Manaus, 14 de Novembro de 2018
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Força viva na luta pelo Amazonas

Por: Antonio Parente aparente@jcam.com.br
15 Ago 2017, 20h03

Crédito:Antônio Parente
Em solenidade realizada ontem (15), na Aleam (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas), foram comemorados os 58 anos da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas) e os 38 anos do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas). Duas placas foram entregues aos dirigentes das duas entidades de classe do PIM (Polo Industrial de Manaus).

Na ocasião, personalidades com representatividade para a indústria foram homenageadas por indicação da Fieam e do Cieam. Entre os homenageados, o presidente do Jornal do Commercio, Guilherme Aluízio e os empresários Maurício Loureiro, Nelson Azevedo, Amauri Blanco, Celso Piacentini e o deputado Orlando Cidade.

O presidente do Jornal do Commercio, Guilherme Aluízio,foi homenageado pela contribuição em divulgar as atividades da indústria no Estado e incentivar o modelo econômico para o desenvolvimento do Amazonas."O Jornal do Commercio é um segmento da indústria e do comércio. Uma ferramenta de reivindicação econômica de negócios, um defensor da Zona Franca de Manaus e do desenvolvimento econômico do Amazonas", destacou.

A Sessão Especial foi de iniciativa dos deputados Adjuto Afonso (PDT) e Alessandra Campêlo (PMDB), que parabenizaram as personalidades que contribuíram para o crescimento e desenvolvimento das indústrias no Estado.
De acordo com o deputado Adjuto Afonso, o Sistema Fieam tem papel fundamental na sociedade, não apenas por defender os interesses da indústria, mas também por investir no aperfeiçoamento, formação e qualidade das pessoas, com ações voltadas para a educação e a capacitação técnica.

A deputada Alessandra Campêlo destacou a importância das duas entidades, que garantem a arrecadação de tributos para o Amazonas, emprego, renda e desenvolvimento. Na ocasião, a parlamentar aconselhou os empresários presentes que reúnam com o governador David Almeida sobre a possibilidade de revogar parte da lei estadual que estabeleceu o aumento da alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre alguns itens, como combustíveis.

O presidente da Fieam, Antonio Silva, fez um apelo para que os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário se aproximem da indústria com o objetivo de criar forças na luta contra as ameaças ao modelo ZFM (Zona Franca de Manaus). Ele citou alguns desafios enfrentados pela entidade, como a Lei Complementar 160/2017 que altera as regras para a concessão dos benefícios do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). O empresário afirma que a medida é uma grande barreira para frear o crescimento da indústria na cooperação do desenvolvimento do setor no Estado.

"Essas medidas nos prejudicam muito. Mas, juntamente com o governo do Estado que é o maior interessado em fomentar o desenvolvimento e dar segurança jurídica para aquelas empresas que contribuem para o desenvolvimento do Amazonas. Vamos tomar todas as medidas cabíveis até na esfera jurídica para que possamos manter a nossa competitividade", disse.

Para o presidente do Cieam, Wilson Périco, o projeto de Lei Complementar tira os incentivos fiscais oferecidos a ZFM e dá a outros Estados, o que prejudica a atividade industrial do principal modelo econômico do Amazonas. "Esse reconhecimento é importante, mas é preciso o engajamento da indústria, da classe política somada às entidades de classe na busca daquilo que é direito, que tem sido tão desrespeitado pelo governo federal", disse.
O secretário de Planejamento do Estado, José Jorge Nascimento Júnior, que representou o governador David Almeida, disse que na próxima semana o governador vai ser reunir com os empresários para discutir questões sobre incentivos fiscais e avaliar as medidas sobre as mudanças das regras do ICMS.

Homenageados
Fieam:
Guilherme Aluízio, Nelson Azevedo, Carlos Alberto Rosas, Mário Jorge Medeiros, Celso Zilves, Orlando Cidade e Williams Barbosa.

Cieam:
Maurício Loureiro, Amauri Blanco, Antonio Maria Baia, Armando Ennes do Valle, Celso Piacentini, João Batista Mezari e Luiz Augusto Rocha.

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