumulado dos últimos doze meses, o comércio amargou queda de 2,5%. "Isso mostra que viemos de meses negativos e que vamos encerrar o ano sem recuo acentuado, com sinais de aquecimento apenas em 2018", projetou.

Conforme o IBGE, em junho o setor mostrou avanço de 0,5% em relação a maio no volume de vendas, na série com ajuste sazonal. Nessa mesma comparação, a receita nominal teve a mesma variação positiva. Já em relação ao mês de junho de 2016, o comércio varejista registrou aumento de 7,7%. No índice acumulado para os seis primeiros meses do ano, a variação foi de 5,1% para o volume de vendas, fechando com bom desempenho frente a igual semestre de 2016 (-12,7%). O índice da receita nominal chegou em junho com um acumulado de 7,1%.

Já nos últimos 12 meses, segundo a pesquisa, as vendas no comércio varejista do Estado registrou um recuo de 2,5% em junho. O resultado prosseguiu com redução no ritmo de queda, iniciada em janeiro de 2017 (-9,5%). Por outro lado, a receita nominal varejista, em junho de 2017, registrou para essa mesma comparação 4,0% frente a igual mês de 2016.

Varejo ampliado
O volume de vendas do comércio ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção também apresentou desempenho positivo em maio com variação de 10,7% em relação a igual mês de 2016. Já a taxa no ano, a alta foi de 6,4%.

Segundo a pesquisa, a receita nominal do comércio ampliado não poderia ser diferente e chegou a 10,5% em maio deste ano. Já a variação acumulada no ano do comércio ampliado foi a 8,6%. Enquanto o indicador para os últimos doze meses (-2,1%) permaneceu mostrando redução no ritmo de queda, iniciada em janeiro de 2017 (-9,9%).

"O desempenho do comércio ampliado superior ao comércio normal demonstra que a atividade de vendas de veículos e material de construção teve bom desempenho no mês de junho. Assim, a julgar pelos últimos desempenhos mensais, o comércio ampliado tem puxado o indicador, desde março, numa crescente. Demonstrando sinais de recuperação", informou o IBGE.

Cenário geral
Em termos de Brasil, o volume de vendas no comércio varejista cresceu 1,2% em junho. Já a receita nominal teve expansão de 0,8%. Na comparação com 2016, as vendas tiveram alta de 3% no volume e 2,4% na receita. Já no acumulado dos seis primeiros meses do ano, apesar de registrar queda de 0,1% no volume, houve alta de 1,9% na receita. Em 12 meses, a queda foi de 3% no volume e alta de 3,2% na receita.

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